Alavancado pelos serviços, emprego de 2019 se concentra no Sudeste

Brasil criou 644.079 vagas formais em 2019

Brasil criou 644.079 vagas formais em 2019
Jorge Araújo/Folhapress – 8.1.2009

Quase metade (49,4%) das 644.079 vagas com carteira assinada abertas em 2019 foi disponibilizada por empresas localizadas na região Sudeste, com destaque para os Estados de São Paulo (+184.133 postos) e Minas Gerais (+97.720), segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

Além do Sudeste, as outras quatro regiões macroeconômicas brasileiras também contrataram mais do que demitiram ao longo do ano passado, com a abertura dos demais 325 mil postos formais abertos. 

Leia mais: Profissões mais promissoras em 2020 são ligadas à tecnologia

No Sul, as 143.273 contratações foram impulsionadas pelos resultados positivos dos Estados de Santa Catarina (71.406 vagas) e Paraná (+51.441), ambos presentes no topo do ranking de 2019.

Nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, as admissões superaram as demissões com, respectivamente, 76.561 e 73.450 novos postos com carteira assinada em 2019. O Norte aparece na lanterna da lista, com apenas 32.576 novas vagas formais abertas.

O pesquisador Daniel Duque, do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia), afirma que a liderança do Sudeste na criação de vagas é fruto da concentração populacional e do formato de contratações na região. “O Sudeste é a região mais populosa e também uma das regiões, junto com o Sul, com o maior número de trabalhadores formais”, explica ele.

Cidades

Entre as cidades, os destaque positivos ficaram por contas das capitais São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Manaus (AM) que, juntas, responderam pela contratação de 149.558 profissionais com carteira assinada.

Barueri (SP) e Joinville (SC) são as primeiras não capitais a figurarem na relação do Caged com a abertura de, respectivamente, 7.546 e 6.656 postos formais no ano passado.

Salário de 25% das categorias subiu menos que a inflação em 2019

Na outra ponta da lista, a cidade do Rio de Janeiro amarga o pior saldo de vagas de 2019. Na capital fluminense, foram cortados 6.640 postos entre janeiro e dezembro.

De acordo com Daniel Duque, existe uma “fuga de trabalhadores” na cidade. “Os profissionais mais qualificados estão migrando para São Paulo e até mesmo outros países”, lamenta ele.

Rio foi a cidade que mais demitiu profissionais com carteira assinada em 2019

Rio foi a cidade que mais demitiu profissionais com carteira assinada em 2019
Pixabay

Vale destacar ainda que todas as sete capitais que lideram o indicador tiveram as contratações impulsionadas pelo setor de serviços. A capital paulista, que liderou as contratações em 2019, teve 62.108 (76%) das admissões oriundas do setor.

Na 15ª posição do ranking geral, Salvador (BA) é a primeira capital que teve o saldo positivo de admissões graças á contrução civil, que somou 4.606 contratações formais ao longo do ano passado.

Serviços gerou 60% das vagas com carteira assinada

Serviços gerou 60% das vagas com carteira assinada
Pixabay

Setores

O melhor desempenho do mercado de trabalho dos últimos seis anos também não teria ocorrido sem a abertura de 382.525 (59,3%) postos formais de trabalho no setor de serviços. Para Duque, o segmento vai sempre guiar o ganho ou a perda de empregos por representar cerca de 70% da economia nacional.

Na sequência, aparecem o comércio (+145.475 vagas) e construção civil (+71.115), setores que mais se aceleraram em relação a 2018. “O saldo positivo pode ser explicado pela própria questão da economia, que vem sendo puxada pelo consumo das famílias e pelos investimentos”, avalia o professor da FGV.

A indústria de transformação também contratou mais do que 2018, com 18.341 novas vagas, mas segue com um saldo de empregos abaixo do esperado pelo mercado. Na avaliação de Duque, o fraco desempenho do ramo foi impactado por influências globais.

“A indústria tem uma questão seria de competitividade com o resto do mundo, tanto de importação como de exportação. Boa parte das nossas exportações vai para a Argentina e eles atravessam um momento de crise”, observa o professor do Ibre.

