BolaWrap, o aparelho que policiais de Los Angeles usarão para ‘laçar’ suspeitos

O BolaWrap foi projetado para envolver um indivíduo em uma corda, restringindo seus movimentos

O BolaWrap foi projetado para envolver um indivíduo em uma corda, restringindo seus movimentos
Wrap Technologies

O BolaWrap foi projetado para envolver um indivíduo em uma corda, restringindo seus movimentos

 

Duzentos policiais de Los Angeles, nos Estados Unidos, serão treinados para usar um novo aparelho projetado para deter uma pessoa envolvendo-a em um cordão.

O BolaWrap, recentemente adotado por outras forças de segurança do país, dispara uma corda que pode se enrolar no tronco ou nas pernas de um alvo localizado a uma distância de até sete metros.

O objetivo é restringir o movimento desta pessoa, permitindo que os policiais consigam detê-la. Mas ativistas de direitos civis manifestaram preocupações sobre seus possíveis usos.

A princípio, três aparelhos serão usados por policiais de Los Angeles como parte de um teste de 90 dias, a partir de janeiro. A previsão é depois expandir a iniciativa, com o treinamento de 200 membros da corporação.

“Se você usa esse tipo de recurso, ganha tempo para que os policiais coloquem em prática medidas secundárias”, disse o chefe da polícia Carlos Islas ao jornal Los Angeles Times. “É uma ferramenta de que necessitávamos faz tempo.”

 

O aparelho lança uma corda de 2,43 metros de comprimento contra o alvo

O aparelho lança uma corda de 2,43 metros de comprimento contra o alvo
Wrap Technologies

Islas explicou que o aparelho só será usado em circunstâncias específicas, incluindo casos em que uma pessoa sofre de problemas de saúde mental.

Esta será uma das muitas ferramentas empregadas por policiais e pode não funcionar para todas as situações, afirmou o chefe de polícia.

Como funciona?

A Wrap Technologies, empresa que fabrica o BolaWrap, o descreve como “um aparelho de detenção remota portátil que lança uma corda de 2,43 metros de comprimento”.

No final da corda, disparada a uma velocidade de 156 metros por segundo, há duas pontas que se prendem a uma pessoa quando entram em contato com o corpo.

 

O BolaWrap pode envolver o tronco ou as pernas de uma pessoa a até sete metros de distância, diz a fabricante

O BolaWrap pode envolver o tronco ou as pernas de uma pessoa a até sete metros de distância, diz a fabricante
Wrap Technologies

“Os suspeitos são detidos com o mínimo ou nenhuma dor, além de isso permitir que os policiais os cerquem e investiguem a situação”, diz a empresa em seu site.

Quem já usa?

Várias forças policiais americanas, como em Fresno, na Califórnia, e em Hendersonville, na Carolina do Norte, estão treinando seus policiais para usar o BolaWrap nas ruas.

Em outubro, um policial de Fresno recorreu ao aparelho para prender um homem que esfaqueou duas pessoas.

 

O BolaWrap está sendo usado pelas forças policiais dos EUA como uma ferramenta não letal

O BolaWrap está sendo usado pelas forças policiais dos EUA como uma ferramenta não letal
Wrap Technologies

No mês passado, a polícia de Santa Cruz, na Califórnia, anunciou ter comprado 20 aparelhos para ter à sua disposição uma “opção de força menos letal”.

A imprensa americana comparou o BolaWrap às armas usadas pelo super-herói Batman, que emprega meios não-letais no combate ao crime.

Mas o aparelho também foi alvo de críticas por parte de ativistas de direitos civis. Em um debate sobre o novo recursos com a polícia de Los Angeles, Adam Smith, membro do Black Lives Matter (vidas negras importam, em inglês), disse que ele provavelmente seria usado em comunidades formadas principalmente por minorias étnicas e sociais, de acordo com o Los Angeles Times.

Que outras novas tecnologias a polícia está testando?

O BolaWrap é um dos vários recursos que forças policiais nos Estados Unidos vêm testando.

No mês passado, a polícia do Estado de Massachusetts disse que está usando cães-robôs para manter os policiais seguros em situações potencialmente perigosas.

Um porta-voz afirmou que o robô, fabricado pela empresa Boston Dynamics, é “uma ferramenta valiosa para a aplicação da lei devido à sua capacidade de permitir avaliar ambientes potencialmente perigosos”.

A União Americana por Liberdades Civis, um grupo de defesa de direitos humanos, pediu à polícia de Massachusetts que explique como os robôs estão sendo empregados e manifestou preocupações quanto à falta de transparência no emprego deste recurso.

