Coronavírus: fabricante de cigarros diz que pode ter vacina em junho

Anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º)

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EFE/EPA

A fabricante de cigarros BAT (British American Tobacco) anunciou, nesta quarta-feira (1º), um avanço significante no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus a partir de folhas de tabaco.

Segundo a companhia, a vacina está em fase pré-clínica. Se houver sucesso, “com os parceiros corretos e apoio das agências governamentais”, escreve a empresa, poderão produzir entre um e três milhões de doses por semana, começando em junho.

De acordo com o comunicado da companhia, as folhas de tabaco ofecerem um potencial para o desenvolvimento de vacinas mais seguro e mais rápido que os convencionais.

Entretanto, a vacina ainda não foi testada em humanos nem aprovada por autoridades sanitárias.

Veja também: como Brasil e o mundo avançam em busca de cura

Os estudos estão sendo feitos pela KBP (Kentucky BioProcessing), uma filial de biotecnologia da empresa. Uma das maiores no ramo de cigarros no mundo, a BAT detém marcas como Lucky Strike, Dunhill e Kent.

Cientistas descobrem anticorpos eficientes contra covid-19

Cientistas chineses isolaram anticorpos que podem ser eficientes contra vírus

Cientistas chineses isolaram anticorpos que podem ser eficientes contra vírus
Thomas Peter/Reuters – 30.03.2020

Um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que diz serem “extremamente eficientes” para impedir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar como para prevenir a covid-19.

Atualmente, não existe tratamento comprovadamente eficaz para a doença, que surgiu na China e está se proliferando pelo mundo na forma de uma pandemia que já infectou mais de 850 mil pessoas e matou 42 mil.

Zhang Linqi, da Universidade Tsinghua, de Pequim, disse que um remédio feito com anticorpos como os que sua equipe descobriu poderia ser usado de forma mais eficaz do que as abordagens atuais, incluindo o que ele chamou de tratamentos “limítrofes”, como o plasma.

O plasma contém anticorpos, mas é limitado pelo tipo de sangue.

No início de janeiro, a equipe de Zhang e um grupo do 3º Hospital Popular de Shenzhen começaram a analisar anticorpos do sangue colhido de pacientes recuperados da Covid-19, isolando 206 anticorpos monoclonais que mostraram o que ele descreveu como uma capacidade “forte” de se ligar às proteínas do vírus.

Depois eles realizaram outro teste para ver se conseguiam de fato impedir que o vírus entrasse nas células, disse ele em entrevista à Reuters.

Entre os cerca de 20 anticorpos testados, quatro conseguiram bloquear a entrada viral, e destes dois foram “imensamente bons” para fazê-lo, disse Zhang

Agora a equipe se dedica a identificar os anticorpos mais poderosos e possivelmente combiná-los para mitigar o risco de o novo coronavírus sofrer uma mutação.

Se tudo der certo, desenvolvedores interessados poderiam produzi-los em massa para testes, primeiro em animais e futuramente em humanos.

O grupo fez uma parceria como uma empresa de biotecnologia sino-norte-americana, a Brii Biosciences, na tentativa de “apresentar diversos candidatos para uma intervenção profilática e terapêutica”, de acordo com um comunicado da Brii.

“A importância dos anticorpos foi provada no mundo da medicina há décadas”, afirmou Zhang. “Eles podem ser usados para se tratar câncer, doenças autoimunes e doenças infecciosas”.

Os anticorpos não são uma vacina, mas existe a possibilidade de aplicá-los em pessoas do grupo de risco com o objetivo de impedir que contraiam a Covid-19.

Normalmente não transcorrem menos de dois anos para um remédio sequer obter aprovação para uso em pacientes, mas a pandemia da Covid-19 acelera os processos, disse ele, e etapas que antes seriam realizadas sequencialmente agora estão sendo feitas em paralelo.

Conheça a trajetória de Rafael Pettersen, fundador da CosmoBots

Reginaldo Pereira e Rafael Pettersen, da CosmoBots

Reginaldo Pereira e Rafael Pettersen, da CosmoBots
Programa Inova 360

Reginaldo Pereira, idealizador e apresentador do programa Inova360, entrevista Rafael Pettersen, fundador da CosmoBots, uma plataforma self-service de criação e gestão de ChatBots, com foco em inteligência artificial e atendimento automatizado. O Chatbot é um programa de computador que simula um ser humano na conversação com as pessoas, por meio de assistentes virtuais.