Carnaval: os 10 destinos mais baratos para viajar

Avenida Paulista, um dos pontos turísticos de SP, que atrai também pelos blocos

Avenida Paulista, um dos pontos turísticos de SP, que atrai também pelos blocos
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Um dos nove feriados prolongados deste ano, o Carnaval é a primeira oportunidade para quem quer aproveitar para viajar. Uma pesquisa mostra que dez capitais brasileiras estão entre os destinos mais baratos para a data que, neste ano, será no dia 25 de fevereiro.

Leia também: Moradores reclamam e prefeitura cancela Carnaval em rua de SP

O levantamento do Kayak, a maior ferramenta de planejamento de viagens do mundo, aponta também os destinos mais buscados e que mais cresceram em buscas este ano, em comparação com o mesmo feriado de 2019.

São Paulo se destaca como a opção mais em conta, concentrando a maior oferta de passagens e hotéis. “O Carnaval de rua da cidade tem crescido nos últimos cinco anos, tornando a cidade ponto turístico nesta época, assim como o de Belo Horizonte, terceira colocada no ranking, que é um destino de passagem também para outras cidades”, comenta Eduardo Fleury, líder de operações do Kayak no Brasil.

No caso de Brasília, a segunda colocada no ranking, ele explica que, como muita gente deixa a capital federal no feriado, os voos acabam ficando bem mais baratos. 

Rio é a única cidade com praia e Carnaval tradicional que está no ranking

Rio é a única cidade com praia e Carnaval tradicional que está no ranking
ANDRE MELO ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Para Rio de Janeiro e Salvador, ocorre o contrário, as passagens vão ficando cada vez mais caras próximas ao feriado. O Rio de Janeiro é a única cidade de Carnaval mais tradicional a aparecer no ranking – ainda assim, em última posição, já que a alta demanda pelo destino faz com que preços de passagens aéreas e hospedagem subam.

 


Divulgação/Kayak

Planejamento

Quem gosta de viajar é quer economizar deve se planejar. Fleuzy explica que a compra da passagem com um mês e meio a três meses de antecendência permite economia em média de 15% em voos domésticos. Para destino internacional, a comprar com 4 meses antes ajuda a gastar de 10% a 15% menos. “Quem pretende viajar no Carnaval e ainda não comprou passagens aéreas deve fazê-lo o quanto antes. Até a data os preços só tendem a subir”, completa Fleury.

Segundo ele, Carnaval e réveillon são datas que fogem da regra. A recomendação é fugir do horário de pico. Por exemplo, para Salvador, evitar o voo de sexta à noite e preferir o de sábado na hora do almoço, que permite uma diferença de 10% a 15% no valor da passagem, além de economizar uma noite de hotel.

O levantamento do KAYAK também identifica os destinos mais buscados para o Carnaval 2020 e os que mais cresceram em buscas em relação ao ano passado:


Divulgação/Kayak

Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife, que concentram os maiores desfiles e Carnavais de rua do país, lideram o ranking de destinos mais buscados para a data.

“A presença de Buenos Aires e Miami no ranking sugere que alguns brasileiros queiram fugir da folia ou aproveitar o feriado prolongado para uma viagem internacional, já que o preço de viagens domésticas tende a crescer muito na data”, pontua Fleury.

Navegantes aparece em primeiro lugar entre os destinos que mais cresceram em buscas, sugerindo um grande fluxo de viajantes para Blumenau e Balneário Camboriú – cidades para as quais o aeroporto de Navegantes é uma entrada.

Metodologia

A pesquisa foi feita no dia 13 de janeiro na base de dados do Kayak, buscando por voos de ida e volta na classe econômica, saindo de todos os aeroportos do Brasil com destino a todos os aeroportos do mundo. Para os destinos mais buscados foram consideradas buscas feitas entre 01/12/2019 e 10/01/2020 para viagens de 21/02/2020 a 01/03/2020.

Para o Carnaval de 2019 foram consideradas buscas feitas entre 01/12/2018 e 10/01/2019, para viagens de 1º a 10 de março de 2019. Os preços médios de hotéis são uma média das 10 opções mais baratas de hotéis 3 estrelas com café-da-manhã, estacionamento e wi-fi inclusos.

Julgamento da Bayer sobre Roundup é adiado para que negociação de acordo prossiga

Por Tina Bellon

(Reuters) – A Bayer disse nesta sexta-feira que chegou a um acerto com advogados de reclamantes para adiar um julgamento no Estado norte-americano de Missouri, que avaliaria alegações de que o herbicida Roundup causa câncer, buscando abrir caminho para a negociação de um acordo para o litígio.

