Estados Unidos já gastaram muito dinheiro para ter território atual

Os Estados Unidos são o quarto maior país do mundo, com um território que se estende do Oceano Atlântico, do lado leste, ao Pacífico, na costa oeste. Porém, para conseguir se tornar um país de tamanho respeitável, foram investidos bilhões de dólares desde o século 19

Porém, os investimentos não parecem ter sido suficientes. Na sexta-feira (16), o presidente Donald Trump disse ter interesse em comprar a Groenlândia, território dinamarquês autônomo, durante jantares e reuniões com assessores. O país, porém não gostou da proposta

Se não fosse pela compra de territórios, os Estados Unidos seriam formados por dois pedaços separados de terra. 

O país não compra terras desde 1917, mas a prática era comum desde o século 19. Em 1803, eles compraram a Luisiana, uma terra de 827 mil milhas quadradas, da França por 15 milhões de dólares

Em 1819, a Flórida foi comprada por 5 milhões de dólares da Espanha 

A costa oeste foi negociada em 1848 na chamada Cessão Mexicana, quando os Estados Unidos compraram a terra por 15 milhões de dólares depois de vencer a guerra com o país vizinho. O México também perdeu mais uma parte do território, em 1853, por 10 milhões de dólares

O Alasca, terra estratégica militarmente, foi comprada da Rússia em 1867, por 7 milhões de dólares. Apesar de ser parte do território estadunidense, o Alasca é conectado ao Canadá

Em 1898, os Estados Unidos compraram as Filipinas da Espanha, depois de uma vitória militar. O país asiático, porém, conseguiu independência em 1946

Última terra comprada pelos Estados Unidos, as Ilhas Virgens Americanas foram negociadas em 1917, por 25 milhões de dólares, da Dinamarca. A península fica no Caribe

A ideia de comprar a Groenlândia não é nova. Em 1860, o presidente Andrew Johnson já dizia que a terra era ideal pela localização estratégica e riqueza de recursos, mas nenhuma negociação foi oficializada até 1946, quando Harry Truman ofereceu 100 milhões de dólares para a Dinamarca, que recusou a proposta

Número de brasileiros presos no exterior sobe 18% em um ano

Número de brasileiros presos no exterior chegou a 3.579 em 2018

Número de brasileiros presos no exterior chegou a 3.579 em 2018
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O número de brasileiros detidos no exterior aumentou 18% no período de um ano. É o que revelam dados do Ministério das Relações Exteriores obtidos pelo R7 por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). Segundo o levantamento, o índice de brasileiros privados de liberdade em outros países era de 3.025 ao final de 2017. Em dezembro de 2018, a cifra havia saltado para 3.579.

De acordo com a pasta, 1.808 desses brasileiros eram presidiários já em cumprimento de pena. Outros 1.045 aguardavam julgamento. Os 726 restantes respondiam por problemas de imigração ou se encontravam em processo de deportação.

A maior parte de todas as detenções de 2018 — 1.469, ou 41,04% — se concentrou na Europa. América do Sul e a América do Norte registraram 1.004 e 589 detidos, respectivamente. A minoria ficou na América Central e no Caribe, onde foram registradas nove detenções de brasileiros até o fim do último ano.

Redes de tráfico e mecanismos de segurança

Em entrevista ao R7, a diretora do Departamento Consular e Brasileiros no Exterior do Itamaraty, embaixadora Luiza Lopes da Silva, atribui o crescimento no número de brasileiros detidos no exterior a uma combinação de fatores.

“Uma tendência que tem se repetido ano após ano é que a maioria das prisões de brasileiros no exterior acontece por narcotráfico e posse de drogas”, explica.

O Ministério indica que 42,09% (ou 761) dos delitos cometidos pelos 1.808 brasileiros que já cumprem pena em outros países são relacionados aos entorpecentes. “Nesse contexto, sabemos que as redes de tráfico se fortaleceram na América do Sul, mas os mecanismos de segurança e a cooperação da polícia nas fronteiras também cresceram na região — o que se traduz em mais prisões”, completa a embaixadora.

De olho nas drogas — especialmente a cocaína — que costumam chegar à Europa por meio de “mulas” em voos comerciais, as autoridades do Velho Continente também acirraram a fiscalização nos aeroportos.