 

Conheça o celular dobrável lançado pelo irmão de Pablo Escobar

Roberto Escobar, irmão do traficante
colombiano Pablo Escobar, lançou um smartphone dobrável. O aparelho recebeu o nome de Escobar Fold 1

*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Marques

A tela do aparelho é flexível e
permite que o usuário dobre ao meio ou use como um tablet. Em entrevista ao site
Digital Trends, o irmão de Escobar disse que seu celular é muito mais difícil de quebrar “meu telefone não pode quebrar, porque eu não precisava
fazer uma tela de vidro como a Samsung”

O celular dobrável tem duas câmeras traseiras, uma de 16 e outra de 20 megapixels, duas telas AMOLED de
7,8 polegadas e pesa 320 gramas. O aparelho usa o sistema operacional Androide 9 e é desbloqueado para ser usado em qualquer rede de telefonia

O Escobar Fold 1 tem uma versão com 128 GB e outra com 512 GB. Quem preferir a opção com mais capacidade de memória deve desembolsar 500 dólares, cerca de R$
2.100 mil 

O celular irá disputar com modelos de grandes fabricantes, como o Galaxy Fold da Samsung e o Mate X da Huawei. Apesar disso, Escobar considera que a sua principal concorrente é a Apple, que ainda não apresentou um iPhone dobrável

“Eu disse a
muitas pessoas que venceria a Apple e vencerei. Cortei as redes e os
varejistas para vender aos clientes telefones que podem dobrar por apenas US $
349, esses telefones nas lojas custam milhares de dólares. Esse
é meu objetivo, vencer a Apple e fazê-lo como sempre fiz ”, disse Escobar à
Digital Trends

O aparelho tem acabamento em dourado e na parte traseira tem as iniciais do famoso traficante de drogas colombiano

Câmera inteligente multa motorista que usa o celular enquanto dirige

Motorista são multado por câmeras inteligentes na Austrália

Motorista são multado por câmeras inteligentes na Austrália
NSW Government

Os motoristas australianos agora podem ser multados por uma câmera com inteligência artificial que identifica quando o celular está sendo usado no trânsito. O sistema entra em operação a partir deste mês de dezembro no estado de New South Wales.

A tecnologia usada permitirá identificar a infração de trânsito em condições adversas. As lentes conseguirão aplicar multas em dias de sol, durante a noite e também quando o tempo estiver ruim, mesmo que o veículo circule acima do limite de velocidade.

Foram investidos US $ 88 milhões, cerca de R$ 370 milhões, em câmeras fixas e portáteis, que serão instaladas em 45 pontos em todo o estado. O governo local estima que o programa deverá ser expandindo gradualmente até atingir 135 milhões de verificações de veículos até 2023.

Neste ano, mais de 16.500 pessoas foram capturadas pela polícia usando seu telefone celular ilegalmente. O motorista flagrando com o celular enquanto dirige poderá pagar uma multa de 344 dólares, cerca de R$ 1.445.

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A tecnologia prejudica a memória e o raciocínio?

Programa Inova 360

Programa Inova 360
Programa Inova 360

Por Marcio Bueno

Qual o número de telefone do seu filho?

Há 20 anos a resposta seria automática.

E o número dos seus documentos de identificação, as suas senhas, o endereço do seu melhor amigo?

Mas para que ocupar espaço em nossa cabeça com informações que podem ser armazenadas em nossos celulares?

Devemos guardar a informação estática na tecnologia e utilizar nosso cérebro para coisas mais produtivas.

Este raciocínio, que na verdade é uma justificativa para a preguiça mental, traz consigo uma armadilha perigosíssima.

O (mal) uso da tecnologia pode prejudicar a nossa memória, e isso é o menor dos males que ela pode nos causar.

Eu tive um chefe que eu admirava muito pela sua memória e rapidez de raciocínio. Eu era programador de umasoftware-house e quando tínhamos que fazer um programa, perguntávamos a ele se havia, entre os milhares de programas, algum que poderia servir de base.

O nível de detalhe da resposta era absurdo.

Ele dizia: “Temos sim, procura no cliente tal, sistema tal, programa tal”, e às vezes dizia, mais ou menos, onde a rotina que precisávamos estava, considerando que os programas tinham centenas ou até milhares de linhas de código.

Era incrível!

Eu comecei prestar atenção mais atenção em seus hábitos. Um dia o vi estacionando o carro pela manhã e reparei que ele ficou olhando atentamente aos carros que estavam estacionados na frente e atrás.

