As ‘fazendas de cadáveres’ onde corpos se decompõem ao ar livre

Os cemitérios forenses prestam serviços às autoridades que tentam esclarecer os crimes

Os cemitérios forenses prestam serviços às autoridades que tentam esclarecer os crimes
IFAAS/USF

No meio de um gramado há alguns arbustos de aproximadamente um metro de altura.

Eles são um pouco mais altos que os demais, porque o pedaço de terra em que crescem se alimenta de substâncias liberadas por cadáveres humanos que apodrecem por várias semanas.

De longe, o local parece um campo ideal para dar um passeio, mas quando você entra nos arbustos, um forte mau cheiro de morte faz seus olhos lacrimejarem.

O dia está ensolarado e a temperatura chega a 30º – o ar é úmido e pesado.

Neste terreno de pouco mais de um hectare existem 15 corpos humanos espalhados. Eles estão todos nus, alguns trancados em jaulas de metal. Alguns estão cobertos com um plástico azul, outros enterrados e outros diretamente ao ar livre.

Cada corpo forma uma silhueta que parece um montinho de grama morta, mas então, naquele mesmo pedaço de terra, um arbusto vigoroso crescerá, mais alto que os outros.

Erin Kimmerle estuda corpos do momento da morte até restarem apenas os ossos

Erin Kimmerle estuda corpos do momento da morte até restarem apenas os ossos
BBC

Esse local aberto é um laboratório de antropologia forense da Universidade do Sul da Flórida, que opera desde 2017 no condado de Pasco, a 25 minutos da cidade de Tampa.

O campo fica em uma zona rural, próximo de um presídio.

As pessoas comumente chamam o local de “fazenda de cadáveres”, embora os cientistas prefiram chamá-lo de cemitério forense ou laboratório de tafonomia, área da ciência que estuda o que acontece a um organismo após sua morte.

Na verdade, essa “fazenda” inicialmente seria localizada no condado de Hillsborough, a cerca de 80 km de Pasco, mas os vizinhos se opuseram ao projeto porque temiam a desvalorização de suas propriedades diante do fedor de corpos em decomposição.

As críticas a este tipo de laboratório não vêm apenas de pessoas que não querem viver perto de pessoas mortas. Mesmo dentro da comunidade científica há aqueles que são céticos sobre a necessidade e o valor científico das fazendas de cadáveres.

Mas como são essas fazendas, para que servem e por que geram tanta controvérsia?

Alguns dos corpos são protegidos por gaiolas para evitar que sejam alvos de aves de rapina Corpos em decomposição

Alguns dos corpos são protegidos por gaiolas para evitar que sejam alvos de aves de rapina Corpos em decomposição
BBC

A fazenda de cadáveres da Universidade do Sul da Flórida é uma das sete existentes nos Estados Unidos. Também há algumas na Austrália. Países como Canadá e Reino Unido têm planos para abrir seus primeiros campos do tipo neste ano.

Os cadáveres que estão na fazenda da universidade americana são de pessoas que antes de morrer decidiram doar voluntariamente seus corpos para a ciência. Em outros casos, são os parentes do falecido que decidem dar o corpo à perícia.

O objetivo principal desses lugares é entender como o corpo humano se decompõe e o que acontece no ambiente que o rodeia durante esse processo.

A compreensão desse processo fornece dados para a resolução de crimes ou para a melhora das técnicas de identificação de pessoas.

“Quando alguém morre ocorrem muitas coisas ao mesmo tempo (no corpo)”, diz Erin Kimmerle, diretora do Instituto de Antropologia Forense da Universidade do Sul da Flórida. “Ocorre desde a decomposição natural, até a chegada de insetos e mudanças na ecologia.”

Os dados coletados pela perícia são úteis na reconstrução de cadáveres não identificados

Os dados coletados pela perícia são úteis na reconstrução de cadáveres não identificados
BBC

Kimmerle e sua equipe consideram que a melhor maneira de entender o processo de decomposição é observá-lo em tempo real, com corpos reais em um ambiente real. Segundo Kimmerle, em geral o corpo humano passa por quatro etapas depois da morte.

Na primeira, chamada de “corpo fresco”, a temperatura do cadáver cai e o sangue deixa de circular – ele também se concentra em certas partes do corpo.

Então, durante a “decomposição inicial”, as bactérias começam a consumir os tecidos – a cor da pele também começa a mudar. No terceiro estágio, a “decomposição avançada”, os gases se acumulam, o corpo incha e os tecidos se rompem.