Há dois anos, Rafael Pettersen fundou a CosmoBots para melhorar o atendimento ao cliente. Um dos seus momentos de superação foi levar a empresa ao que, na linguagem das startups, chama-se Vale da Morte, quando se detecta vulnerabilidades no estágio inicial do empreendimento, tentando provar o modelo de negócio e atrair os primeiros clientes e investimentos.

Confira no bate-papo abaixo, alguns de seus pontos de vista sobre empreendedorismo, desafios, hábitos e inovação.

Reginaldo Pereira: Conta para gente um pouco da história da CosmoBots e qual o tamanho do seu mercado?
Rafael: Lançamos a CosmoBots em 2018 com o propósito de simplificar interações e enriquecer a experiência dos usuários através de assistentes virtuais. Hoje ela está mudando a comunicação na operação de diversas áreas das empresas.

Tivemos um crescimento expressivo nos últimos meses e nossa plataforma para criação e gestão de ChatBots ainda mantém a versatilidade e autenticidade de uma startup. Acreditamos em melhorar a vida dos usuários democratizando e humanizando a tecnologia.

O principal foco está no segmento de atendimento ao cliente, desde o momento de captação e qualificação de leads até o suporte de clientes, seja de produtos ou serviços. O tamanho da oportunidade neste segmento é de 2 bilhões de dólares nos próximos três anos.

Reginaldo Pereira: Como foi a sua trajetória profissional? Houve algum momento de superação e uma lição aprendida durante sua carreira?
Rafael: Sou formado em Ciência da Computação com pós na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Trabalhei por mais de dez anos com sistemas de atendimento a clientes da Salesforce no Brasil e há dois anos fundei a CosmoBots. Um dos grandes momentos de superação nestes últimos anos foi levar a empresa através do Vale da Morte, termo que usamos para destacar a vulnerabilidade que startups passam nos primeiros anos, tentando provar o modelo de negócio e atrair os primeiros clientes e investimentos.

Reginaldo Pereira:
Como tem inovado e como lida com a transformação digital?
Rafael: Queremos democratizar o uso de assistentes virtuais para diversos tipos de negócios. Uma solução acessível para startups e pequenas empresas que querem aprimorar o atendimento ao cliente. Colocar a Inteligência Artificial para resolver problemas do dia a dia. E oferecer a um custo que faça sentido para todos os desafios, desde a empreendedora que possui uma lojinha na internet até uma equipe de atendimento ao consumidor de uma grande empresa.

Reginaldo Pereira: Você tem uma dica de alguma ferramenta, processo, técnica, livro ou curso que fez a diferença em sua vida profissional?
Rafael: O livro Outliers, do Malcolm Gladwell. Nele o autor comenta sobre a regra das 10 mil horas, onde pessoas bem reconhecidas por ter sucesso investiram pelo menos 10 mil horas do seu tempo praticando e treinando com o objetivo de definir e aperfeiçoar uma habilidade. No meu caso, foi programação de computadores. Gastei longas horas pesquisando, programando e testando diversas soluções até chegar no produto que temos hoje.

Reginaldo Pereira: Vamos fazer um exercício de futurismo, o que vem por aí?
Rafael: No futuro quase 100% do atendimento ao cliente será feito por robôs e as pessoas não irão notar a diferença. Atualmente estamos aproveitando uma mudança de comportamento, em que milhares de pessoas preferem receber o atendimento por aplicativos de mensagem. Aumentar a quantidade de atendentes não é a solução. Estamos trazendo o futuro do atendimento mais próximo do presente através dos nossos assistentes virtuais.

Reginaldo Pereira: Você pode citar uma frase que é sua referência pessoal?
Rafael: “O sucesso é uma função da persistência, da obstinação e da vontade de trabalhar duro por 22 minutos para entender algo que a maioria das pessoas desistiria depois de trinta segundos”, que é uma frase do Malcolm Gladwel.

Rede Social de Rafael Pettersen:

https://www.linkedin.com/in/rafaelpettersen

 

 

 

Covid-19: programa Inova360 analisa impactos e oportunidades da crise

Carlos da Costa, da SEPEC, participa do Inova360 nesta quarta

Carlos da Costa, da SEPEC, participa do Inova360 nesta quarta
Programa Inova 360

O programa Inova360, exibido diariamente às 8h na Record News, apresenta essa semana a série “Covid-19 e o impacto na nova economia”. Empresários, empreendedores e executivos falam dos desafios e soluções para enfrentar o novo cenário econômico de isolamento social, trabalho remoto e migração dos negócios para o ambiente digital.