Em 2019, um dos casos que ganhou mais destaque na imprensa internacional foi o do sargento Manoel Silva Rodrigues, preso com 39 quilos de cocaína pela Guarda Civil espanhola ao chegar no aeroporto de Sevilha em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira) com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro.

Número de Brasileiros Detidos no Exterior

A economia brasileira

Para o advogado Felipe Maluly, presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo), a situação econômica do Brasil — onde a taxa de desemprego chegou a 11,6% em 2018 — também entra como agravante para o índice de prisões de brasileiros no exterior.

“Penso que muitos passaram a aceitar levar drogas para fora por questão financeira. Diante da perda do próprio emprego e pouca renda da família, no desespero, há os que optem pelo pior caminho, iludidos com a possibilidade de dinheiro fácil”, comenta.

Casos na África

De todas as regiões do mundo, chama atenção ainda o registro de brasileiros presos na África: o total de 99 ao final de 2018 representa uma alta de 39,43% em relação a dezembro de 2017, quando eram 71 detidos, segundo o Itamaraty.

Parte do aumento pode ser atribuído à disparada das prisões realizadas em Cabo Verde, país que é considerado parte de uma nova rota marítima usada por traficantes para levar drogas para a Europa. Só no último 4 de agosto, cinco brasileiros foram detidos em uma embarcação na capital Praia com 2,2 toneladas de cocaína.

“As redes do narcotráfico estão se firmando na África. Vemos um aumento progressivo de brasileiros presos no continente desde 2014, quando foram registrados 28”, aponta a embaixadora Luiza Lopes da Silva.

Do homicídio aos crimes sexuais

E se narcotráfico e posse de entorpecentes representam a maioria dos delitos cometidos pelos brasileiros, os crimes contra a pessoa — homicídio, tentativa de homicídio, latrocínio, agressão — aparecem em segundo lugar no levantamento, tendo motivado 16,31% (295) das prisões.

Já os chamados crimes contra o patrimônio — como roubo, furto, vandalismo, fraude, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro — levaram a 12,38% (224) das prisões de brasileiros.

Os crimes sexuais — que incluem estupro, tentativa de estupro e abuso sexual de vulneráveis — motivaram 93 das prisões, enquanto aqueles relacionados à prostituição, como a cafetinagem, causaram nove detenções.


Arte R7

Notificações ao Itamaraty e assistência consular

Luiza Lopes da Silva ressalta que nem todos os casos de brasileiros presos em outros países são de conhecimento do Ministério das Relações Exteriores. “Em grande parte do mundo há uma legislação de privacidade que só permite que as autoridades informem a prisão se o detido estrangeiro assinar uma autorização”, conta.

“Às vezes, o brasileiro deixa de assinar não porque não quer que o Itamaraty saiba, mas porque tem medo, está inseguro”, completa a embaixadora.

Todos os detidos de que o Ministério das Relações Exteriores toma conhecimento, por outro lado, passam a ser acompanhados por um diplomata, que checa as principais necessidades do preso. “Nosso trabalho é ajudar brasileiros em situação de vulnerabilidade e não há vulnerabilidade maior que uma pessoa presa ou hospitalizada. É um trabalho humanitário.”

A assistência também inclui o contato com a família e, em algumas situações, acompanhamento jurídico de um assessor do Itamaraty. “Temos o serviço disponível em cerca de 60 postos no exterior. São assessores com conhecimento das leis locais que orientam os brasileiros para que, em audiências, eles não incorram em nenhum equívoco”, pontua Luiza Lopes.

O auxílio, segundo a embaixadora, continua durante todo o tempo em que o brasileiro fica privado de liberdade.

“Monitoramos até a liberação, acompanhamos a progressão da pena… Quando o brasileiro sai da detenção, em boa parte das vezes o governo local custeia o processo de deportação. Se isso não acontece e a família da pessoa não tem recursos para trazê-la ao Brasil, em situações específicas, nós temos condições de arcar com a repatriação”, finaliza.

