Problema do Brasil ‘não é o Twitter’, diz secretário de Política Econômica

Sachsida afirmou que problema do país não é o Twitter

Sachsida afirmou que problema do país não é o Twitter
MARCELO FONSECA/ESTADÃO CONTEÚDO – 20.05.2019

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que o problema no Brasil “não é o Twitter”, em referência ao uso da rede social pelo presidente Jair Bolsonaro e filhos, que vem gerando ruídos no governo. Segundo ele, os problemas observados hoje são oriundos de “políticas econômicas e fiscais desastrosas” entre os anos de 2007 a 2016. “Se nesse período se o governo tivesse queimado dinheiro, teria sido melhor”, disse.

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Sachsida fez esse comentário em evento organizado pela ABVCAP, associação que reúne os fundos de private equity, que são aqueles que compram participação em companhias, após ser questionado sobre o começo de ano ruim para a economia brasileira, logo após um quarto trimestre mais otimista.”Temos que corrigir a má alocação de recursos”, disse. “Vamos sair desse momento, só não será nesse Natal”.

O secretário de Políticas Econômicas do governo disse que, por conta de decisões erradas no passado, hoje o Brasil possui “muitas obras que não servem”.

Ministro de Minas e Energia diz que não há barragem segura no Brasil 

Bento Albuquerque disse que "não há barragem segura. Esse conceito não existe".

Bento Albuquerque disse que “não há barragem segura. Esse conceito não existe”.
José Cruz/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta quinta-feira (23), que não há barragem segura no país. Em depoimento na Comissão de Meio Ambiente do Senado, sobre segurança de barragens, o ministro disse que “não tem barragem segura. Esse conceito não existe”.

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Albuquerque explicou que a probabilidade de rompimento de barragens construídas à montante, como foi o caso de Mariana, Brumadinho e agora de Gongo Soco, todas em Minas Gerais, é muito superior às demais. “O monitoramento é diuturno e ininterrupto. Tudo está sendo monitorado minuto a minuto e as informações estão sendo passadas às pessoas que têm responsabilidade, competência para tomar as ações e medidas, especialmente para não perdermos vidas humanas”, destacou.

Bento Albuquerque disse que em razão do grande número de barragens, cerca de 2 mil, entre elas as que não são só de rejeitos de mineração, o ministério faz pareceria com a ANA (Agência Nacional de Águas) para a fiscalização.

O ministro disse aos senadores que até 2021 todas as barragens serão descomissionadas (esvaziamento das barragens de rejeitos). “O descomissionamento também é uma atividade de risco, que tem que ter planejamento bastante apurado”.

Congresso

Bento Albuquerque destacou importância do papel do Congresso para que haja segurança jurídica não só para os empreendedores exercerem suas atividades na mineração, mas também para as autoridades exercerem seu poder de polícia ou de regulação do setor. Segundo ele, o Brasil é o terceiro país em produção mineral do mundo, atrás de Austrália e Canadá, e responde por três milhões de empregos diretos e indiretos, contribuindo com 4% do PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços do país).

Medidas

O ministro de Minas e Energia garantiu que até o fim de 2019, todas as barragens do país serão fiscalizadas. “Temos cerca de 500 barragens de rejeitos, 150 delas já foram vistoriadas esse ano, e todas serão vistoriadas este ano”.

Diligência

Nesta sexta-feira (24), senadores da Comissão do Meio Ambiente irão até a região da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), para uma diligência. De responsabilidade da mineradora Vale, a barragem da mina está, desde a semana passada, em alerta máximo, com risco de rompimento. Os senadores querem verificar os riscos e as iniciativas do Poder Público para minimizar a situação.

“Em razão da gravidade, não podemos esperar. Não podemos deixar que o ocorrido em Mariana e Brumadinho se repita. Precisamos dar uma resposta, afirmou o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (Rede-ES). Ele lembrou ainda que o talude da barragem está se movendo entre 6 e 8 centímetros por dia e que se a barragem se romper, os rejeitos poderão se espalhar por até 75 quilômetros, atingindo os municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo, que desde fevereiro foram totalmente evacuados.

EUA anunciam apoio oficial à entrada do Brasil na OCDE

Bolsonaro se reuniu com o presidente norte-americano em março

Bolsonaro se reuniu com o presidente norte-americano em março
Kevin Lamarque/Reuters

O governo norte-americano anunciou nesta quinta-feira (23) apoio oficial à entrada do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), informou o Ministério das Relações Exteriores.

A informação foi revelada pelo Itamaraty em sua conta no Twitter.