Finalmente, inicia-se a “esqueletização”, que se evidencia pela primeira vez no rosto, nas mãos e nos pés. Em algumas condições de umidade e outros fatores, o corpo pode ser naturalmente mumificado.

Esses estágios, no entanto, são influenciados pelo ambiente em que o corpo está – e isso é de interesse para a ciência forense.

Dados valiosos

Na fazenda, alguns corpos ficam dentro de uma cerca de metal para que animais carnívoros, como aves de rapina, não os ataquem.

A gaiola impede que eles sejam comidos por gambás e abutres, então, a perícia pode estudar como ocorre a decomposição tecidual. Os cientistas também observam a ação dos vermes, que se alimentam dos órgãos internos do cadáver.

 A decomposição dos corpos afeta a terra onde eles se encontram

A decomposição dos corpos afeta a terra onde eles se encontram
BBC

Por outro lado, outros corpos estão totalmente expostos, à mercê dos animais que chegam em bandos. Eles fazem buracos na pele, rasgam músculos e tecidos e até mesmo rodeiam o corpo para comer o máximo que podem.

Enquanto isso, os pesquisadores visitam a fazenda todos os dias para tirar fotos e filmar, observar como a decomposição evolui e comparar o processo de cada um de acordo com as condições do local onde estão.

Geólogos e geofísicos trabalham em conjunto com a perícia para analisar o solo, a água, o ar e a vegetação. Eles estão interessados ​​em saber como as substâncias liberadas pelo corpo mudam as propriedades do local onde ele se decompõe.

“Tentamos obter o máximo de informações de cada indivíduo”, diz Kimmerle.

Quando os corpos já são apenas esqueletos, eles são transportados para o que a perícia chama de “laboratório seco”, onde limpam os ossos e os armazenam para que estejam disponíveis para estudantes e pesquisadores.

Crimes não resolvidos

Os dados coletados por pesquisadores de tafonomia são úteis para investigações de medicina legal e forense.

A maneira pela qual um corpo é decomposto serve para refinar a estimativa de há quanto tempo uma pessoa está morta ou se o corpo foi movido ou enterrado.

Os investigadores recolhem informações para ver como os corpos mudam durante o passar das semanas

Os investigadores recolhem informações para ver como os corpos mudam durante o passar das semanas
BBC

As substâncias que o cadáver libera e o estado do corpo também dão pistas sobre a origem da pessoa. Isso, somado a outros dados genéticos e análise óssea, fornece informações que podem ser aplicadas em casos criminais que ainda não foram resolvidos.

É por isso que parte da missão dessas fazendas é prestar serviços às autoridades que tentam esclarecer homicídios.

Para muitos pode parecer chocante trabalhar diariamente com a morte e ver corpos humanos em um estado que normalmente preferimos esconder.

Para Kimmerle, no entanto, essa questão não é a que causa maior perturbação. “Como profissional da ciência, a gente separa essa conexão”, diz ele, referindo-se ao tabu que muitas vezes acompanha o tema da morte.

“Trabalhamos com muitas investigações de homicídios, então, o maior desafio é encarar histórias realmente trágicas. Para mim, o mais tenebroso é ver o que uma pessoa é capaz de fazer com a outra”, diz Kimmerle.

Ele também afirma que é um desafio confrontar as histórias de famílias que perderam seus filhos 20 ou 30 anos atrás e ainda estão procurando por seus restos mortais.

Para ela, seu trabalho faz sentido na medida em que ajuda a esclarecer alguns dos quase 250 mil crimes não resolvidos que existem nos Estados Unidos desde 1980.

Os geólogos coletam amostras de solo para aprender como sua composição muda com as substâncias liberadas pelos cadáveres humanos

Os geólogos coletam amostras de solo para aprender como sua composição muda com as substâncias liberadas pelos cadáveres humanos
BBC
De onde vêm os cadáveres?

Desde a sua inauguração em outubro de 2017, o cemitério forense recebeu 50 corpos de doadores e tem uma lista de 180 pré-doadores, isto é, pessoas vivas que já decidiram que quando morrerem querem se entregar, literalmente, à ciência.

Os doadores são em sua maioria idosos que já estão planejando seus últimos anos de vida.

“É como planejar sua profissão post-mortem”, diz Kimmerle. “É como se os doadores ajudassem a resolver crimes após a morte.”