Quando ele chegou no escritório eu perguntei, o que você está olhando?

E ele me respondeu:

“Eu memorizo marca, modelo, cor e placa dos carros estacionados ao lado quando eu chego e verifico se são os mesmos quando eu vou embora.”

Este comportamento pode parecer geek se o analisamos superficialmente. A informação em si é inútil, mas o benefício deste exercício é sensacional.

A memória, a lógica, o raciocínio, podem e devem ser treinados diariamente.No mercado, existem empresas que desenvolveram metodologias com atividades e jogos especificamente para isso.

Quem me conhece sabe que eu gosto muito de música e tenho como hobby colecionar discos de vinil.

Não que eu seja um purista.Também ouço CD, mp3 ou qualquer outra mídia, porém, tenho resistido bravamente às plataformas de streaming. Pode parecer um contra senso, já que, por um preço muito menor ao que eu pago pelos meus discos, eu teria milhões de músicas.

A questão não está no preço, nem na vasta oferta de conteúdo, está em que eu não quero me acostumar que um algoritmo escolha a próxima música que eu vou ouvir, baseado em meu histórico.

Começamos ouvindo músicas recomendadas por um software, entramos em modo “piloto automático” e acabamos sem saber o nome de nenhuma música ou banda.

Prefiro exercitar minha memória e quando eu alguém me mostrar uma música e me perguntar: “Você sabe quem canta?”

Encho o peito e digo, a banda, a música, o nome do disco, e em alguns casos, o número da faixa e o lado.

Quem mora em grandes capitais sabe a importância de utilizar aplicativos de GPS online, não somente para nos levar ao nosso destino, mas principalmente para nos livrar dos intermináveis congestionamentos.Essa comodidade tem gerado um problema, estamos deixando de prestar atenção onde vamos, os trajetos, nomes de ruas, etc.

E qual o problema?

Os taxistas britânicos, para receber a licença, eram obrigados a decorar os nomes e direções de todas as ruas. A prova consistia em que o taxista recebia um trajeto e ele tinha que, oralmente, dizer todo o trajeto que deveria fazer para levar um passageiro da origem ao destino, deixando o passageiro do lado certo da rua.

Por conta desta exigência, os taxistas britânicos têm o hipocampo, estrutura relacionada à memoria e a navegação espacial, muito mais desenvolvida que os motoristas não profissionais.

Recentemente, um estudo realizado pela Scientific American mostrou que, quando um taxista realiza um trajeto por um local novo, desconhecido, aumenta a atividade no hipocampo e inclusive forma novas conexões neuronais.Porém, quando utiliza o GPS a atividade baixa, e como o tempo, chega a diminuir de tamanho o hipocampo.

Mas o uso da agenda do celular e do GPS não são os principais vilões. A neurocientista Maryanne Wolf, uma pesquisadora da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), mostra que muita gente, depois de muito tempo em redes sociais, lendo textos de 140 caracteres máximo, já não conseguem ler um texto longo e, o que pior, assimilar e interpretar o que se lê.

No início da minha carreira executiva, me fazia sentir importante receber centenas de e-mails ao dia. Pasmem, mas houve um tempo que era símbolo de status dizer a quantidade de e-mails recebidos, mas, com viagens e reuniões, era difícil responder todos com qualidade. Então, comecei a utilizar a expressão“ler em diagonal”.

Segundo Wolf, em seu livro O Cérebro no Mundo Digital – Os desafios da leitura na nossa era, o impacto não é somente nos detalhes que se perde, mas afeta a nossa tomada de decisão.

A leitura não é uma habilidade natural, não há nenhum circuito genético para isso. Portanto, temos que desenvolvê-la e um dos benefícios, além do conteúdo em si, é criar sinapses e conexões com diferentes sentidos.

Uma meta-análise feita por pesquisadores da Espanha e Israel, com mais de 170.000 mil pessoas na Europa, identificou, embora de forma não conclusiva, que a leitura em telas e meios digitais não favorecem as habilidades de compreensão, e as leituras online são mais rasas.

Ou seja, não basta ler, o ideal é ler em papel.

Leituras rápidas, superficiais, não alocam o tempo de processamento cognitivo suficiente para o pensamento crítico.

Sendo assim, podemos concluir que não dedicar tempo à leitura, pode custar muito caro.

Você está disposto a pagar esse preço?