EUA pedem apreensão de petroleiro iraniano liberado por Gibraltar

O petroleiro iraniano Grace 1 foi apreendido há mais de um mês em Gibraltar

O petroleiro iraniano Grace 1 foi apreendido há mais de um mês em Gibraltar
A. Carrasco Ragel / EFE / 15.8.2019

A Justiça dos Estados Unidos ordenou nesta sexta-feira (16) a captura e apreensão, por violação das sanções ao Irã, do Grace 1, o petroleiro iraniano que ficou retido por mais de um mês em Gibraltar e que foi liberado nesta quinta-feira pelo território ultramarino britânico.

Além da apreensão do cargueiro, a corte federal americana que tomou a decisão também solicitou o confisco de todo o petróleo transportado (cerca de 2,1 milhões de barris) e de US$ 995 mil (cerca de R$ 4 milhões).

Leia também: Irã fala em ‘insegurança nos mares’ após apreensão de petroleiro

O governo dos Estados Unidos, por meio de um comunicado do Departamento de Justiça, acusou ontem o Grace 1 de ter violado as sanções ao Irã por ter auxiliado a Guarda Revolucionária do país — considerada um grupo terrorista por Washington – no transporte de petróleo à Síria.

“O esquema das enganosas viagens do Grace 1 envolve múltiplas partes filiadas à Guarda Revolucionária. Uma rede de companhias fantasma supostamente lavou milhões de dólares para apoiar tais envios (de petróleo)”, diz a nota.

O Grace 1 foi interceptado e abordado em 4 de julho perto da costa de Gibraltar devido às suspeitas de que transportava petróleo a uma refinaria da Síria, país alvo de sanções da União Europeia (UE), mas as autoridades iranianas negaram que a embarcação estivesse a caminho do país árabe.

Gibraltar liberou o cargueiro ontem, após receber garantias do Irã de que o petróleo não seria levado à Síria. O capitão do navio, de nacionalidade indiana, foi libertado, assim como o restante da tripulação, entre eles indianos, paquistaneses e ucranianos, mas nenhum iraniano.

Após a liberação do cargueiro, o governo americano advertiu que poderia adotar ações contra a tripulação do Grace 1.

“Os membros da tripulação de navios que ajudam a Guarda Revolucionária mediante o transporte de petróleo do Irã podem não ser elegíveis para vistos ou admissão nos EUA”, informou o Departamento de Estado.

“A comunidade marítima deve estar ciente de que o governo dos Estados Unidos tem a intenção de revogar os vistos em poder dos membros de tais tripulações”, acrescentou.

A captura do Grace 1 causou um conflito diplomático entre o Reino Unido e o Irã, que classificou o episódio como “ato de pirataria marítima” e alertou que responderia “no momento apropriado”.

Poucos dias depois, o Irã capturou no estreito de Ormuz o petroleiro britânico Stena Impero, que ainda não foi liberado.

O incidente com os cargueiros compõe um clima crescente de tensão entre Teerã e Washington devido às sanções impostas pelo governo de Donald Trump após deixar o pacto nuclear com o país islâmico.

Pane em sistema da imigração provoca filas em aeroportos nos EUA

Pane provocou filas em enormes em aeroportos, como neste na Virgínia

Pane provocou filas em enormes em aeroportos, como neste na Virgínia
Luke Montgomery via Reuters / 16.8.2019

Um problema no sistema de controle de entrada de pessoas vindas do exterior da Agência de Proteção Alfandegária e Fronteira dos Estados Unidos (CBP) provocou longas filas nos aeroportos internacionais do país nesta sexta-feira.

“A CBP está experimentando uma queda temporária no seu sistema de processamento em vários aeroportos. Estamos tomando ações imediatas para lidar com essa interrupção tecnológica”, disse o órgão no Twitter.

Leia também: Avião tem problemas ao decolar e fecha aeroporto na Venezuela

Os funcionários da CBP foram orientados a utilizar procedimentos alternativos para autorizar a entrada de americanos, turistas e imigrantes até que o sistema volte a funcionar. O órgão garantiu que o nível de segurança está mantido.

O problema afetou alguns dos principais aeroportos do país, como o JFK, de Nova York, e o Aeroporto Internacional de Los Angeles, que pediu que os passageiros verifiquem com as companhias aéreas sobre a possibilidade de atrasos devido à demora para permitir a entrada das pessoas no país.

Mais cedo, a administração do JFK usou o Twitter para falar da situação.