Entre as restrições que existem para doar o corpo estão doenças infecciosas que possam colocar em risco as pessoas que posteriormente estudarão o corpo.

Uma ciência emergente

As fazendas de cadáveres fornecem dados para a ciência, mas também têm limitações.

Patrick Randolph-Quinney, um antropólogo biológico da Universidade Central de Lancashire, no Reino Unido, se diz a favor deste tipo de laboratório, mas afirma que as pesquisas na área ainda são uma ciência emergente.

Alguns cientistas têm críticas à existência dos cemitérios forenses

Alguns cientistas têm críticas à existência dos cemitérios forenses
BBC

“O problema com essas instalações abertas é que existe uma série de variáveis que não se pode controlar, mas apenas monitorar”, disse Randolph-Quinney à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

“Isso torna os dados que eles produzem muito mais difíceis de interpretar, porque eles não se prestam facilmente para fazer previsões.”

Para o antropólogo, o desafio dos cemitérios forense é encontrar novos padrões para coletar informações e compartilhá-las com outros pesquisadores para obter resultados de maior significância estatística.

Sue Black, antropóloga forense da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, também expressa suas reservas. Em um artigo na revista Nature, Black questiona o valor científico dessas fazendas, já que seus estudos são baseados em pequenas amostras e resultados altamente variáveis.

A revista também cita um livro que Black publicou em 2018, no qual ela se refere às fazendas de cadáveres como “um conceito espantoso e macabro”.

Kimmrle, por sua vez, vê um futuro promissor para esses laboratórios e acredita que no futuro haverá novas unidades ao redor do mundo.

“Quem entende esse tipo de pesquisa, a profundidade delas e sua importância em aplicações práticas, verá que elas são muito necessárias”, conclui Kimmerle.

Ministério da Cultura italiano cede obras para o Museu Nacional 

Incêndio em setembro de 2019 destruiu o Museu Nacional

Incêndio em setembro de 2019 destruiu o Museu Nacional
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil 19.06.2019

O Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, com o auxílio do Ministério de Bens e Atividades Culturais da Itália, a Embaixada da Itália em Brasília e o Consulado Geral da Itália do Rio, irão ceder obras de arte ao Museu Nacional.

Nesta quarta-feira (19) acontece o Simpósio Internacional “O museu como laboratório: entre memória, sustentabilidade e inovação”, que reúne diretores, pesquisadores e gestores dos principais museus do Brasil e da Itália.

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“É um momento muito importante para as relações bilaterais entre a Itália e o Brasil. O anúncio desta cooperação testemunha não apenas a grande atenção da Itália para assuntos relativos à preservação do patrimônio artístico-cultural, especificamente para a reconstituição do acervo do Museu Nacional, como também o desenvolvimento de relações futuras que abrangem também outros âmbitos econômicos entre Itália e Brasil”, afirma Antonio Bernardini, embaixador da Itália no Brasil.

O Ministério da Cultura italiano irá colobarar também na restauração de uma Koré, uma importante estátuta feminina grega, encontrada em 1853 em um túmulo, durante as primeiras escavações conduzidas por Teresa Cristina e que foi quebrada no incêndio.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

O mistério dos tênis Nike surgindo em praias da Europa e do Caribe


Tracey Williams

Das Bahamas à Irlanda, centenas de calçados sem dono apareceram, no ano passado, em praias, depois de terem sido levados por correntes marítimas.

Cientistas estão interessados em entender como e por que esses calçados apareceram em ilhas e praias de diferentes países, como Irlanda, Escócia, França e Portugal.

Em setembro de 2018, Gui Ribeiro começou a perceber itens pouco usuais aparecendo terra firme nos Açores, território português no meio do Atlântico.

No início, apareciam em menor número. Pareciam ter sido perdidos por pessoas que por ali passaram ou simplesmente parte do lixo que ameaça os oceanos do mundo.

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Mas logo ficou claro que os calçados que chegaram nos Açores era parte de algo maior.

Tênis, chinelos e vários outros tipos de calçados estavam aparecendo com uma certa regularidade diferente do material depositado pela maré.

Além disso, eram sempre da mesma marca, do mesmo estilo e, no caso de alguns tênis, com a mesa data de fabricação impressa na língua. E parecia que os calçados jamais haviam sido usados.

Um dos quase 100 tênis da Nike encontrados na costa da Irlanda por Liam McNamara

Um dos quase 100 tênis da Nike encontrados na costa da Irlanda por Liam McNamara
Liam McNamara

Gui Ribeiro recolheu 60 tênis da Nike, além de calçados de outras marcas.

