Covid-19: movimento de aeronaves no Aeroporto de Brasília cai 90%

Voos internacionais regulares estão suspensos desde 25 de março

Voos internacionais regulares estão suspensos desde 25 de março
Valter Campanato/Agência Brasil

O movimento de aeronaves no Aeroporto Internacional de Brasília diminuiu em mais de 90%, devido às medidas de restrição de locomoção e viagens em função do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a Inframerica, operadora do aeroporto, a movimentação média, de 380 voos diários, caiu para 21 agora no início de abril.

Terceiro maior aeroporto do país em movimentação de passageiros, o terminal tem capacidade operacional de um voo a cada 56 segundos. Segundo a empresa, os voos remanescentes envolvem apenas trechos domésticos.

“Desde o dia 25 de março, os voos internacionais regulares no terminal brasiliense foram completamente suspensos. Não há previsão para a retomada dos demais voos”, informou a Inframerica.

Normalmente, saem do Aeroporto de Brasília voos para 43 destinos domésticos e nove internacionais. Ele agora opera apenas para 16 destinos nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte.

Com a queda na demanda, foi fechada uma das salas de embarque onde ficavam 14 portões. Na nota enviada à Agência Brasil, a empresa informa que está estudando o fechamento de outros portões e a suspensão das operações de uma das pistas de pouso de decolagens, com o objetivo de otimizar o uso da infraestrutura durante o período de pandemia, bem como de mitigar os efeitos econômicos decorrentes do covid-19.

“Com isso, muitas lojas do terminal brasiliense encontram-se fechadas temporariamente, mas ainda é possível encontrar serviços essenciais como farmácia e lanchonetes, principalmente nas salas de embarque”, informou a empresa.

Segundo a Inframerica, alguns cuidados têm sido adotados para evitar a contaminação pelo vírus. Entre elas o uso de máscaras e luvas por funcionários do atendimento, e a adoção do regime home office para parte dos colaboradores. Além disso foi disponibilizado álcool gel nas áreas de circulação de trabalhadores, e foi intensificada a higienização de balcões de check-in, corrimãos, escadas e esteiras rolantes e totens de autoatendimento.

Maia defende isolamento social no combate à crise econômica

Maia conversou sobre a epidemia de coronavírus nesta quarta-feira (1º)

Maia conversou sobre a epidemia de coronavírus nesta quarta-feira (1º)
RENATO COSTA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, denfedeu nesta quarta-feira (1º) que as medidas de isolamento social sejam baseadas em dados ténicos, que segundo ele também deveriam guiar as consequentes ações de combate ao impacto econômico da pandemia do novo coronavírus

“Eu vi muita gente defendendo o fim do isolamento porque traria consequências negativas para a economia. Mas, se a nossa curva de transmissão for menor, certamente a gente vai recuperar a economia muito mais rápido. Se os hospitais entrarem em colapso, certamente teremos um colapso econômico muito maior”, denfendeu. 

Maia afirmou que só será possível garantir emprego ampliando a presença do Estado e, ainda, da dívida pública. “O mais importante neste momento é garantir os pontos básicos, como saúde e emprego, e depois pensar em outros aspectos de combate à crise, que só está começando.” 

Para ele, a recuperação da economia vai depender da capacidade do Brasil no enfrentamento ao vírus. Com isso, o deputado lembrou que há falta de equipamentos para combater a doença e que o setor privado pode contribuir para mudar o cenário atual. 

Orçamento de guerra

Mais cedo, o presidente da Câmara voltou a defender, na teleconferência com o Bradesco BBI, a proposta de emenda constitucional (PEC) chamada de “orçamento de guerra”, que segundo ele partiu de uma conversa com Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

“Orçamento de guerra organiza governo, LRF e regra de ouro” e disse que pretende votar o orçamento de guerra entre esta quarta-feira (1º) e a quinta-feira (2) com a tramitação da matéria em plenário ainda nesta quarta.