“Seu tempo é importante e sabemos que uma longa espera na alfândega é frustrante, especialmente em alta temporada. Pedimos paciência e compreensão enquanto trabalhamos com a CBP de Nova York para achar formas de minimizar o problema”, disse a direção do aeroporto.

A imprensa americana destacou que o sistema para americanos que fizeram viagens ao exterior e estão retornando ao país também está fora do ar.

A CBP é o órgão responsável pela segurança nos pontos de entrada nos EUA. Entre as responsabilidades da agência estão o combate ao terrorismo e a aplicação das leis de imigração do país.

Veteranos britânicos poderiam liderar eventual governo anti-Brexit

Harmann é a parlamentar mais tempo em atividade

Harmann é a parlamentar mais tempo em atividade
Hannah McKay/Reuters – 273.3.2017

Parlamentares veteranos britânicos do governista Partido Conservador e do Partido Trabalhista, de oposição, disseram estar dispostos a liderar um governo de emergência para suspender um eventual Brexit sem acordo, afirmou nesta sexta-feira (16) o líder do Partido Liberal Democrata, que é favorável à permanência na União Europeia.

A sugestão de que tanto o conservador Ken Clarke, ou a trabalhista Harriet Harman —os mais antigos homem e mulher em mandato parlamentar— poderiam assumir o governo foi o último sinal de que um grupo de políticos contrários à uma eventual saída abrupta da UE está combinando forças para derrubar Boris Johnson e impedir a saída britânica sem um acordo de transição. 

Johnson, que chegou ao posto de primeiro-ministro no mês passado, após vencer uma eleição interna pela liderança do Partido Conservador, diz que o Reino Unido precisa deixar a UE no dia 31 de Outubro, com ou sem acordo. 

Mas ele tem uma maioria efetiva com apenas um parlamentar de vantagem, e vários de seus colegas de partido já sugeriram que votariam em uma moção de desconfiança sobre seu governo para barrar um Brexit sem acordo, o que consideram que seria desastroso para a economia. 

Políticos contrários ao Brexit ainda não estabeleceram uma estratégia para o que poderia acontecer depois. O líder do principal partido de oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, quer um governo provisório liderado por ele mesmo, para depois convocar novas eleições. 

Mas os contrários a um Brexit sem acordo temem que Corbyn, um esquerdista convicto, não teria apoio suficiente de outros partidos para formar um governo. A parlamentar Jo Swinson, líder do partido de centro dos Liberal Democrata, que é pró-UE, propôs um governo interino liderado por Clarke ou por Harman, ex-ministros de gabinete de alas mais ao centro dos dois principais partidos. 

Nesta sexta-feira, Swinson disse à rádio BBC que havia conversado com ambos os parlamentares, e que os dois estariam dispostos para servir.

“Eles colocam o serviço público em primeiro lugar e não querem ver um Brexit sem acordo”, disse Swinson. “Se a Câmara dos Comuns pedir a eles que liderem um governo de emergência para tirar nosso país dessa confusão do Brexit e nos impedir de caminhar ao precipício de um (Brexit) sem acordo, então sim, eles estão preparados para isso.”

Democrata recusa condições de Israel para visita à Cisjordânia

Rashida Tlaib faz do 'esquadrão' que confronta Trump

Rashida Tlaib faz do ‘esquadrão’ que confronta Trump
Rebecca Cook/Reuters – 15.8.2019

A parlamentar democrata norte-americana Rashida Tlaib rejeitou nesta sexta-feira (16) uma oferta de Israel para que ela viajasse à Cisjordânia, dizendo que não visitará a família no território porque o governo israelense impôs “condições opressivas” para humilhá-la.

Tlaib, democrata da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que critica a política israelense para os palestinos, planejava fazer uma visita oficial a Israel com a também congressista democrata Ilhan Omar, do Minnesota.

Sob pressão do presidente republicano dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira (15)o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que não permitiria que a dupla faça a viagem planejada a Israel – mas nesta sexta-feira (16) o Estado judeu decidiu permitir que Tlaib visite sua família na Cisjordânia sob ocupação israelense por razões humanitárias.

Mas a deputada do Michigan rejeitou a oferta.

“Não posso permitir que o Estado de Israel tire essa luz me humilhando e use meu amor por minha sity (avó) para me curvar às suas políticas opressivas e racistas”, tuitou.