A notícia dos achados se espalhou.

Mistério se avoluma

Sete meses depois, algo parecido aconteceu no Reino Unido. Na Cornualha, a mais de 2 mil quilômetros dos Açores, Tracey Williams percebeu algo muito parecido.

“Um amigo da Irlanda me perguntou se eu tinha encontrado algum (calçado)”, conta Williams. “Saí no dia seguinte e encontrei alguns.”

Williams explica que faz parte de uma rede de pessoas que limpam a praia ou percorrem o litoral em busca de objetos com algum valor e que se comunica.

“Então, se um determinado item estiver sendo lavado (pela maré), nós rapidamente descobrimos e vamos à procura”, conta.

Assim como aconteceu nos Açores e no sudoeste da Inglaterra, calçados também foram encontrados nas Bahamas, Bermudas, Ilhas Orkney, na Escócia, Ilhas do Canal e na Bretanha.

Acredita-se que a fonte desses sapatos seja um único navio.

O fabricante desse chinelo disse que teve produtos perdidos do navio Maersk Shanghai

O fabricante desse chinelo disse que teve produtos perdidos do navio Maersk Shanghai
Tracey Williams

Gui Ribeiro diz que tudo indica que se tratam de 70 a 76 contêineres que caíram do navio Maersk Shanghai.

No ano passado, o Maersk Shanghai – uma embarcação de 324 metros capaz de transportar mais de 10 mil contêineres – viajava pela costa leste dos EUA, de Norfolk, no Estado da Virgínia, até Charleston, na Carolina do Sul.

Na tarde do dia 3 de março de 2018, próximo à costa da Carolina do Norte, o navio enfrentou uma tempestade. Enquanto encarava ventos fortes e um mar agitado, uma pilha dos ontêineres que carregava caiu no mar.

À época, aeronaves foram enviadas para localizar a carga e localizaram nove contêineres boiando, mas sete deles afundaram.

Prejuízo à vida marinha

Não é possível afirmar com certeza se todos os calçados encontrados praias fazem parte da carga do Maersk Shanghai – o responsável pela embarcação, a empresa Zodiac Maritime, não respondeu às perguntas da BBC sobre o assunto. A Nike também optou por não comentar.

Mas outras duas marcas, a Triangle e a Great Wold Lodge, confirmaram que os exemplares recuperados estavam originalmente no navio.

Mapa onde calçados foram encontrados

Mapa onde calçados foram encontrados
BBC

Gui Ribeiro não é o único entre os que limpam praias convencido de que os calçados estavam na embarcação.

Liam McNamara, da costa oeste da Irlanda, encontrou “mais de 100” sapatos, a maioria deles tênis da Nike. Para ele, é quase certo que vieram do Maersk Shanghai.

“Estavam aparecendo em tudo quanto é lugar”, diz McNamara

Mas qual é o impacto de acontecimentos como esses?

“Não importa se estiver no fundo do mar ou na praia, vai ter impacto prejudicial à vida marítima”, diz Lauren Eyles, da Sociedade de Conservação Marinha.

“Os sapatos vão liberando microplásticos ao longo dos anos, o que tem um impacto na natureza.”

 

Mapa das correntes marítimas

Mapa das correntes marítimas
BBC
Mapeando as correntes

 

As estimativas variam, mas acredita-se que 10 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos todos os anos.

Questionada qual o tamanho do impacto dos contêineres na poluição, Eyles diz não ser possível saber. “Não acho que exista dado suficiente para chegar a uma conclusão”, explica.

O World Shipping Council, que representa a indústria de transporte marítimo internacional, estima que dos 218 milhões de contêineres transportados anualmente, apenas 1 mil caem no mar. Mas Curtis Ebbesmeyer, oceanógrafo que trabalhou com a Nike ajudando a limpar um “derramamento de calçados” da empresa no mar no início dos anos 1990, acredita que esse número seja maior.

“É um número que a indústria gosta de contestar”, diz Curtis Ebbesmeyer. “Acho que são milhares de contêineres todos os anos. A pergunta tem de ser: o que realmente está dentro deles?”

Mas Ebbesmeyer diz que é possível estimar quantos calçados podem ter caído no mar.