 

Doações para combate ao Covid-19 já passa de R$ 650 milhões no Brasil

Produtos de higiene doados por comunidade chinesa de São Paulo

Produtos de higiene doados por comunidade chinesa de São Paulo
Piao Enhuna/Divulgação

Diversas Organizações Não Governamentais, instituições sem fins lucrativos, o setor empresarial e a sociedade estão engajados em arrecadar fundos para a luta contra o novo coronavírus no Brasil.

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As campanhas de doação iniciaram há menos de um mês, mas o montante em dinheiro é significativo. De acordo com informações da Associação Brasileira dos Captadores de Recursos, até agora, são mais de R$ 650 milhões em arrecadação.

“Me parece, sob todos os ângulos, que é a maior mobilização de recursos do País. É o maior movimento de solidariedade da história recente”, disse o diretor executivo da ABCR, João Paulo Vergueiro.

Ações como doação em dinheiro, equipamentos de saúde, máscaras, respiradores, produtos de higiene pessoal, álcool em gel e alimentos são alguns dos exemplos de engajamento. A situação revela a capacidade de mobilização de ONGs e sociedade civil em momentos de crise.

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Muitas famílias de baixa renda já estão recebendo cestas básicas e repasses de recursos, enquanto o governo ainda está se organizando. “É um ativo que o País tem valiosíssimo: tem recursos, agilidade de resposta e capilaridade para entregar o benefício social. E nós como nação precisamos valorizar e construir um ambiente cada vez mais favorável para que ele possa ser praticado”, afirmou Vergueiro.

A ABCR ressalta que só contabiliza as doações em dinheiro, mas enfatiza também que há repasse de outros itens. Algumas empresas, por exemplo, estão focando sua produção de roupas para a confecção de uniformes para médicos, colchões e máscaras entre outros produtos.

Vivemos ‘pior crise dos últimos 100 anos’, diz Petrobras a funcionários

Petrobras pretende "agir rápido" para conter crise

Petrobras pretende “agir rápido” para conter crise
Divulgação/Petrobras

A Petrobras divulgou internamente uma carta aos seus funcionários para dar alguns detalhes das novas medidas de resiliência, anunciadas nesta quarta-feira (1º) e também para informar que outras medidas poderão vir pela frente, dependendo do desenrolar do cenário de crise.

“É a pior crise nos últimos 100 anos. Ainda que as consequências sejam imprevisíveis, elas já estão ocorrendo — e são drásticas”, afirma a empresa, acrescentando que pela primeira vez na história houve, simultaneamente, uma queda brusca da demanda mundial associada à alta da produção, o que tem contribuído para derrubar o preço do petróleo.

Segundo a empresa, a crise não será passageira e poderá afetar o futuro. Em resposta, pretende “agir rápido”.

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Nesta quarta, foi a segunda vez que a Petrobras anunciou cortes de produção. O primeiro comunicado foi feito no dia 26, quando informou a redução da produção de petróleo de 100 mil barris por dia. Agora ampliou para 200 mil barris por dia e ainda vai reduzir o ritmo de suas refinarias.

A estimativa é que o consumo de combustíveis no Brasil caia à metade nos próximos meses. “Vamos continuar monitorando o cenário de forma a garantir que a Petrobras continue fornecendo a energia que contribui para movimentar a nossa sociedade. Se for preciso, tomaremos outras medidas para garantir a continuidade de nossos negócios”, afirma.

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Além dos cortes de produção, foi detalhada na carta aos funcionários a postergação das remunerações mensais do pessoal com função gratificada e as mudanças nos turnos de trabalho para quem não faz parte do contingente de manutenção da operação. Para os consultores masters, a retenção será de 30%; para os gerentes, assistentes e consultores sêniores, será de 25%; para os gerentes setoriais, coordenadores e consultores, de 20%; para os assessores, de 20%; e para os supervisores, de 10%.