“Silenciar-me e tratar-me como uma criminosa não é o que ela quer para mim. Isso mataria um pedaço de mim. Decidi que visitar minha avó sob estas condições opressivas vai contra tudo em que acredito – lutar contra o racismo, a opressão e a injustiça”, acrescentou.

O Ministério do Interior de Israel disse ter recebido uma carta da deputada na quinta-feira (15) pedindo permissão para visitar a família e ter atendido seu pedido.

Em seus tuítes, Tlaib não delineou quais foram as condições impostas para sua visita, mas a mídia israelense noticiou que ela concordou em não promover boicotes a Israel como parte de sua solicitação ao Ministério das Relações Exteriores.

Tlaib e Omar expressaram apoio ao movimento pró-palestino Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que se opõe à ocupação israelense e às políticas para os palestinos na Cisjordânia e em Gaza. Pela lei israelense, apoiadores do BDS podem ser impedidos de ingressar no país.

O ministro do Interior de Israel, Aryeh Deri, que havia aprovado seu pedido, repudiou sua decisão de não fazer a visita.

“No fim, foi uma provocação para constranger Israel. Seu ódio por Israel supera seu amor pela avó”, tuitou.

O festival na França que reúne centenas de gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos

Festival anual reúne gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos na França

Festival anual reúne gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos na França

BBC NEWS BRASIL

Parece até que estamos vendo duplicado…

Mas não. É o festival anual de gêmeos em Pleucadeuc, na região francesa da Bretanha.

Todos os anos, centenas de gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos se encontram para participar de brincadeiras e trocar experiências.

“Gêmeos gostam de conhecer outros gêmeos. Eles têm um tipo especial de linguagem Eles se entendem imediatamente. Mesmo se estão vindo aqui pela primeira vez, é como se já se conhecessem desde sempre”, explica Alain Launay, o fundador do festival.

Passageiro clandestino em voo de Cuba para Miami é encontrado no compartimento de malas

Autoridade aduaneira dos EUA confirmou à BBC que 'homem cubano' foi encontrado enquanto malas eram retiradas de avião

Autoridade aduaneira dos EUA confirmou à BBC que ‘homem cubano’ foi encontrado enquanto malas eram retiradas de avião
Getty Images

Funcionários do setor de bagagens do aeroporto internacional de Miami, nos Estados Unidos, encontraram em meio a malas nesta sexta-feira… um homem.

O jovem cubano, de 26 anos, estava escondido entre as malas de um voo fretado da companhia Swift Air, procedente de Havana.

O voo aterrissou em Miami pouco depois da meia-noite do horário local.

Não ficou claro se o jovem trabalhava no aeroporto internacional José Martí de Havana, algo que poderia se supor pela roupa que ele vestia — um uniforme da Empresa Cubana de Aeroportos e Serviços Aeronáuticos. Ele também trazia um crachá com sua identificação.

Alguns passageiros do voo gravaram vídeos enquanto o jovem era detido por agentes do serviço de Aduanas e Proteção Froteiriça dos Estados Unidos (Customs and Border Protection, o CBP) na pista.

A quantidade de cubanos que chegaram aos EUA aumentou nesse último ano fiscal, mas caso de jovem achado entre as malas é excepcional

A quantidade de cubanos que chegaram aos EUA aumentou nesse último ano fiscal, mas caso de jovem achado entre as malas é excepcional
Getty Images

As imagens foram então reproduzidas nas redes sociais e em veículos de imprensa locais.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, tentou contato com a companhia aérea, mas não teve resposta.

Entrada rejeitada

Keith Smith, porta-voz do CBP, enviou um comunicado à BBC News Mundo que confirma que agentes do aeroporto de Miami apreenderam “um homem cubano de 26 anos que tentou evitar ser detectado em um avião que chegava de Havana na madrugada de sexta-feira”.

“O CBP recebeu informes sobre um possível passageiro clandestino depois da meia-noite quando um funcionário encontrou um homem durante o descarregamento”, prossegue o texto.

“A entrada no país foi negada e agentes do CBP o processaram como imigrante clandestino de acordo com a lei de Imigração e Nacionalidade. Os agentes do CBP permanecem vigilantes para deter pessoas que tentarem entrar sem ser detectados, burlando a lei federal.”