O Inova360 também estreia uma série diária de lives no Instagram @inova360, que começa às 8h15, após a exibição do programa na Record News, e às 22h. Nesta quarta-feira, o bate-papo do apresentador Reginaldo Pereira é com Tiago Lima, CEO da LinkApi, que oferece soluções que ajudam a acelerar a transformação digital em grandes empresas, via gestão de Apis e desenvolvimento de integrações de sistemas. Presente em 14 países, a LinkApi, tem clientes como Samsung, Colgate, Mercado Livre e i-Food.

Além de Lima, participam das lives do Inova360 essa semana a empresária Andreia Roma, CEO da Editora Leader, o palestrante, escritor e empresário Geraldo Rufino, o CEO da fintech Vamos Parcelar Pedro Rosa e o novo diretor-executivo da ABS Startups Amure Pinho.

SEPEC pretende acelerar startups com soluções de combate ao coronavírus

No episódio desta quarta-feira, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC), Carlos da Costa, do Ministério da Economia, dá detalhes do programa InovAtiva Brasil para combater os efeitos da crise gerada pela pandemia da covid-19.

O programa de aceleração de startups prevê “Demo Days” com startups que tenham soluções de combate ao coronavírus e que poderão se apresentar a investidores e ao governo.

Segundo Costa, o programa InovAtiva oferece canais para obtenção de financiamento, para mapeamento de soluções e oportunidades, cursos online gratuitos, registro de propriedade intelectual e acesso de recursos à startups de grande impacto social.

O programa Inova360 da Record News está em sua quarta temporada é o primeiro programa de TV focado em nova economia, negócios disruptivos, transformação digital e inovação. Estreou em 2018 e já exibiu mais de 200 episódios e 700 matérias.

Internautas relatam instabilidades no WhatsApp

Problemas começaram por volta das 18h desta quarta-feira (1º)

Problemas começaram por volta das 18h desta quarta-feira (1º)
Fabiano Do Anaral / CP Memória

Usuários tem utilizado redes sociais para relatar problemas de instabilidade com o comunicador instantâneo WhatsApp  nesta quarta-feira (1º). Os relatos são de problemas para baixar aúdio e imagens enviadas.

Um site de monitoramento de serviços digitais na internet chegou a registrar milhares de reclamações de indisponibilidade e problemas no serviço desde as 18h desta quarta.  O site também mostra uma série de problemas com o instagram no mesmo horário.

“Coronavírus infectou o WhatsApp e o Instagram” ironizou um internauta.

No twitter, usuários do mundo todo relatam problemas para baixar áudios, imagens e figurinhas enviadas em grupos ou no privado e que o problema acontece tanto no aplicativo de celulares, como na versão para computadores.

O R7 procurou a assessoria de imprensa do comunicador, que informou tratar de um problema generalizado na rede do Facebook, que é responsável pelo WhatsApp, e que um comunicado será enviado por eles em breve (e será publicado neste espaço quando disponível).

Covid-19: as 3 melhores perguntas que uma startup deve se fazer agora

Pedro Rosa, CEO da Vamos Parcelar - Foto: Divulgação

Pedro Rosa, CEO da Vamos Parcelar – Foto: Divulgação
Programa Inova 360

Por Pedro Rosa

A recente evolução da pandemia Covid-19 traz muitas dúvidas, mas uma certeza: o seu business plan acabou de ser invalidado e talvez alguns blocos do seu modelo de negócios, também. Essa verdade abrange empresas de qualquer segmento, inclusive as poucas que no momento podem se beneficiar do aumento de demanda desse período.

Para startups que, segundo Steve Blank, são uma organização temporária constituída para buscar por respostas que levarão a um modelo de negócios recorrente e escalável, revisar os nove blocos do modelo de negócios é um exercício virtuoso, atendendo a dinâmica de inovação e timing-to-market. É natural que os fundadores e executivos, nesse momento, procurem respostas, porém o segredo do sucesso e a premissa de uma startup disruptiva são as perguntas. Foi através de perguntas que você fundou seu negócio ou fundará.

Para vencer os desafios impostos por esse cenário, te convido a uma análise sobre as três melhores perguntas que você deve se fazer e adianto: as melhores respostas serão fruto de um exercício que deve ser feito com o time, valorizando mais do que nunca a multidisciplinaridade.