Marcio Bueno assina a coluna “Tecno-Humanização”, no Inova360, parceiro do portal R7. É Tecno-Humanista, fundador da BE&SK (www.bensk.net) e criador do conceito de Tecno-Humanização.

marciobueno@bensk.net

linkedin.com/in/marcio-luiz-bueno-de-melo-∴-94a7066

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que são os fractais, padrões matemáticos infinitos apelidados de ‘impressão digital de Deus’

Computação gráfica mostra uma imagem fractal tridimensional 'espiral', derivada do conjunto de Julia, inventado e estudado durante a Primeira Guerra Mundial pelos matemáticos franceses Gaston Julia e Pierre Fatou

Computação gráfica mostra uma imagem fractal tridimensional ‘espiral’, derivada do conjunto de Julia, inventado e estudado durante a Primeira Guerra Mundial pelos matemáticos franceses Gaston Julia e Pierre Fatou
Science Photo Library

O que as galáxias, as nuvens, o sistema nervoso, as montanhas e o litoral têm em comum?

Todos contêm padrões intermináveis conhecidos como fractais.

Os fractais são ferramentas importantes em diversas áreas — desde estudos sobre as mudanças climáticas e a trajetória de meteoritos até pesquisas sobre o câncer (ajudando a identificar o crescimento de células mutantes) e a criação de filmes de animação.

Por que você deve parar de acreditar que ‘não nasceu pra matemática’

Estes são apenas alguns exemplos e há quem acredite que, devido à sua natureza altamente complexa e misteriosa, ainda não foi descoberto todo seu potencial.

Infelizmente, não existe uma definição simples e precisa dos fractais.

Como tantas outras questões na ciência e na matemática moderna, discussões sobre a “geometria fractal” podem gerar confusão para quem não está imerso nesse universo.

O que é uma pena, porque há um poder e uma beleza profunda no conceito dos fractais.

O pai da geometria fractal

O termo foi cunhado por um cientista pouco convencional chamado Benoit Mandelbrot, um matemático polonês nacionalizado francês e, depois, americano.

Mandelbrot não cursou os dois primeiros anos de escola e, como judeu na Europa devastada pela guerra, sua educação sofreu interrupções graves.

Em grande parte, ele foi autodidata ou ensinado por familiares. Nunca aprendeu formalmente o alfabeto, tampouco foi além da tabuada de multiplicação por 5.

Mas tinha um dom para enxergar os padrões ocultos da natureza.

 Benoit Mandelbrot tinha um dom com o qual revolucionou nossa compreensão do mundo

Benoit Mandelbrot tinha um dom com o qual revolucionou nossa compreensão do mundo
Getty Images

Era capaz de ver regras onde todo mundo vê anarquia. Era capaz de ver forma e estrutura onde todo mundo vê apenas uma bagunça disforme.

E, acima de tudo, era capaz de ver que um novo e estranho tipo de matemática sustentava toda a natureza.

Celebrando o caos

Mandelbrot passou a vida inteira procurando uma base matemática simples para as formas irregulares do mundo real.

Parecia cruel para ele que os matemáticos tivessem passado séculos contemplando formas idealizadas, como linhas retas ou círculos perfeitos.

“As nuvens não são esferas, as montanhas não são cones, os litorais não são círculos e as cascas das árvores não são lisas, tampouco os raios se deslocam em linha reta”, escreveu Mandelbrot.

A forma das nuvens é complicada e irregular: o tipo de forma que os matemáticos costumavam evitar, privilegiando as regulares, como as esferas, que eles eram capazes de domar com equações

A forma das nuvens é complicada e irregular: o tipo de forma que os matemáticos costumavam evitar, privilegiando as regulares, como as esferas, que eles eram capazes de domar com equações
Getty Images

O caos e a irregularidade do mundo — que chamava de “aspereza” — era algo a ser celebrado. Para ele, seria uma pena se as nuvens fossem realmente esferas e as montanhas, cones.

No entanto, ele não tinha uma maneira adequada ou sistemática de descrever as formas ásperas e imperfeitas que dominam o mundo real.

Ele se perguntou, então, se haveria algo único que poderia definir todas as formas variadas da natureza.

Será que as superfícies esponjosas das nuvens, os galhos das árvores e os rios compartilhavam alguma característica matemática comum?

Pois parece que sim.

Autossimilaridade

Imagine nuvens, montanhas, brócolis e samambaias… suas formas têm algo em comum, algo intuitivo, acessível e estético.

Se você observar com atenção, vai descobrir que a complexidade deles ainda está presente em uma escala menor.

Subjacente a quase todas as formas no mundo natural, existe um princípio matemático conhecido como autossimilaridade, que descreve qualquer coisa em que a mesma forma se repete sucessivamente em escalas cada vez menores.