Sedento e assustado

As autoridades não especificaram como o jovem conseguiu se esconder no porão do avião em Havana e como ele pôde resistir às condições da viagem.

“Abrimos a porta da bagagem e quando entramos, ouvimos um barulho. Uma voz gritou: ‘Não é um cachorro, sou eu, sou eu!’. Ele apenas nos pediu para lhe dar água, disse que estava com medo e perguntou se poderíamos ligar para sua família “, disse um funcionário do aeroporto ao canal Telemundo51.

Embora o jovem tenha sido impedido de entrar nos Estados Unidos, ele ainda tem a opção de pedir asilo – para isso, precisa provar que corre risco de perseguição em Cuba.

Chegada dos cubanos aos EUA

Barack Obama e Raúl Castro em foto de 2016; fim da política 'pés secos, pés molhados' fez parte de tentativa de melhora nas relações bilaterais dos países

Barack Obama e Raúl Castro em foto de 2016; fim da política ‘pés secos, pés molhados’ fez parte de tentativa de melhora nas relações bilaterais dos países
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Segundo dados da Guarda Costeira dos EUA, mais de 430 cubanos tentaram chegar aos EUA pelo mar neste ano fiscal (desde outubro de 2018), em comparação com os 384 contados durante o ano fiscal de 2018 (outubro de 2017 a setembro de 2018).

Esses números representam o número total de “interceptações” no mar e nos desembarques no Estreito da Flórida, no Caribe e no Atlântico.

Em janeiro de 2017, dias antes de deixar a presidência dos EUA, Barack Obama cancelou a política de “pés secos, pés molhados” promulgada em 1995.

De acordo com essa política, os cubanos que conseguissem pisar em território americano eram protegidos e podiam permanecer nos EUA e até obter residência permanente.

O fim da política era uma exigência antiga de Cuba e fez parte de uma tentativa, no governo Obama, de melhora nas relações bilaterais destes países.

Após o cancelamento da polítca, o fluxo de cubanos que chegavam por via marítima foi significativamente reduzido, mas este ano voltou a subir.

Laudo conclui que morte de Jeffrey Epstein na prisão foi suicídio

Jeffrey Epstein se suicidou, segundo investigação do Departamento de Justiça

Jeffrey Epstein se suicidou, segundo investigação do Departamento de Justiça
Montagem R7 / Fotos: EFE

A morte do milionário norte-americano Jeffrey Epstein dentro de sua cela em uma prisão federal em Nova York, no último sábado (11), foi um suicídio por enforcamento, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (16), pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Epstein, que estava preso por acusações de tráfico sexual e abuso de menores, foi encontrado inconsciente no chão da cela no início da manhã de sábado. Muitas teorias da conspiração, falando que a morte dele teria sido uma “queima de arquivo”, circularam desde então, propagadas até mesmo pelo presidente Donald Trump.

Dois guardas que eram responsáveis pelo turno da noite foram suspensos, depois que uma investigação mostrou que eles dormiram quando deviam ter vistoriado a  cela a cada 30 minutos. Eles também foram acusados de falsificar os registros de vigia.

O milionário, que já teria tentado se matar no fim de julho, estava em um setor especial da prisão, que abriga presos famosos como o traficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán e o estelionatário Bernie Madoff.

Segundo o procurador-geral dos EUA, William Barr, uma investigação descobriu “sérias irregularidades” no funcionamento da unidade. Além dos dois guardas que foram suspensos, um superior foi transferido por causa da morte de Epstein.

Relatório da autópsia

A autópsia é assinada pela principal legista da cidade de Nova York, Barbara Sampson, que começou a realizar o procedimento no último domingo, dia seguinte à morte do milionário, de 66 anos.

Ao responder às informações sobre as múltiplas fraturas dos ossos do pescoço de Epstein, que alguns especialistas consideram comuns em casos de homicídio por estrangulamento, Sampson afirmou em nota que nenhum fator isolado pode por si só dar uma resposta conclusiva sobre o que ocorreu.

“Todas as informações devem ser sintetizadas para determinar a causa e a forma da morte. Tudo deve ser coerente: nenhuma conclusão pode ser avaliada no vazio”, explicou a legista no comunicado.

Segundo a emissora “NBC”, o milionário se enforcou com um lençol.