“Hoje na OCDE os EUA expressaram de modo claro e oficial seu apoio ao pleito do Brasil de ingressar na OCDE, uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro. O Brasil agradece o gesto de confiança e está pronto a trabalhar com todos os membros e Secretariado no processo de acessão”, diz o post do ministério.

O apoio foi prometido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, durante a visita de Bolsonaro a Washington, em março. Em troca, o Brasil se comprometeu a abrir mão do tratamento especial e diferenciado na OMC (Organização Mundial do Comércio), ao qual tem direito por ser um país em desenvolvimento, e que traz condições favoráveis em negociações.

No entanto, no encontro preparatório para reunião do Conselho da OCDE, no mês passado, os norte-americanos evitaram declarar o apoio. A alegação é que não tinham instrução formal para isso.

Em seguida, depois da repercussão, o Departamento de Estado americano reafirmou a intenção de apoiar o Brasil no órgão.

Nesta quinta-feira (23), a embaixada dos EUA no Brasil reafirmou que o país mantém o apoio ao Brasil.

Com o apoio americano, que antes bloqueava a expansão da OCDE, o Brasil deverá começar em breve o processo de adesão, que pode levar até cinco anos para ser completado.

Maia diz esperar que Câmara vote reforma administrativa nesta quinta

Votação deve começar em breve

Votação deve começar em breve
Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo – 22.5.2019

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (23) que a Casa deve dar continuidade à votação da medida provisória 870, que reestruturou o número de ministérios na gestão de Jair Bolsonaro.

A sessão para análise da MP estava marcada para as 9h, mas até por volta das 12h10, os deputados só realizaram discursos. Com a chegada de Maia à Casa, porém, a expectativa é de que a votação pode começar em breve.

“Estamos dialogando, esperamos que hoje (quinta-feira) a gente consiga terminar essa votação. O Senado também precisa votar o mais rapidamente esta matéria para encerrar esse assunto”, disse ao chegar à Câmara.

O Congresso só terá até a próxima semana para concluir a votação da medida porque ela perde a sua validade em 3 de junho. Ela ainda precisa passar pela análise do Senado. Maia afirmou ainda que se a Casa não concluir a votação nesta quinta, ele convocará sessão para a próxima segunda-feira (27).

Na quarta-feira (22), Maia encerrou a sessão quando o PSL e partidos do Centrão protagonizaram um embate por causa de um trecho do texto que trata de limitações da atuação dos auditores fiscais da Receita Federal. Uma alteração à proposta original do Executivo foi feita na comissão especial pelo relator e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Ele incluiu em seu parecer tal limitação, o que faz com que os auditores só possam comunicar o Ministério Público sobre situações que considerem suspeitas com autorização judicial. Hoje, os auditores podem entrar em contato com o MP diretamente nestes casos.

A mudança teve o aval do presidente Jair Bolsonaro. O PSL, no entanto, quer manter a atuação dos auditores, com a possibilidade de eles se comunicarem diretamente com o MP.

Maia afirmou que vai tentar construir agora um acordo com os líderes partidários para definir se o destaque que trata dos auditores será votado simbolicamente ou nominalmente. “Se não tiver acordo e alguém pedir verificação, terá que ser nominal”, disse. O receio de alguns deputados é que, ao ocorrer uma votação nominal, se registrar que não há quórum suficiente para a deliberação.

Previdência

Maia disse ainda que a tramitação da reforma da Previdência está seguindo seu ritmo normalmente e reafirmou que o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) será apresentado até o dia 15 de junho.

Câmara conclui votação de MP da reforma administrativa

MP reduziu de 29 para 22 o número de ministérios

MP reduziu de 29 para 22 o número de ministérios
Ana Volpe/Agência Senado

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira (23) a votação da Medida Provisória 870, que reformula a estrutura do governo federal e reduz o número de ministérios, após um acordo para retirar do texto um trecho que delimitaria a atuação de auditores da Receita Federal.

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A proposta segue para o Senado e deve ser analisada na próxima semana, segundo o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). A MP perderá validade se não for aprovada até o dia 3 de junho.

Nesta quinta, deputados decidiram retirar do texto da MP um trecho que delimita a atuação de auditores fiscais da Receita Federal. O dispositivo alterava lei de 2002 para definir que a atividade desses servidores ficaria limitada, em matéria criminal, à investigação de crimes no âmbito tributário ou relacionados ao controle aduaneiro.

Na quarta-feira, deputados já haviam votado o texto principal da medida. Também votaram para que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fique sob o Ministério da Economia, contra o desejo do governo, que queria o órgão na pasta da Justiça, comandada por Sergio Moro.