“Embora a Bayer esteja construtivamente engajada no processo de mediação, no momento não há um acordo abrangente. Também não há certezas ou cronogramas para uma resolução abrangente”, disse a companhia em comunicado, referindo-se às negociações de um acordo.

O quarto julgamento nos Estados Unidos relacionado às alegações sobre o Roundup estava programado para ter início na manhã desta sexta-feira em St. Louis, mas nunca chegou a começar, já que advogados da empresa e dos pacientes de câncer se reuniram para discutir o adiamento.

Este seria o primeiro julgamento coletivo na disputa judicial sobre se o glifosato, substância ativa do Roundup, é cancerígeno, e também o primeiro a ocorrer fora da Califórnia. St. Louis é a cidade-sede da Monsanto, produtora do Roundup, que foi comprada pela Bayer em 2018, em um negócio de 63 bilhões de dólares.

Três júris consecutivos consideraram a empresa responsável por casos de câncer e determinaram indenizações de milhões de dólares a cada reclamante. A Bayer está recorrendo dos veredictos.

O mediador indicado pelo tribunal, Ken Feinberg, que lidera as discussões de acordos, estimou o número total de requerentes nos processos sobre o Roundup em mais de 75 mil, enquanto a Bayer disse que as intimações judiciais recebidas não atingem 50 mil.

A empresa alemã afirmou nesta sexta-feira que continuará no processo de mediação, sob a boa-fé de Feinberg.

Petróleo Brent tem maior recuo semanal em 1 ano com temores sobre coronavírus

Por Laila Kearney

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo recuaram mais de 2% nesta sexta-feira, com o Brent registrando seu maior declínio semanal em mais de um ano, diante de temores de que o coronavírus se espalhe ainda mais pela China, segunda maior consumidora de petróleo do mundo, e afete as demandas por viagens e pela commodity.

O vírus, que já matou 26 pessoas e infectou mais de 800, desencadeou a suspensão dos serviços de transporte público em dez cidades chinesas. Além disso, casos também foram detectados em diversos outros países da Ásia, na França e nos Estados Unidos.

O petróleo Brent fechou em queda de 1,35 dólar, ou 2,18%, a 60,69 dólares por barril. O valor de referência global recuou 6,4% nesta semana, maior perda semanal desde 21 de dezembro de 2018.

Já o petróleo dos EUA cedeu 1,40 dólar, ou 2,52%, e terminou o dia cotado a 54,19 dólares o barril. O “benchmark” norte-americano perdeu 7,4% na semana, maior retração desde 19 de julho do ano passado.

“Tudo diz respeito ao coronavírus a todo momento, e nós não estamos recebendo sinais de que as coisas estejam melhorando”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago.

Autoridades sanitárias temem que as taxas de infecção possam acelerar ainda mais neste fim de semana, durante o Ano Novo Lunar, período em que milhões de chineses viajam.

(Reportagem adicional de Alex Lawler, Roslan Khasawneh e Koustav Samanta)

S&P 500 tem pior dia desde outubro diante de preocupações com vírus

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – Os índices de Wall Street recuaram em meio a uma ampla liquidação nesta sexta-feira, à medida que investidores fugiram dos mercados acionários diante de crescentes preocupações sobre o surto de coronavírus, levando o S&P 500 ao maior declínio semanal em seis meses.

Todos os três principais índices tiveram uma forte queda, com o S&P 500 registrando seu maior recuo percentual diário em mais de três meses, após Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmarem o segundo caso do vírus em solo norte-americano –desta vez, em Chicago.

O S&P e o Dow concluíram a pior semana desde agosto, enquanto o Nasdaq pôs fim a uma sequência de seis semanas de ganhos.

Os participantes do mercado se mantiveram atentos aos desdobramentos relacionados ao coronavírus, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “uma emergência na China”. A doença já matou 26 pessoas e infectou mais de 800 às vésperas do feriado de Ano Novo Lunar.

“Os mercados odeiam incertezas, e o vírus foi o suficiente para injetar incertezas nos mercados”, disse David Carter, diretor de investimentos da Lenox Wealth Advisors.

Alguns analistas, porém, acreditam que investidores estavam apenas procurando um motivo para tirar dinheiro da mesa.

“O vírus, na verdade, funciona mais como uma desculpa para realização de lucros”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research.