Além de causar danos ambientais, derramamentos de cargas ajudam a entender melhor como funcionam nossos oceanos e as correntes marítimas

Além de causar danos ambientais, derramamentos de cargas ajudam a entender melhor como funcionam nossos oceanos e as correntes marítimas
Tracey Williams

 Ele diz que um contêiner pode carregar cerca de 10 mil tênis. “Se você fala em 70 contêineres multiplicado por 10 mil, isso dá o total (de 700 mil) que pode estar por aí.”

Mapeando as correntes

Além dos danos ambientais, cientistas podem aproveitar esses incidentes para entender melhor como funcionam nossos oceanos e as correntes marítimas.

Embora muitos dos sapatos que caíram do Maersk Shanghai tenham aparecido em praias, é muito provável que outros estejam dando voltas no oceano Atlântico Norte, presos em uma rede de correntes poderosas.

É possível dizer quão rápido as correntes estão se movendo a partir de onde e quando os sapatos aparecerem, explica Ebbesmeyer.

“Se eles tiverem percorrido a metade do caminho [da Carolina do Norte ao Reino Unido] em pouco mais de um ano, serão necessários cerca de três anos para percorrer o Atlântico Norte. Esse é o período orbital típico, mas isso não tem sido muito estudado por oceanógrafos de uma forma geral”, afirma o oceanógrafo.

Ebbesmeyer diz ainda que o formato dos calçados parece indicar onde eles vão parar.

“Tênis do pé esquerdo e do direito flutuam com orientação diferente em relação ao vento”, explica ele. “Então, quando o vento sopra sobre eles, eles vão para lugares diferentes. Em algumas praias, você tende a pegar o tênis esquerdo e, em outros, você pega o direito.”

Ebbesmeyer diz que mais poderia ser feito para impedir casos como este.

“Demora 30, 40, 50 anos para o oceano se livrar dessas coisas”, diz.

Tracey Williams limpa a praia perto da casa dela todos os dias

Tracey Williams limpa a praia perto da casa dela todos os dias
Tracey Williams

 Ele afirma que empresas apostam que as pessoas vão simplesmente se esquecer desses incidentes, mas seus produtos continuarão vagando pelos mares. “Como a gente responsabiliza as empresas? Nesse momento, não há responsabilização.”

Parte do problema é que as companhias de navegação só têm que relatar contêineres perdidos se eles tiverem potencial para se tornar um perigo para outros navios ou carregarem substâncias consideradas “prejudiciais ao meio ambiente marinho”, como produtos químicos corrosivos ou tóxicos.

Enquanto a Sociedade de Conservação Marinha diz que produtos como tênis podem ser prejudiciais aos ambientes marinho, eles não são considerados perigosos o suficiente para forçar as empresas a notificar sobre os incidentes.

A Organização Marítima Internacional, órgão das Nações Unidas de regulação da navegação, informou à BBC News que reconhece a necessidade de se fazer mais para identificar e comunicar contêineres perdidos. Esclareceu ainda que “adotou um plano de ação para lidar com lixo plástico marinho de navios”.

Para Tracey Williams, da Cornualha, que limpa as praias perto da casa dela, não há solução simples.

Ninguém quer seus produtos espalhados pelas praias e poluindo o oceano, diz ela. “Mas acho que seria bom se as empresas fossem mais abertas sobre as cargas derramadas.”

“Essas coisas vão acontecer, mas não parece haver responsabilização alguma quando acontece”, acrescenta McNamara. “No final das contas, as companhias de navegação devem ser responsabilizadas.”

A fotógrafa que retrata as árvores mais antigas do mundo

A fotógrafa Beth Moon se dedica há 20 anos a fotografar árvores antigas em seu projeto Portraits of Time

A fotógrafa Beth Moon se dedica há 20 anos a fotografar árvores antigas em seu projeto Portraits of Time
BBC NEWS BRASIL/Beth Moon

A fotógrafa americana Beth Moon, de 63 anos, vivia em Londres em 1999, quando, durante uma viagem pelo interior, uma enorme árvore no jardim de uma igreja chamou sua atenção.

Era um teixo com tronco de mais de dez metros de circunferência e uma idade estimada em 1,5 mil anos. “Fiquei impressionada e intrigada. Não tinha ideia de que árvores podem viver por tanto tempo”, diz Moon.

Este foi o ponto de partida para o projeto mais longo de sua carreira, iniciado naquele mesmo ano. No trabalho batizado de Portraits of Time (Retratos do Tempo, em tradução livre), ela se dedica a fotografar árvores antigas.

A busca de Moon por estes exemplares já a levou a rodar por Ásia, Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e África.