1-Seu produto: o que as pessoas fazem hoje sem ele?

Produtos nascem para resolver problemas, razão pela qual o cliente compra. Entretanto, se suas vendas caíram, os problemas dos clientes para quem a solução foi endereçada acabaram? As propostas de valor podem ser revisadas? Se você não está vendendo ou está vendendo menos, as perguntas que seguiram devem direcionar os olhos do empreendedor para o cliente, paralelo às revisões do planejamento, que devem ser executadas. Normalmente, as startups focam, nesse momento, em soluções financeiras e revisão dos custos, estabelecendo um plano de contingenciamento e sobrevivência. Todavia tão importante quanto a retenção é perceber que a crise expôs fragilidades e que novas propostas de valores precisam ser encontradas.

2-Seus clientes: quem são/serão eles, antes e depois da quarentena?

Assim como as empresas mudarão, os clientes também podem mudar seus hábitos de compra e existem razões para isso: a primeira é financeira. Estudos apontam que o número de desempregados no Brasil pode chegar a 22 milhões de pessoas. Em outra pesquisa alarmante, a XP prevê o desemprego atingir 40 milhões em todo país. As medidas de isolamento horizontal vão impactar também cerca de 38 milhões de brasileiros que trabalham na informalidade. Existem ainda medidas provisórias e projetos de lei que preveem suspensão contratual e redução salarial de trabalhadores, inclusive servidores públicos. O cenário impacta também empregadores, que para cumprir suas obrigações, podem recorrer a financiamentos. O que isso quer dizer? Clientes também revisarão seus orçamentos e reduzirão seus gastos em busca de segurança, a fim de garantir adimplência, ao passo que outros, encontrarão maiores dificuldades, como o acúmulo de dívidas e o uso extrapolado dos limites que eventualmente dispuserem. Outra razão a ser observada é que os clientes, durante a quarentena, podem ter adaptado a forma de consumo dos produtos. Pessoas que nunca tiveram a experiência de utilização de aplicativos de entrega, citando como exemplo, podem ter tido sua primeira experiência por conta da necessidade que a quarentena o impôs. Reforço esse entendimento ao avaliar a própria Vamos Parcelar, onde clientes que nunca haviam realizado pagamentos online, recorreram a uma trilha de atendimento humanizado criada para esse momento, auxiliando em sua primeira experiência de pagamento por esse canal. Chatbot via Whatsapp, atendimento em vídeo e revisão da linguagem de atendimento aliados ao disparo de links de pagamento, resolvem dores do momento e também despertam novos hábitos de compra.

3-Seus canais: quais transformações a crise causará?

Se você está vendendo menos ou não está vendendo, tem algum canal inativo. Talvez um dos blocos do modelo de negócio que será mais influenciado após a crise será o de canais. O isolamento social pode não ter gerado distanciamento entre cliente e oferta, porém impôs desafios na logística de compra. Empresas continuaram a ofertar seus produtos, entretanto não atentaram à necessidade de desenho de novos processos, o que gerou consideráveis impactos de custos ou inviabilizou a execução. Outro fator importante é a falta de integração entre canais, o tão citado omnichannel, que proporciona uma melhor experiência de compra para o cliente. Modelos de negócios multifacetados, ou seja, com diferentes segmentos de clientes, necessitam de diversificação para distribuição do produto. O que surge nesse momento são falácias gerais do tipo: se você tivesse mais canais digitais, como e-commerce, aplicativo, rede social e marketplace, não estaria sofrendo com a crise. Essa afirmativa não é real. Uma startup não escolhe canais por escolher, ou ao menos não deveria assim o fazer. A definição se encontra entre balancear proposta de valor, custos, modelo de receitas e principalmente conhecer quem são os seus clientes. Afinal o melhor canal não vem de quem oferta e sim pela preferência de quem compra. Transforme seus canais na mesma intensidade que a crise te motivará a transformar sua gestão financeira.

Termino esse artigo te encorajando a se motivar para vencer a complexidade do cenário. De um dia para o outro, um meteoro atingiu seu negócio e você se viu prensado em meio ao caos e falta de previsibilidade. Volte às origens e lembre-se: a startup nasceu levantando hipóteses para o modelo de negócios. E sob uma perspectiva de desenvolvimento de clientes, essa é uma tarefa contínua e ajustável. Você vai errar e acertar, só não pode parar.