Na semana passada, a Petrobras já havia anunciado a postergação da remuneração de 30% do presidente, diretoria, gerentes executivos e gerais e conselheiros de administração.

Nesta quarta, foram informadas também mudanças nos turnos de trabalho para aqueles que não estão na operação produtiva. De abril a junho, a carga diária cai de 8 horas para 6 horas, e o salário, 25%. “Temos confiança de que vamos superar esse momento de incerteza” conclui a empresa, destacando já ter superado outros períodos de dificuldade.

Autorizados sepultamentos e cremações sem atestado de óbito

Antecipação está liberada para casos em que há ausência de familiares ou conhecidos

Antecipação está liberada para casos em que há ausência de familiares ou conhecidos
Reprodução/Google Street View

Uma portaria conjunta do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou o sepultamento e a cremação de corpos antes mesmo da emissão das certidões de óbito por conta da pandemia do novo coronavírus. As novas determinações, publicadas na terça-feira (31) também determinam que os registros de óbito mencionem a possibilidade de acometimento pela doença em casos de morte por doença respiratória suspeita.

A antecipação dos sepultamentos está liberada para casos em que há “ausência de familiares ou pessoas conhecidas da vítima ou em razão de exigência de saúde pública”.

Riscos e cuidados

Corpos de pessoas que foram contaminadas pelo vírus podem representar riscos a profissionais que precisam manuseá-los para procedimentos fúnebres. Esse risco tem mudado rotinas e procedimentos de funerárias e de cemitérios.

Cuidados extras estão sendo exigidos de profissionais do ramo. Assim como para médicos e enfermeiros, equipamentos de segurança como máscaras e luvas, também são necessários para esses trabalhadores. Por isso, a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário formalizou pedido ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que seja constituída uma reserva técnica desses materiais para que as funerárias não fiquem desprotegidas.

“Nosso setor encontra dificuldades para encontrar suprimentos. Não posso colocar meu pessoal em risco”, afirmou Lourival Panhozzi, presidente da entidade.

O desabastecimento e a infecção de funcionários são as duas maiores preocupações do segmento. “Uma coisa precisa ficar clara: não nos beneficiamos dessa situação. Não queremos trabalhar mais. Estamos no grupo de risco, temos família. Pessoas erroneamente acham que vamos nos beneficiar disso. Estamos tão prejudicados e preocupados quanto qualquer segmento” destacou.

Enterros sem abraços

Trabalhando no ramo há 30 anos, Reis Divino de Oliveira, 50 anos decidiu tomar medidas drásticas para se proteger da contaminação. A função dele exige ir a necrotérios de hospitais do Distrito Federal recolher corpos que serão preparados para serem sepultados.

Por precaução, ele prefere se desfazer das roupas que usa nesses serviços. As vestimentas vão direto para o lixo e são substituídas por outras, limpas. “A roupa que a gente usa para ir ao hospital a gente descarta. Já joguei muita roupa fora. Se vejo que é uma roupa que não dá para jogar fora, levo para o tanque e coloco água, desinfetante, o máximo que eu posso colocar em cima”, contou.

Outra estratégia é evitar abrir os invólucros nos quais os corpos são transportados, com pedidos para que o reconhecimento e a burocracia para as liberações sejam feitas antecipadamente. “A gente tem que ter até mais cuidado do que os próprios médicos. A gente vai no hospital, tira os corpos, faz a preparação deles”, disse.

No Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, medidas de prevenção estão sendo adotadas. Para qualquer tipo de morte, velórios foram limitados a duas horas de duração, e com apenas dez pessoas dentro das capelas. Mortos por ação do novo coronavírus são sepultados sem velório.

Embora a carga simbólica de enterros demandem abraços de solidariedade, há no cemitério orientações para que as pessoas se mantenham afastadas.