A sessão de quarta-feira teve de ser encerrada sem que a votação da MP fosse concluída após um acirramento do clima do plenário.

Lideranças, principalmente do chamado centrão, e o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), têm demonstrado irritação com a atuação de governistas. O principal alvo desse mal-estar é o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

Primeira medida editada pelo presidente Jair Bolsonaro, a MP 870 é encarada como prioritária e exigiu que o governo, com dificuldades no Congresso, desistisse da votação de uma outra medida para possibilitar sua votação.

A medida tem servido como um emblemático sintoma da insatisfação do Congresso com o Executivo. Quando ainda tramitava na comissão mista, teve o texto original alterado, o que forçou o governo a encarar algumas derrotas.

A principal derrota do governo foi a decisão dos deputados de colocar o Coaf na Economia.

O texto original da MP previa que o órgão ficasse submetido ao Ministério da Justiça, mas parlamentares da comissão mista, em um movimento encabeçado pelo centrão, modificaram a proposta para colocar o conselho na pasta da Economia.

Moro lamentou a medida. “Sobre a decisão da maioria da Câmara de retirar o Coaf do Ministério da Justiça, lamento o ocorrido. Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP e o plano de fortalecimento do Coaf”, afirmou Moro em nota.

Os deputados também reverteram decisão da comissão mista que analisou a MP de desmembrar o Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas —Cidades e Integração Nacional.

Caixa deve devolver R$ 3 bilhões ao governo na próxima semana

Caixa contribuirá com R$ 40 bilhões

Caixa contribuirá com R$ 40 bilhões
Pilar Olivares/Reuters

O governo deve receber na semana que vem R$ 3 bilhões da Caixa Econômica Federal, como devolução de empréstimos feitos durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, apurou o ‘Estadão/Broadcast’. O movimento da Caixa será seguido por outros bancos estatais. No total, as remessas ao Tesouro Nacional devem somar R$ 86 bilhões e envolver cinco instituições públicas: Caixa, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, BNB (Banco Nacional do Nordeste) e Basa (Banco da Amazônia).

A expectativa da equipe econômica é receber cerca de R$ 30 bilhões desses bancos somente neste ano. A devolução foi, inclusive, uma orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao alto comando dos bancos públicos. Esses recursos devem se somar a cifras que a equipe econômica espera receber do BNDES ainda em 2019. No total, Economia deseja ver a devolução de R$ 126 bilhões.

O dinheiro vem em boa hora, considerando a agenda de ajuste fiscal do governo de Jair Bolsonaro. Os recursos contribuirão para reduzir a dívida pública. A devolução refere-se ao dinheiro recebido pelos bancos durante o governo petista para reforçar seu capital por meio da emissão dos chamados IHCD (instrumentos híbridos de capital e dívida).

A Caixa é a que mais contribuirá: serão R$ 40 bilhões no total. Em seguida, vêm o BNDES, que tem cerca de R$ 36 bilhões desses instrumentos, e o Banco do Brasil, que tem R$ 8 bilhões em IHCD — usados como funding nos anos de 2012 e 2013 para o crédito agrícola. A intenção da instituição é, segundo fonte, fazer uma devolução parcelada desses recursos para não prejudicar seu índice de capital. BNB e Banco da Amazônia têm R$ 1 bilhão a remeter cada um.

Dentro as cinco instituições, a Caixa está mais adiantada, segundo uma fonte. Enviará de pronto R$ 3 bilhões e já se programou para novos envios.

A primeira parcela enviada resulta de geração de lucro e economias que a nova gestão tem feito em termos de corte de despesas. O Tesouro, de acordo com fonte da equipe econômica, deu o aval. Falta ainda a bênção do Banco Central, mas técnicos da autarquia já teriam aprovado o movimento.

Estratégia

A ideia do banco público, segundo fonte, é zerar o quanto antes o saldo de R$ 40 bilhões em IHCD. Para isso, a Caixa deve destinar parte dos recursos que levantar com a venda de ativos e abertura de capital das operações de seguros, cartões, loterias e gestão de recursos. Dois desses negócios podem sair no segundo semestre deste ano.

Em paralelo, a Caixa prepara emissão de letras financeiras que pode girar em torno de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões. Tradicional instrumento de captação dos bancos, a Caixa é a única das grandes instituições financeiras que ainda não se utilizou dessa fonte de recursos.

A emissão de letras financeiras servirá como uma moeda de troca em termos de capital, ou seja, ajudará a recompor o índice de Basileia, que mede o quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital. Com indicador de quase 20% ao final do ano passado, o banco tem um nível de capital que chega a ser ineficiente em termos de rentabilidade.