Pedro Rosa é CEO e fundador da fintech Vamos Parcelar. Formado em administração de empresas, é especialista em arranjo de pagamentos e também desenvolve produtos e tecnologia para empresas do varejo e Governo. Sua startup foi vencedora do Demo Day do Innovation Pay 2019.

 

Tendências e desejos pós-coronavírus

Imagem: Pixabay

Imagem: Pixabay
Programa Inova 360

Por Marcio Bueno

Eu só quero que as coisas voltem ao normal!

Esse era um pedido recorrente nas conversas virtuais e nos grupos de WhatsApp.

Estava há dias lendo mensagens de amigos e familiares dizendo que não aguentavam mais ficar em casa, que queriam sair e encontrar os amigos.

Tem o grupo de pessoas que apoia o governo, tem o grupo de pessoas que critica o governo, tem um terceiro que acha que ambos lados estão certos, como se este momento devesse ou pudesse existir lados…

Eu estou produzindo como um louco, lancei um espetáculo teatral, o converti em digital pelo momento que estamos vivendo destinando parte da arrecadação para uma casa de assistência a idosos, uma plataforma de cursos online, um livro, e estou trabalhando em um programa de TV.

Tudo isso enquanto as atividades presenciais não podem ser retomadas.

Portanto não entendia muito bem como as pessoas tinham tempo para reclamar do confinamento, quando eu estava tendo uma reunião, virtual, atrás da outra.

Sentia uma certa frustração ao ver que, os mesmos que estão preocupados com o futuro da economia e da crise avassaladora que virá, inevitavelmente, são os mesmos que não produzem nenhum novo projeto e não colaboram com os projetos alheios.

Frustrado com aqueles que criticam as medidas adotadas, sejam elas quais forem, mas não propõe medidas melhores.

Frustrado com aqueles que pedem que tudo volte ao normal, mas não fazem nada que isso aconteça.

E eu estava cansado, física e mentalmente, e precisava dormir um pouco. Com todos os projetos em andamento, subi para o meu quarto, tomei um bom banho e dormi.

Não sei quanto tempo passou, mas hoje eu acordei e me disseram que era o 1º dia pós-coronavírus.

Que a humanidade havia vencido a pandemia e que o desejo dos que pediam a volta à normalidade, se faria realidade.

Os jornais e a internet anunciavam a todo momento, que a partir de hoje, tudo volta ao normal.

Me sentei na cama, e antes mesmo de pôr os pés no chão, me vieram duas perguntas à cabeça:

A primeira, mais metafísica.

“O que significa “voltar ao normal? ”

E a segunda muito mais pessoal e terrena é:

“Será que eu quero que as coisas voltem a ser como antes? ”

Banho, café e decidi sair para ver como estava o mundo pós-coronavírus.

Para começar, quando abri a porta de casa, o meu vizinho da frente, atravessou a rua e veio me cumprimentar, com um bom aperto de mãos e um abraço.

Eu o via cada manhã e o saudava de longe com um leve aceno.

Fui para o trabalho em transporte público, e vi as pessoas se protegendo ao tossir e espirrar, tomando medidas de higiene e normas de convivência, ao chegar no escritório as pessoas estavam sorridentes, felizes em se ver e em voltar ao trabalho.

Ué, aqui pelas manhãs sempre havia um clima fúnebre e muitas reclamações e hoje as pessoas estão falando de futuro, do que pode ser feito.

Dois torcedores fanáticos de times rivais, que não podiam conversar sobre futebol sem acabar discutindo, combinando para ir assistir juntos o jogo entre seus times.

Outro grupo dizendo que decidiram manter a ação social que criaram durante o período de confinamento, porque se apegaram e tinham carinho pela causa que ajudaram.

Recebi uma mensagem no celular de um amigo que nunca gostou de estudar: “Marcio, estamos criando um grupo de estudos virtual com diversos especialistas e gostaríamos de te convidar a participar. ”

Eu olhava a minha volta e via um mundo diferente, e o melhor de tudo, eu gostava muito do que estava vendo.

De repente me dizem, vamos, temos reunião.

Eu nem sabia do que se tratava a reunião, passei muito tempo dormindo e havia perdido o fio da meada…

Quando já estávamos todos sentados, ligaram a TV e apareceu uma pessoa, que eu havia visto nunca, e diz:

“Vocês gostaram do que estão vendo? ”

O ser humano entendeu a necessidade de cuidarem de sua saúde mental.