Um bom exemplo disso são os galhos de árvores.

À esquerda, a silhueta de uma árvore. À direita, as figuras de Lichtenberg

À esquerda, a silhueta de uma árvore. À direita, as figuras de Lichtenberg
BBC NEWS BRASIL

Science Photo Library À esquerda, a silhueta de uma árvore. À direita, as figuras de Lichtenberg, que nada mais são que descargas elétricas ramificadas… Curiosamente são parecidas, não?

Eles se bifurcam várias vezes, repetindo esse simples processo sucessivamente em escalas cada vez menores.

O mesmo princípio de ramificação se aplica à estrutura dos nossos pulmões e à maneira como os vasos sanguíneos são distribuídos pelo nosso corpo.

E a natureza pode repetir todos os tipos de formas dessa maneira.

Veja este brócolis romanesco. Sua estrutura geral é composta por uma série de cones repetidos em escalas cada vez menores.

Brócolis romanesco

Brócolis romanesco
BBC NEWS BRASIL

Getty Images A estrutura geral do brócolis romanesco é composta por uma série de cones repetidos

Mandelbrot percebeu que a autossimilaridade era a base de um tipo completamente novo de geometria, a que deu o nome de fractal, mas que também costuma ser chamada de “a impressão digital de Deus”.

O fim é o começo

O que aconteceria se essa propriedade da natureza pudesse ser representada na matemática? O que aconteceria se você pudesse capturar sua essência para fazer um desenho? Como seria esse desenho?

A resposta viria do próprio Mandelbrot, que aceitou um emprego na IBM no final da década de 1950 para obter acesso ao incrível poder de processamento da companhia e deixar fluir sua obsessão pela matemática da natureza.

Munido de um supercomputador de última geração, ele começou a estudar uma equação muito curiosa e estranhamente simples que poderia ser usada para desenhar uma forma bastante incomum.

A ilustração a seguir é uma das imagens matemáticas mais notáveis ​​já descobertas.

É o Conjunto Mandelbrot.

Este é o fractal mais famoso gerado por computador: uma paisagem turbulenta, emplumada e aparentemente orgânica que lembra o mundo natural, mas é completamente virtual

Este é o fractal mais famoso gerado por computador: uma paisagem turbulenta, emplumada e aparentemente orgânica que lembra o mundo natural, mas é completamente virtual
Science Photo Library

Quanto mais de perto você examinar esta imagem, mais detalhes verá.

Cada forma dentro do conjunto contém um número de formas menores, que contêm um número de outras formas ainda menores… e, assim por diante, sem fim.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre o conjunto de Mandelbrot é que, em teoria, ele continuaria criando infinitamente novos padrões a partir da estrutura original, o que demonstra que algo poderia ser ampliado para sempre.

No entanto, toda essa complexidade vem de uma equação incrivelmente simples.

E isso nos obriga a repensar a relação entre simplicidade e complexidade.

Há algo em nossas mentes que diz que a complexidade não surge da simplicidade, que deve surgir de algo complicado. Mas o que a matemática nos diz em toda essa área é que regras muito simples dão origem naturalmente a objetos muito complexos.

Essa é a grande revelação. É um conceito surpreendente. E isso parece se aplicar ao nosso mundo como um todo.

Algo para ter em mente

Pense nas revoadas de pássaros. Cada pássaro obedece a regras muito simples. Mas o grupo como um todo faz coisas incrivelmente complicadas, como evitar obstáculos e viajar pelo planeta sem um líder específico ou um plano consciente.

É impossível prever como a revoada vai se comportar. Ela nunca repete exatamente o que faz, mesmo em circunstâncias aparentemente idênticas.

Os padrões das revoadas de pássaros são semelhantes, mas não idênticos

Os padrões das revoadas de pássaros são semelhantes, mas não idênticos
Getty Images

Cada vez que partem em revoada, os padrões são ligeiramente diferentes: semelhantes, mas nunca idênticos.

O mesmo vale para as árvores.

Sabemos que elas vão produzir um certo tipo de padrão, mas isso não significa que somos capazes de prever as formas exatas, pois algumas variações naturais, causadas pelas diferentes estações do ano, pelo vento ou por um acidente ocasional, as tornam únicas.

Isso quer dizer que a matemática fractal não pode ser usada para prever grandes eventos em sistemas caóticos, mas pode nos dizer que tais eventos acontecerão.

A matemática fractal, juntamente com o campo relacionado da teoria do caos, revelou a beleza oculta do mundo e inspirou cientistas de muitas áreas, incluindo cosmologia, medicina, engenharia e genética, além de artistas e músicos.