A leitura é que seria possível baixá-lo para 16%, patamar similar ao dos bancos privados. Isso, contudo, não deve ser feito do dia para noite, uma vez que considera efeitos da solvência do setor bancário por parte do Banco Central.

Uma questão que pode pesar na ideia da Caixa de ir a mercado, contudo, é a permanência de uma ressalva no balanço do banco feita pela consultoria PwC, por conta de investigações por suspeitas de corrupção no banco.

No passado, o banco público quis emitir no exterior e recuou exatamente por conta disso. Agora, contudo, como a emissão é no mercado local, o entendimento de especialistas é que seja possível fazer uma emissão a despeito da ressalva.

Bolsonaro: pauta de manifestação de domingo não tem anormalidade

Bolsonaro não estará na manifestação

Bolsonaro não estará na manifestação
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO – 20.05.2019

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite de quarta-feira (22) que as manifestações convocadas para domingo a favor do governo são um movimento espontâneo cuja pauta “não tem nada de anormal”, mas reiterou que não irá comparecer aos atos.

“É um movimento espontâneo, eu respeito a soberania popular. Eles têm uma pauta definida e essa pauta não tem nada de anormal, é um direito da população de se manifestar”, disse Bolsonaro a repórteres após participar de cerimônia na embaixada de Israel.

Na manhã desta quinta-feira (23), em café da manhã com jornalistas convidados, ao ser questionado sobre o fato de alguns grupos falarem em fechamento do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro afirmou, segundo relatos dos presentes, que essas pessoas estão “na manifestação errada” e que esses temas estariam mais para o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e não cabem no Brasil.

Os atos de domingo (26) foram chamados por apoiadores de Bolsonaro para se contrapor às manifestações do último dia 15 contra bloqueio nos recursos para a Educação, no que acabou se tornando um ato contra o governo. O presidente inicialmente chegou considerar comparecer, mas depois decidiu não participar.

Perguntado se havia orientado ministros a também não comparecerem, Bolsonaro afirmou: “Todo mundo é maior de idade e sabe o que faz. Eu não comparecerei”.

Os filhos do presidente, especialmente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, têm defendido as manifestações. Mas o ato, que surgiu de grupos de apoiadores nas redes sociais, tem causado divergência dentro do próprio partido de Bolsonaro, o PSL.

O presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), afirmou que não vê sentido nas manifestações, mesmo achando que qualquer ato popular é “válido”. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse não ser contra, mas defendeu que parlamentares não devem participar, enquanto o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), disse que estará na Avenida Paulista, no domingo (26), “como cidadão”.

A grande polêmica em torno da manifestação está no fato de as primeiras convocações terem centrado fogo no Congresso e no STF, inclusive falando em fechamento das duas instituições.

O tom belicoso afastou movimentos e dividiu a direita, a ponto de grupos tradicionais em outros atos, como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem para Rua, terem avisado que não irão participar.

Os defensores do ato têm tentado amainar o tom do protesto, que deve agora focar na defesa do governo e da reforma da Previdência, e centrar fogo no chamado centrão, grupo do Congresso apontado como o vilão que tem impedido o governo de avançar.

Sudene busca como custear plano para o Nordeste

Bolsonaro faz primeira viagem oficial ao Nordeste nesta sexta-feira (23)

Bolsonaro faz primeira viagem oficial ao Nordeste nesta sexta-feira (23)
Edu Andrade/ Fatopress/ Estadão Conteúdo – 21.05.2019

O governo ainda não tem ideia do custo nem de onde vai tirar recursos para colocar em prática o Prdne (Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste), cujo lançamento ocorre nesta sexta-feira (24) durante a viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Nordeste, a primeira depois de eleito à região onde ele recebeu menos votos e enfrenta os piores índices de avaliação.

“Não tenho como lhe dar uma ideia mais precisa (do custo). Temos muito caminho pela frente”, disse Mario de Paula Guimarães Gordilho, que chefia a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste).

“Vamos ter que fazer uma articulação buscando todos os esforços dos Estados, municípios e União. Não tem nada definido. O BNDES pode entrar com recursos também. É uma estruturação maior que vai acontecer”, completou.

O PRDNE prevê mais de 800 ações nos 11 Estados da região da Sudene (além dos nove do Nordeste, Minas e Espírito Santo), entre eles pontes, estradas, ampliações de portos, ferrovias, habitação, tecnologia e educação, no momento em que o governo faz um forte contingenciamento orçamentário.