Paralisação de caminhoneiros está descartada, diz associação

Não vamos ser irresponsáveis de usar uma pandemia como moeda de troca, afirmou líder

Não vamos ser irresponsáveis de usar uma pandemia como moeda de troca, afirmou líder
Contábeis

A possibilidade de paralisação mobilizada pelos caminhoneiros autônomos está descartada neste momento, diz o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim. “Não temos como apoiar nenhum movimento de paralisação neste momento.

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“Não vamos ser irresponsáveis de usar uma pandemia como moeda de troca para nos beneficiarmos das nossas demandas”, afirmou ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) sobre rumores de uma eventual nova greve.

Landim, conhecido como Chorão, foi um dos principais representantes da categoria na greve de maio de 2018.

Chorão pondera, contudo, que pode ocorrer uma paralisação de caminhoneiros em virtude da queda na procura por frete. “Se a indústria e o comércio não voltarem a funcionar, pode haver uma paralisação momentânea porque o transportador não irá sair, por exemplo, de Brasília a São Paulo, somente com carga de ida. Isso pode resultar em um desabastecimento até mesmo de alimentos e bebidas”, explicou.

A Abrava calcula que a demanda por frete rodoviário diminuiu cerca de 40% desde que os Estados impuseram medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus. A maior parte das cargas transportadas no momento, segundo a associação, é de grãos.

“Exceto as dificuldades de falta de condições adequadas nas estradas, sem pontos de descanso e para alimentação, o escoamento da colheita está acontecendo sem maiores problemas logísticos”, afirmou Chorão.

Ele destacou que a entidade está em contato com o Ministério da Infraestrutura para resolver os gargalos decorrentes das medidas de quarentena voluntária.

Defesa do isolamento

A entidade também defende a flexibilização do isolamento social. “São necessárias algumas medidas para o mercado voltar a reagir, com reabertura gradual do comércio e da indústria, mas seguindo as orientações do Ministério da Saúde”, argumenta Chorão.

Universal leva ajuda a três comunidades carentes atingidas por incêndios em São Paulo


Divulgação

Nos últimos dias, três comunidades na capital paulista foram atingidas por incêndios. As tragédias nos bairros do Limão (19/3), Campo Limpo (27/3) e Jaguaré (28/3) afetaram a vida de famílias que já enfrentavam dificuldades financeiras decorrentes da quarentena contra a propagação da Covid-19. Para ajudar os moradores dessas comunidades, o Unisocial-EVG – programa social mantido pela Igreja Universal do Reino de Deus – doou 50 cestas básicas, 350 garrafas de água e 90 kits de higiene.

Uma pesquisa do Instituto Data Favela apontou que um a cada três moradores de favela no Brasil terá dificuldade para comprar produtos básicos, como alimentos, em decorrência da quarentena contra a pandemia do coronavírus.

As famílias afetadas pelas tragédias terão agora, além do desafio de sobreviver financeiramente em meio ao isolamento, o obstáculo de reerguer suas casas após os incêndios.

Uma das casas atingidas pelo incêndio foi a do casal Lívia Helena, 50, e Saulo Conceição, 45. Eles foram assistidos pelo programa social na Comunidade dos Tubos, no bairro do Limão.


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Para Lívia, apenas o fato de terem sido lembrados nesse momento, já reacende suas esperanças. “Receber ajuda como essas que vocês trouxeram é fundamental, porque não estávamos esperando um incêndio, não estávamos preparados para perder tudo de repente”.

“Quando chegamos nas comunidades atingidas, encontramos um cenário de destruição e percebemos que as chamas acabam consumindo, em muitos casos, não apenas os bens materiais, mas também a própria esperança. Por isso, além da assistência social, levamos conforto e palavras de ânimo”, relata o responsável pelo Unisocial-EVG, Renê Moraes.