Mostrou que o universo é fractal e intrinsecamente imprevisível.

Como se proteger dos riscos de segurança das Smart TVs, segundo o FBI

O FBI oferece conselhos úteis antes da compra de um televisor inteligente

O FBI oferece conselhos úteis antes da compra de um televisor inteligente


GETTY IMAGES

E as Smart TVs, cuja chegada no mercado provocou uma revolução na forma de consumir a televisão, não são uma exceção. Essas telas se conectam à internet e promovem o acesso a aplicativos e serviços de vídeo em streaming como se fosse um smartphone. É até possível fazer compras por meio de distintos sites de comércio eletrônico na TV.

Também há modelos que permitem o reconhecimento de voz e que têm câmeras instaladas que facilitam, por exemplo, as chamadas de vídeo entre usuários.

Mas em toda essa série de vantagens residem os riscos que devemos levar em conta, segundo especialistas.

Perigos

De acordo com Norton, uma empresa de cibersegurança notória pelo seu antivírus, as Smart TVs, ao estarem conectadas à internet, “têm a capacidade de rastrear o que vemos e buscamos”. “Com essa informação, podem programar a publicidade que melhor se ajuste a seu estilo de vida.”

Quando se trata de um possível ciberataque, no entanto, a publicidade personalizada quase que passa para um segundo plano.

“As câmeras dos televisores inteligentes podem ser hackeadas e usadas para espionar, e os softwares maliciosos podem se mover de dispositivo em dispositivo. Um hacker pode facilmente usar a câmera da televisão para verificar se você guarda objetos valiosos em casa e saber em que momentos você sai de férias”, segundo a Norton.

O FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal dos Estados Unidos) também faz advertências sobre esses perigos.

“Os hackers podem assumir o controle de sua televisão desprotegida. No melhor dos casos, podem mudar seus canais, brincar com o volume ou mostrar vídeos inadequados para seus filhos. E, no pior cenário, podem ligar a câmera e o microfone da televisão no seu quarto e espiar silenciosamente”, diz um informe publicado no dia 26 de novembro.

O que o FBI recomenda

Antes de comprar qualquer Smart TV, o FBI recomenda, primeiramente, saber tudo que o aparelho inclui.

É preciso verificar se a SmartTV vem com câmera ou microfone, por exemplo, e como controlar as duas funções.

Da mesma forma, o FBI sugere mudar todas as senhas e aprender a desativar o sistema de reconhecimento de voz, as câmeras e todo o tipo de coleta de dados possível.

“Se não é possível barrar a coleta de dados, pense se vale a pena correr o risco de comprar esse modelo específico ou usar esses serviços. E se não puder desligar a câmera mas ainda assim quiser fazê-lo, cole uma fita preta sobre a lente da câmera”, diz o FBI.

O serviço americano também diz que as condições de privacidade devem ser revisadas, assim como o tratamento dos dados. É preciso verificar também se o fabricante lança atualizações de segurança para atualizar o dispositivo sistematicamente.

13ª edição da RubyConf Brasil reúne 36 palestrantes em São Paulo

RubyConf Brasil 2019

RubyConf Brasil 2019
divulgação

Um time de especialistas se reuniu em São Paulo para trocar conhecimento e discutir os principais conteúdos da linguagem de programação Ruby que é tão popular entre os desenvolvedores. O encontro foi durante a RubyConf Brasil 2019, um dos maiores eventos de Ruby da América Latina, realizada pela Locaweb, empresa especializada em serviços digitais.

O evento foi aberto com um dos principais temas de interesse sobre o assunto: a tipagem estática. Lucas Uyezu, Software Developer, da Shopify, também destacou o lançamento do Ruby 3.0, que deve chegar ao mercado somente no Natal de 2020. Até lá, os desenvolvedores contam com a versão beta. A nova versão terá uma performance três vezes mais rápida que a anterior, além de outras melhorias para facilitar os processos dos devs, como a análise estática.

Durante o evento, os participantes contaram com um ambiente dedicado para discutir assuntos específicos de acordo com o interesse de cada um. Também tiveram acesso a um espaço de networking com a participação de empresas parceiras, como a Magnetis, Vindi, Campus Code, Guru SP e Casa do Código.

Os profissionais em início de carreira apareceram em peso para acompanhar a RubyConf. Um dos encontros discutiu o momento atual dos desenvolvedores no mercado de trabalho e os principais caminhos para conquistar o sucesso na área.