Bolsonaro defende reforma para país voltar a receber investimentos

O projeto elaborado depois de meses de conversas com todos os governos da região será votado nesta sexta na reunião do Conselho Deliberativo da Sudene com a presença de Bolsonaro e dos governadores, a grande maioria de oposição.

Governadores vão participar do encontro. “Eu irei porque a ideia do plano regional é boa. O problema é que o governo está perdido. Particularmente, não acredito que eles implementem o plano, mas só o fato de quererem aprovar já é bom”, disse Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão.

Bolsonaro deve aproveitar a viagem para anunciar a liberação de R$ 2,1 bilhões para o FDNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e a criação de uma rede de fibra ótica nas 41 cidades-polo que serão priorizadas pelo PRDNE, além de entregar unidades do Minha Casa Minha Vida, mas deve ouvir cobranças e pedidos.

“Queremos retomar as obras paralisadas ou não iniciadas”, afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). “Então é hora de todo mundo descer do palanque e trabalhar muito.”

O texto do Prdne não foge da dificuldade de financiamento e traz um capítulo para tratar especificamente do tema. 

Governo vai deflagrar medidas de estímulo após a reforma, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes
Fátima Meira/Futura Press/Folhapress – 14.5.2019

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (23), que logo após a aprovação da reforma da Previdência o governo vai “deflagrar” um conjunto de medidas de estímulos da economia.

Ele citou como exemplo a simplificação de tributos federais, na reforma tributária, privatizações e a quebra do monopólio em segmentos do petróleo e gás que vão atrair investimentos privados para o setor. “Todo dia tem um plano no governo”, comentou em evento na capital paulista.

“O Rio de Janeiro vai virar o Texas”, brincou o ministro ao falar das perspectivas do setor de petróleo e gás, arrancando aplausos dos presentes no evento.

Segundo ele, se medidas de estímulo fossem anunciadas antes da aprovação da reforma, corria-se o risco de se criar um movimento de “voo da galinha”, ou seja, começava-se um ciclo de investimento que seria interrompido em seguida pela incerteza com o avanço da agenda.

Guedes disse acreditar que com a aprovação, a perspectiva dos agentes vai voltar a melhorar.

Reforma tributária

Sobre a reforma tributária, o ministro comentou que a Câmara vai prosseguir com a proposta dos parlamentares, enquanto o governo vai seguir com a sua. “Lá na frente, vamos ver qual tem maior aderência.”

Em sua apresentação, ele afirmou que o Brasil está em um buraco negro fiscal e que governadores e prefeitos entenderam o tamanho desse buraco. Por isso, segundo ele, o apoio de Estados e municípios aumentou. “Acreditamos que Previdência deve ser aprovada em 60 dias.”

Promessa sobre SP

O ministro da Economia prometeu ainda para plateia de mais de mil executivos na capital paulista que deve ter uma agenda na cidade toda quinta-feira após a aprovação da reforma da Previdência. Ele disse que tem estado ausente da cidade neste começo de governo de Jair Bolsonaro justamente porque o maior esforço no momento está em Brasília, em falar com a classe política sobre a necessidade de se aprovar a reforma.

Após a aprovação, o foco é mais falar com a classe empresarial, sobre a retomada dos investimentos no País. Por isso, a intenção de se ter uma agenda fixa em São Paulo, ressaltou o ministro, que falou por mais de 40 minutos e foi bastante aplaudido na cerimônia de posse do novo presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, na capital paulista.

Funcionários da Avianca Brasil retomam greve nesta sexta-feira

Sindicato divulgou lista de voos paralisados

Sindicato divulgou lista de voos paralisados
Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress – 17.05.2019

Os pilotos e comissários da Avianca Brasil vão retomar greve a partir desta sexta-feira (24). A decisão foi tomada em assembleia do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) realizada nesta quinta-feira (23). 

Greve acontecerá nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. 

O SNA ressalta que os tripulantes continuam sem receber salários e outras verbas trabalhistas e que a paralisação tem como base a segurança de voo de todos.

Os funcionários vão respeitar a liminar concedida pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) em favor da Avianca, que determina que os tripulantes devem manter 60% do contingente da empresa durante a greve.

Caso descumpram a liminar, o SNA pode ser multado em até R$ 100 mil por dia. 

Veja a lista de voos paralisados em Congonhas e a lista do Santos Dumont
A paralisação continuará por tempo indeterminado, seguindo esses moldes, até que haja uma resposta da Avianca para as reivindicações.

A primeira paralisação começou na sexta-feira (17) nos mesmos aeroportos.