O Dow Jones fechou em queda de 0,58%, a 28.989,73 pontos, enquanto o S&P 500 cedeu 0,90%, para 3.295,45 pontos, e o Nasdaq Composto recuou 0,93%, para 9.314,91 pontos.

ANP: etanol sobe em 22 Estados e no DF; preço médio avança 0,19% no País

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 22 Estados e no Distrito Federal na semana de 19 a 25 de janeiro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. O biocombustível caiu nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Pará. Não houve comparação no Amapá, por falta de cotação.

Na média dos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,19% na semana ante a anterior, de R$ 3,241 para R$ 3,247. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, houve queda de 0,39% no período e a cotação média do hidratado variou de R$ 3,073 para R$ 3,061 o litro. A maior alta semanal, de 2,97%, foi no Amazonas e a maior queda, de 0,63%, Em Santa Catarina.

Na comparação mensal, os preços do etanol subiram em 25 Estados e no Distrito Federal e recuaram apenas em Rondônia. Na média brasileira, o preço do biocombustível pesquisado pela ANP acumulou alta mensal de 3,05%.

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,69 o litro, em Mato Grosso, e o menor preço médio estadual, de R$ 3,061, foi registrado em São Paulo. O preço máximo individual, de R$ 5,049 o litro, foi registrado em um posto do Rio de Janeiro. O Rio Grande do Sul registrou o maior preço médio, de R$ 4,333 o litro.

Etanol x gasolina

Na semana terminada em 25 de janeiro, os preços médios do etanol eram mais vantajosos ante os da gasolina em apenas três Estados brasileiros: Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. Foi a terceira semana consecutiva em que isso aconteceu. O levantamento da ANP, compilado pelo AE-Taxas, considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Em Mato Grosso, o hidratado é vendido, em média, por 65,92% do preço da gasolina, em Minas Gerais a 68,74%, e em São Paulo a paridade ficou em 69,58%.

Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 70,68% entre os preços médios de etanol e gasolina. A gasolina foi mais vantajosa no Rio Grande do Sul, com a paridade de 91,07% para o preço do etanol.

Aras pede ao STF suspensão de dois artigos da MP Verde Amarelo

O procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras
Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo – 26.09.2019


Após críticas do Ministério Público do Trabalho (MPT) a artigos da Medida Provisória 905 – que cria o contrato de trabalho “Verde Amarelo” – o procurador-geral da República, Augusto Aras, propôs nesta sexta-feira (24) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra dois artigos da proposta do governo Jair Bolsonaro que tramita na Câmara dos Deputados.

Trata-se da primeira ação de Aras no STF contra o governo Bolsonaro. O procurador-geral do Trabalho, Alberto Balazeiro, é um dos críticos à mudança da destinação de indenizações trabalhistas de projetos locais para o caixa do Tesouro Nacional, prevista na medida provisória.

Hoje, a Lei de Ação Civil Pública prevê que danos causados por empresas devem ser reparados no local onde a companhia multada atua. Já a MP 905 altera esse ponto no artigo 21, redirecionando para a União os recursos firmados por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre empresas e o MPT.

Esse é um dos artigos que são alvo da ação proposta por Aras. Para o PGR, o texto da MP do Trabalho Verde Amarelo limita a atribuição do Ministério Público do Trabalho para firmar esses acordos em matéria trabalhista.

“Usa como fonte de financiamento tais receitas, decorrentes da atuação do Ministério Público do Trabalho, e reduz o espaço de negociação, limitando formas menos onerosas de composição em ação civil pública e em procedimentos extrajudiciais”, argumenta Aras, de acordo com nota divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Balazeiro também reclamou do artigo 28 da medida, que limita o tempo de validade dos TACs a dois anos. Para o chefe do MPT, essa mudança isso prejudica a atuação do órgão e também os empregadores, que passariam a estar sujeitos a fiscalizações recorrentes.

Esse artigo também é questionado por Aras na ADI levada ao Supremo. Para o PGR, o impacto sobre o trabalho do órgão ministerial é imediato e afeta a efetividade dos TACs.

“A limitação ao conteúdo de TAC firmado pelo MPT afeta negociações em curso por todo o país e pode levar, ante a inviabilidade da autocomposição, ao ajuizamento de ações coletivas e consequente sobrecarga do Poder Judiciário”, completou Aras.

O PGR pede que o Supremo conceda medida cautelar para suspender imediatamente a eficácia dos artigos 21 e 28 da MP 905/2019, e, no mérito, requer a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos.