De cuidar da saúde física, da higiene e de respeitar o espaço de cada um.

Que para vencer uma situação adversa é necessário união.

Para criar prosperidade é preciso colaboração.

Que único não significa ser individualista.

Que o coletivo sempre tem prioridade sobre o individual.

A solidariedade não é uma opção e sim uma escolha.

Não se iludam, isso vai passar.

É só uma reação provocada pelo período difícil que vocês viveram.

Se nada for feito, realmente as coisas vão voltar a ser como antes.

O individualismo será mais importante que a individualidade.

O fim justificará os meios.

O resultado prima sobre o esforço.

O destino será mais importante que a jornada.

A quantidade terá mais peso que a qualidade.

Vocês voltarão a ter a ilusão de que o amor se mede pelo ter e não pelo ser.

Que a relevância se mede por número de seguidores.

Que é mais importante falar do que ouvir, impor do que entender, ganhar do que ser feliz.

Por certo, como vocês pediram que tudo voltasse como antes, em breve a felicidade se medirá por likes novamente.

Em breve saberei se vocês aprenderam alguma coisa, se o sofrimento foi suficiente ou se eu precisarei voltar.

Neste momento, meu celular tocou.

São cinco da manhã, e eu me levantei correndo, desci para o escritório, abri o notebook e vi que o número de mortes continua aumentando e que o término da pandemia havia sido um sonho.

Por cinco segundos, senti uma tristeza enorme, mas de repente me veio uma força enorme e a resposta da segunda pergunta veio à minha cabeça claramente.

“Será que eu quero que as coisas voltem a ser como antes? ”

Não, não quero!

Precisamos construir um mundo melhor do que tínhamos antes do COVID-19.

 

Marcio Bueno assina a coluna “Tecno-Humanização”, no Inova360, parceiro do portal R7. É Tecno-Humanista, fundador da BE&SK (www.bensk.net) e criador do conceito de Tecno-Humanização.

marciobueno@bensk.net

linkedin.com/in/marcio-luiz-bueno-de-melo-∴-94a7066

 

 

 

 

USP desenvolve rodo capaz de matar bactérias e até o vírus da Covid-19

Rodo deve ser utilizado por um minuto e destrói vírus e bactérias

Rodo deve ser utilizado por um minuto e destrói vírus e bactérias
Rui Sintra/USP

A USP (Universidade de São Paulo) cedeu para a Santa Casa da Misericórdia de São Carlos dois Rodos especiais desenvolvidos pelo Instituto de Física da universidade, que usa uma tecnologia especial que consegue eliminar vírus e bacterias, incluindo o novo Covid-19.

Leia mais: Brasil registra 42 novas mortes por covid-19, maior número em 24 horas

Segundo a universidade, o aparelho criado pelo Grupo de Óptica do IFSC (Instituto de Física de São Carlos) emite radiação ultravioleta (UV) para a descontaminação dos pisos, evitando a propagação do vírus através dos sapatos. Vírus podem persistir durante muitas horas em diversas superfícies, como metais, vidros, plásticos, porcelanas, e madeiras.

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A tecnologia utilizada emite um tipo de radiação de luz ultravioleta que funciona como um germicida. Para total eficácia, estes rodos devem ser utilizados durante 1 minuto em cada metro quadrado da superfície a ser descontaminada. A luz UV-C destrói a capa proteica e o material genético de qualquer vírus, aniquilando-o.

Cada tipo de radiação UV é responsável por causar algum dano biológico. A radiação UV-A provoca alterações na pele, causando o envelhecimento; a radiação UV-B, além de atuar no envelhecimento da pele, é a principal responsável por causar mutações genéticas que levam ao desenvolvimento de câncer de pele. A radiação UV-C é considerada a mais deletéria, ou seja, a faixa germicida.

A mesma tecnologia também está sendo testada para descontaminar por completo órgãos humanos para transplante, num trabalho de pesquisa realizado conjuntamente pelo USP e a Universidade de Toronto, no Canadá.

Unicamp e USP desenvolvem teste rápido para coronavírus


Reprodução SBI

Um teste rápido para detecção do coronavírus, desenvolvido por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da USP (Universidade de São Paulo), deverá estar pronto em meados de maio. A estimativa é de um dos coordenadores do projeto, Rodrigo Ramos Catharino.