“Para iniciar não é necessário saber uma linguagem específica ou conhecer todas as ferramentas. É preciso gostar de estudar lógica de programação, isso ajuda a entender todas as linguagens e facilita o caminho que é cercado de desafios”, contou Amanda Ávila, Front-End, do C6 Bank.

O CEO da SourceLevel, George Guimarães, abriu o segundo dia da RubyConf Brasil destacando as métricas de desenvolvimento de software para desenvolvedores. Ele explorou a necessidade de se implantar processos de acompanhamento de toda cadeia de aplicação.

De acordo com ele, equipes com mais de dez profissionais já precisam ter alguma métrica para visualizar os resultados. “A gente sempre fala em melhoria contínua dentro de toda equipe, a gente faz mudanças de metodologia, processos, pessoas e acaba não medindo o impacto disso e fica sem saber se melhorou, piorou, se deu certo ou não. E, para isso, não são necessárias muitas métricas, são poucas, mas que ajudam bastante a guiar essa melhoria contínua para saber se deu certo e se pode replicar em outros lugares”, explicou o palestrante.

Diversidade e acessibilidade

A diversidade e acessibilidade não passaram despercebidas pela 13ª edição do evento. Os temas estão sendo amplamente discutidos pelas comunidades no Brasil afora e, na RubyConf, não foi diferente. Nos dois dias a programação contou com painéis para tratar do assunto.

Atualmente, segundo uma pesquisa da QuemCodaBR, no Brasil, homens ainda representam 68% dos desenvolvedores, contra 32% das mulheres. “Isso ainda mostra como o mercado se comporta em função de um estereótipo criado nas últimas décadas, afetando nosso comportamento enquanto profissionais”, explicou Ruan Brandão, Engenheiro de Software, da Podium. “É preciso ter modelos que não se encaixam no estereótipo padrão para incentivar que mais pessoas possam entrar na área”, concluiu o palestrante.

Outro tema debatido foi sobre a implantação de sistemas que favoreçam a acessibilidade. No Brasil, segundo uma pesquisa da W3C, apenas 2% dos sites são acessíveis a pessoas deficiência. “A Lei Brasileira de Inclusão obriga as empresas com sede ou representação no país a oferecerem a acessibilidade, porém, ela ainda é pouco explorada e quase não é fiscalizada”, explicou Maurício Pereiro, QA de acessibilidade digital, do Itaú.

Segundo o IBGE, o Brasil tem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 24% da população. “Nós temos o direito de perceber, entender, navegar e contribuir com a web, por isso, pensar e colocar a acessibilidade é imprescindível. É preciso atender ao mercado, pois, a acessibilidade vai além do lado social, também é uma estratégia de negócio”, contou Flavio Correia, analista de testes, do Itaú, que é deficiente visual. Ambos afirmaram que os devs precisam focar nas diretrizes de acessibilidade e conteúdo para web e, constantemente, revisar o processo para que ele se mantenha acessível mesmo com todas as atualizações.

Sobre a Locaweb

Para mais informações, acesse: www.locaweb.com.br

Para mais informações, acesse: www.locaweb.com.br
divulgação

A Locaweb é especializada em serviços digitais, com 21 anos de experiência. São mais de 1,5 mil funcionários, 350 mil clientes e 19 mil desenvolvedores parceiros. A empresa oferece um amplo portfólio para atender todas as necessidades de pequenos, médios e grandes empreendimentos e os ajudar a prosperar. São seis unidades de negócio: a Locaweb Serviços de Internet abrange os produtos voltados para o setor varejista; a Locaweb Corp, que entrega desde simples projetos até escopos totalmente customizados com atendimento exclusivo; Locaweb Pro, voltada para desenvolvedores e agências digitais; a All iN, especializada em marketing de relacionamento digital; a Tray, voltada para o mercado de e-commerce; a Yapay, que lida com meios de pagamentos digitais.

Humanos conseguem identificar expressões de cães, diz pesquisa

O Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, realizou um estudo que comprova que os humanos são capazes de identificar com mais precisão expressões emocionais de cachorros do que de chimpanzés, que são geneticamente mais próximos

*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Marques

Os pesquisadores testaram a capacidade de 89 adultos e 77 crianças de diferentes culturas de identificar as expressões caninas 

A pesquisa foi feita com pessoas que vivem em países na Europa, que consideram os cachorros como membros da família e de países muçulmanos, onde os cães ficam na parte externa das residências sem tanto contato com os donos 

Foram mostrados para as pessoas que participaram do teste imagens de cachorros, chimpanzés e de outros humanos. Em seguida, foi pedido para que eles identificassem as expressões de raiva, tristeza, felicidade, medo e expressões neutras 