A MP do Trabalho Verde Amarelo bateu recorde de emendas na Câmara dos Deputados, com cerca de 2 mil sugestões de alterações. De acordo com o MPT, cerca de 200 delas já pedem a exclusão dos dois artigos do texto.

TCU dá cinco dias para governo entregar dados sobre fila do INSS

Movimentação em agência da previdência social na região central de São Paulo

Movimentação em agência da previdência social na região central de São Paulo
BRUNO ROCHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO


O Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou do governo um raio x dos pedidos atrasados de benefícios do INSS e o custo operacional para acabar com a fila.
Em requerimento despachado nesta sexta-feira (24), o tribunal deu prazo de cinco dias para que os ministérios da Economia, Casa Civil e Defesa, além do INSS, entreguem informações detalhadas sobre a contratação de militares da reserva para reforçar o atendimento da população.

O atraso já atinge quase 2 milhões de pedidos. O TCU quer saber em quanto tempo o INSS vai reduzir esse estoque.

O pedido faz parte de recurso apresentado pelo Ministério Público junto ao TCU, que quer a suspensão imediata da contratação de militares da reserva para compor o quadro do INSS.

A área técnica do TCU vai fazer uma radiografia do estoque da fila. Para isso, o tribunal fará uma diligência no INSS. O órgão terá que entregar indicadores de tempestividade e produtividade no atendimento e na análise de requerimentos dos benefícios dos últimos cinco anos.

O INSS será obrigado a mostrar o fluxo de requerimentos, tempo médio de análise, concessão e outros indicadores para fazer uma avaliação do atual estoque dos pedidos atrasados.

Além desses dados, o órgão terá que enviar um detalhamento dessas solicitações, com dados sobre tempo de atraso, faixa de renda de quem fez o pedido, Estado de origem e complexidade de análise do benefício. A ideia é mapear a gravidade dos atrasos. O custo operacional também terá que ser enviado.

Uma lista com 30 pedidos diferentes de informações foi apresentada aos três ministérios e ao INSS. Essas informações servirão de base para o TCU decidir sobre o pedido de cautelar. O relator é o ministro Bruno Dantas, que já avisou ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que o governo precisa incluir civis na contratação.

O TCU negocia uma solução com o governo para estender a contratação temporária também para servidores civis aposentados. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira.

S&P 500 tem pior dia desde outubro diante de preocupações com vírus

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – Os índices de Wall Street recuaram em meio a uma ampla liquidação nesta sexta-feira, à medida que investidores fugiram dos mercados acionários diante de crescentes preocupações sobre o surto de coronavírus, levando o S&P 500 ao maior declínio semanal em seis meses.

Todos os três principais índices tiveram uma forte queda, com o S&P 500 registrando seu maior recuo percentual diário em mais de três meses, após Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmarem o segundo caso do vírus em solo norte-americano –desta vez, em Chicago.

O S&P e o Dow concluíram a pior semana desde agosto, enquanto o Nasdaq pôs fim a uma sequência de seis semanas de ganhos.

Os participantes do mercado se mantiveram atentos aos desdobramentos relacionados ao coronavírus, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “uma emergência na China”. A doença já matou 26 pessoas e infectou mais de 800 às vésperas do feriado de Ano Novo Lunar.

“Os mercados odeiam incertezas, e o vírus foi o suficiente para injetar incertezas nos mercados”, disse David Carter, diretor de investimentos da Lenox Wealth Advisors.

Alguns analistas, porém, acreditam que investidores estavam apenas procurando um motivo para tirar dinheiro da mesa.

“O vírus, na verdade, funciona mais como uma desculpa para realização de lucros”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research.

O Dow Jones fechou em queda de 0,58%, a 28.989,73 pontos, enquanto o S&P 500 cedeu 0,90%, para 3.295,45 pontos, e o Nasdaq Composto recuou 0,93%, para 9.314,91 pontos.

Dólar mantém tendência de alta e Ibovespa fecha em baixa com realização de lucros

Ibovespa em queda

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (24) com desvalorização de  0.96%, aos 118.376,36 pontos, em movimento de realização de lucros. Ontem o índice havia encerrado o dia com alta de 0,96%, aos 119.090,16 pontos, nova máxima histórica de fechamento. Já o dólar comercial registrou alta de 0,45%, cotado […]

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