Decreto zera até outubro IPI sobre luvas, termômetros e outros artigos

Medida faz parte de ações preventivas e de combate ao novo coronavírus

Medida faz parte de ações preventivas e de combate ao novo coronavírus
Freepik

O governo federal publicou nesta quarta-feira (1º) em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) decreto presidencial que reduz a zero as alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidentes em artigos de laboratório ou de farmácia, termômetros clínicos, e luvas, mitenes e semelhantes, exceto para cirurgia.

A medida faz parte das ações implementadas na prevenção e combate ao novo coronavírus no País. Antes, o governo já havia zerado o IPI de outros 15 tipos de produtos usados contra a doença, dentre eles álcool etílico 70%, vestuário e acessórios de proteção e óculos de segurança para profissionais de saúde.

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De acordo com o decreto agora publicado, a partir de 1º de outubro de 2020, ficam restabelecidas as alíquotas do IPI anteriormente incidentes sobre os três produtos, que hoje são de 10% para artigos de laboratório ou de farmácia, 15% para luvas, mitenes e semelhantes e 15% para termômetros clínicos.

Obrigatoriedade de dias mínimos do ano letivo é suspensa por Bolsonaro

Obrigatoriedade de dias mínimos do ano letivo é suspensa por Bolsonaro

Obrigatoriedade de dias mínimos do ano letivo é suspensa por Bolsonaro
Isac Nóbrega/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou nesta quarta-feira (1º) uma medida provisória que suspende a obrigatoriedade do número mínimo de dias letivos para o ano de 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus.

A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) de 1996 estabelece a obrigatoriedade de observância de 200 dias por ano letivo para a educação básica (infantil, fundamental e médio) e também para a educação superior. “Contudo, é de conhecimento geral que, em decorrência da pandemia enfrentada, as autoridades educacionais do país entenderam por oportuno suspender as aulas, a fim de evitar a disseminação do Covid-19”, diz o documento.

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O Ministério da Educação, comandando por Abraham Weintraub, propôs a autorização da flexibilização do número mínimos de dias do ano letivo. “Essas horas-aula mínimas serão mantidas, de forma a preservar o ensino de qualidade e o efeito aproveitamento dos conteúdos curriculares”, acrescentou.

A medida provisória autoriza também as instituições de ensino superior a antecipar, também em caráter excepcional, a colação de grau dos alunos dos cursos de medicina, farmácia, enfermagem e fisioterapia, desde que cumpram, para o caso de medicina, 75% da carga horária do interno, e para os demais cursos, 75% da carga horária do estágio curricular obrigatório. A medida vale enquanto durar a situação de emergência de saúde pública.

Petrobras reduz produção e posterga parte de salários

Petrobras reduz produção e posterga parte de salários

Petrobras reduz produção e posterga parte de salários
Geraldo Falcão/Agência Petrobrás/Divulgação

A Petrobras anunciou um novo corte de produção, além do já anunciado em 26 de março, de 100 mil barris diários. A companhia anuncia que a partir desta quarta-feira (1º), o corte será de 200 mil barris diários, incluindo o anterior. Em nota, a Petrobras justifica a redução diante da “contração da demanda por petróleo e combustíveis”. A duração não está definida e para a definição dos campos que terão sua produção diminuída a empresa diz que levará em consideração condições mercadológicas e operacionais.

Outras medidas são postergação de desembolso de caixa e redução de custos. Já havia sido anunciado corte de US$ 2 bilhões de gastos operacionais em 2020, sendo uma das ações poupar cerca de R$ 700 milhões em despesas com pessoal, com a postergação do pagamento, entre 10% a 30%, de empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados; e redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de 21 mil empregados.

Para a Transpetro também há um plano de resiliência, visando reduzir a estrutura de custos, “tanto de gastos operacionais quanto de investimentos, postergando ou otimizando desembolsos”, no valor de R$ 507 milhões em 2020, conforme o fato relevante.

Por fim, a companhia diz que “segue monitorando o mercado e, em caso de necessidade, realizará novos ajustes, sempre garantindo as condições de segurança para as pessoas, operações e processos”.