Os pesquisadores identificaram que todos os indivíduos conseguem distinguir expressões de felicidade e raiva em cachorros. As pessoas da Europa que participaram do teste foram capaz de identificar outras expressões dos cachorros, como tristeza e medo, com mais precisão do que as pessoas muçulmanas 

As crianças que participaram do teste também tiveram o mesmo desempenho, independente da origem. Os pequenos conseguiram identificar as expressões de felicidade e raiva, mas não foram capazes de distinguir outras expressões dos cachorros com precisão

As crianças também foram mais eficazes para identificar expressões de cães do que de chimpanzés

Apesar das expressões, os cães têm maneiras mais eficientes e claras de se comunicar, como a posição da cauda, posições das orelhas e postura corporal 

Em 2017, um experimento feito pela Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, identificou que os cachorros produziam mais expressões faciais quando sabiam que estavam sendo observados por humanos

E também descobriram que as expressões caninas ficavam inalteradas quando os animais olhavam fotos de comida, mas moviam as sobrancelhas e olhos ao olhar para humanos 

Mensagem misteriosa pintada em urso polar na Rússia alarma pesquisadores

Vídeo em circulação nas redes sociais mostra urso polar com pelo pichado; teme-se que isso dificulte a habilidade do urso de se camuflar e, consequentemente, de caçar alimentos

Vídeo em circulação nas redes sociais mostra urso polar com pelo pichado; teme-se que isso dificulte a habilidade do urso de se camuflar e, consequentemente, de caçar alimentos
SERGEI KRAVY/FACEBOOK/BBC

Imagens compartilhadas por perfis russos nas redes sociais com um urso polar pintado em spray com o símbolo “T-34” ter alarmado especialistas.

Eles advertem que a pintura — cujas circunstâncias ainda não foram identificadas — pode afetar a habilidade do urso polar em camuflar-se em seu ambiente e, por consequência, sua capacidade de caçar e se alimentar.

Uma investigação está em andamento para localizar onde exatamente na região ártica da Rússia o vídeo do urso foi feito, e por quem.

O vídeo foi postado no Facebook por Sergey Kavry, membro da ONG ambiental WWF, e depois amplamente compartilhada por usuários e pela imprensa local.

Kavry, por sua vez, disse que recebeu o vídeo em um grupo de WhatsApp do povo indígena de Chukotka, do extremo leste da Rússia, e afirmou que cientistas que monitoram a vida selvagem na região não teriam motivo para pintar o urso de tal maneira.

Cofundadores do Google deixam comando da empresa

Os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, estão saindo da gigante da internet que fundaram há 21 anos, encerrando uma trajetória extraordinária que os levou a construir uma das empresas mais valiosas e influentes do mundo.

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Sundar Pichai, que dirige o principal negócio do Google desde 2015, assumirá imediatamente como presidente-executivo da controladora Alphabet.

“Embora tenha sido um tremendo privilégio estar profundamente envolvido na administração diária da empresa por tanto tempo, acreditamos que é hora de assumir o papel de pais orgulhosos – oferecendo conselhos e amor, mas não incomodando diariamente!” Page e Brin escreveram em um post no blog da empresa na terça-feira (3).

Page, Brin e Pichai pretendem dar ênfase no desenvolvimento de software de inteligência artificial para tornar a ferramenta de pesquisa mais rápida e personalizada, enquanto expandem o leque de informações e serviços disponíveis a partir de uma simples busca.

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Mas a visão deles enfrenta um escrutínio sem precedentes, com governos de cinco continentes exigindo uma proteção maior ao usuário, o fim do que muitos consideram uma conduta anticompetitiva e mais impostos sobre a maior empresa de publicidade online do mundo. Milhares de funcionários protestaram, e alguns até se demitiram, por causa da preocupação constante de que o famoso mantra “não seja mau” do Google – uma vez adotado por Page e Brin – possa estar sendo ignorado.

Page e Brin, que costumavam visitar regularmente eventos públicos e a sede do Google, haviam se tornado muito menos visíveis nos últimos anos. A ida de Page para um segundo plano atraiu críticas crescentes de funcionários da empresa e parlamentares dos EUA, que exigiram respostas dele, e não de Pichai, sobre projetos controversos, como um aplicativo de pesquisa experimental para usuários chineses.

Os cofundadores ainda controlam a empresa por meio de ações preferenciais. Em abril, Page detinha 26,1% do poder total de votação da Alphabet, Brin 25,25% e Pichai menos de 1%.