“Acreditamos que até o meio de maio já estejamos com tudo pronto”, destacou Catharino, pesquisador do Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp.

Diferentemente dos testes para coronavírus usados atualmente, obtido com a coleta de materiais respiratórios ou coleta de secreções da boca e nariz, o exame é baseado na análise e comparação do padrão de moléculas encontradas no sangue do paciente. O resultado do teste sai em cerca de cinco minutos após a coleta do material e tem custo estimado entre R$ 40 e R$ 45.

Como funciona

Para saber se a pessoa está com covid-19, o padrão molecular encontrado em seu sangue é comparado ao de três grupos de pessoas: pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19 pelas técnicas moleculares já usadas nos exames atuais; pessoas com diagnóstico confirmado de influenza (gripe); e pacientes com sintomas gripais e resultado negativo para a presença dos dois vírus.

Para estabelecer o padrão molecular de cada grupo, os pesquisadores deverão colher 50 amostras de cada grupo e mais 50 de pessoas saudáveis. O desenvolvimento do novo teste está em processo de aprovação na Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), ligada ao CNS (onselho Nacional de Saúde).

Rastreamento por celular pode frear coronavírus, diz pesquisa

Aplicativo detecta pessoas que estiveram próximas a quem foi diagnosticado

Aplicativo detecta pessoas que estiveram próximas a quem foi diagnosticado
Caio Sandin/R7

Um aplicativo de celular pode ser a solução para a pandemia da covid-19. Pelo menos é o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e publicado nesta terça-feira (31) na revista científica Science.

A  ideia é que este aplicativo poderia fazer o rastreamento dos contatos que cada pessoa teve e armazená-los por um período de tempo, assim, caso esta pessoa fosse diagnosticada com o novo coronavírus, seria possível não somente colocá-la em quarentena, mas também alertar imediatamente estes contatos sociais, solicitando o isolamento. Elevando, assim, a eficácia da quarentena de novos possíveis casos.

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Para que esta ferramenta seja funcional, seria necessário um centro que faria a ligação entre diagnóstico e contas do app, além de permitir que sejam coletados dados de movimento dos usuários, que pareados com os dados de casos de coronavírus na região, podem demonstrar o nível de risco de contrair a doença em determinado setor da cidade.

Segundo o estudo, aplicativo similar foi utilizado na contenção do vírus na China, onde era obrigatório para pessoas que precisavam se locomover em espaços públicos o uso o transporte público. 

Veja mais: Estudo põe taxa de letalidade da covid-19 em 0,66%

Segundo o estudo, entre 30% e 50% dos casos de transmissão ocorreram no período assintomático da doença, em que as pessoas circulam sem saber que estão infectadas. Por ser diferente da SARS (síndrome respiratória aguda grave) e demais coronavírus conhecidos neste quesito, o estudo indica que serão necessárias estratégias de contenção diferentes.

A princípio, a ideia de isolamento de contatos foi abandonada, por conta da lentidão e pequena eficácia do processo manual, mas com o uso do aplicativo de celular, os pesquisadores apontam uma redução na transmissão suficiente para suprimir a pandemia, impedindo que o vírus se espalhe mais.

O modelo do estudo focado no impacto que estas duas intervenções teriam na propagação do coronavírus tem como foco a redução no número de transmissões tanto de pessoas sintomáticas, quanto de seus contatos, que são indivíduos assintomáticos em potencial, reduzindo assim o impacto na população geral.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores utilizaram uma fórmula matemática que leva em consideração a variação de infecciosidade em razão do tempo após a infecção. Isto inclui a variação entre indivíduos e mescla aqueles que infectam muitas e aqueles que infectam poucas pessoas.

Esta média foi dividida em quatro categorias de pacientes: assintomáticos, pré-sintomáticos, sintomáticos e ambiental. Então, foi definida a curva de infecciosidade de cada categoria. Só a partir daí foi calculado o impacto que o isolamento destas pessoas teria no cenário geral.

Segundo a pesquisa, existem algumas regras que devem ser seguidos para uma implementação ética da intervenção com uso do aplicativo, como a supervisão de um painel inclusivo e transparente; a publicação dos princípios éticos que guiariam a intervenção; garantias de equidade no acesso a tratamentos; uso de algoritmos transparentes e auditáveis; e que seja feita uma vistoria cuidadosa para garantia do sigilo dos dados. 

Para acessar a pesquisa completa (em inglês) basta clicar aqui.