Ela conta que muitas das árvores que fotografou têm uma história interessante, como o carvalho Rainha Elizabeth. Ele foi batizado em homenagem à rainha Elizabeth 1ª, porque a monarca costumava tomar chá sob ele, diz Moon.

Na África, Moon escolheu fotografar árvores em meio às estrelas após estudar sobre a influência do cosmos no crescimento destas plantas

Na África, Moon escolheu fotografar árvores em meio às estrelas após estudar sobre a influência do cosmos no crescimento destas plantas
BBC NEWS BRASIL/Beth Moon

Outro exemplo que a marcou foi a um enorme baobá chamado Sagole, o maior exemplar da espécie na África do Sul. “Ele era usado como esconderijo por pessoas que lutavam contra o apartheid nos anos 1970”, afirma a fotógrafa.

O que define uma árvore antiga?

Moon explica que a definição de “antiga” varia de acordo com cada espécie de árvore. O termo é aplicado a um carvalho quando ele tem de 600 a 900 anos de idade, diz a fotógrafa.

“Eles raramente vivem mais que mil anos. Carvalhos com 300 a 600 anos de idade são chamados de veteranos.”

Mas outras árvores vivem por muito mais tempo do que isso, segundo Moon, como o pinheiro bristlecone, sequóias e baobás, por exemplo. “Estas árvores crescem por mais de 1 mil anos, e algumas delas, chegam a 4 mil anos.”

Moon explica que a definição de 'antiga' varia de acordo com cada espécie de árvore

Moon explica que a definição de ‘antiga’ varia de acordo com cada espécie de árvore
BBC NEWS BRASIL/Beth Moon

Moon diz que baseia seu trabalho em uma extensa pesquisa em que conjuga livros de botânica com obras de história. Por vezes, recebe dicas de viajantes que conheceram árvores antigas ao rodar pelo mundo.

Ela escolhe as árvores que fotografa com base em alguns critérios, como sua idade, tamanho excepcional ou interesse histórico.

Noites de diamante

“Em 2013, eu soube de dois estudos científicos que relacionavam o tamanho das árvores à luz das estrelas, e achei essa sinergia muito intrigante”, diz Moon.

Ela se refere ao trabalho de pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que mostrou que árvores crescem mais em locais onde níveis maiores de radiação cósmica atingem a superfície do planeta.

Os cientistas concluíram que isso tem um impacto maior sobre o tamanho de uma árvore que a média de temperatura anual ou de chuvas.

A fotógrafa faz um alerta: grandes árvores antigas estão padecendo diante das mudanças climáticas

A fotógrafa faz um alerta: grandes árvores antigas estão padecendo diante das mudanças climáticas
BBC NEWS BRASIL/Beth Moon

Moon também usou como referência o livro Vortex of Life (Vortex da Vida, em tradução livre), em que o matemático Lawrence Edwards mostra como botões das árvores mudavam de forma e tamanho em ciclos regulares durante todo o inverno em correlação direta com a movimentação da Lua e dos planetas.

Nesta época, ela estava planejando uma viagem à África e decidiu incluir essa descoberta em suas fotografias na série Diamond Nights (Noites de Diamante, em tradução livre), em que retratou grandes árvores em locais remotos do continente africano, em noites sem lua, para que a luz das estrelas ficasse evidente nos retratos.

'Testemunhar a morte de algumas de nossas árvores mais antigas é não só inesperado, mas devastador', diz Moon

‘Testemunhar a morte de algumas de nossas árvores mais antigas é não só inesperado, mas devastador’, diz Moon
BBC NEWS BRASIL/Beth Moon

Foi também na África que ela descobriu um fato sobre as árvores antigas que a deixou preocupada. Nos países mais ao sul, diz a fotógrafa, elas sofreram com a ocorrência de menos chuvas e o aumento das temperaturas por conta das mudanças climáticas.

“Grandes baobás, muitas vezes reverenciados pelos locais e considerados sagrados, que servem como o ponto central de um vilarejo ou um ponto de encontro, simplesmente desabaram”, diz Moon.

“Quando comecei esse projeto, pensava nestas árvores como seres fortes e resistentes, quase imortais, e testemunhar duas décadas depois a morte de algumas de nossas árvores mais antigas é não apenas inesperado, mas devastador.”

Apple quer tirar até 30% de sua produção da China, diz jornal


Jason Lee/Reuters – 14.12.2018

A Apple pediu a seus principais fornecedores que avaliem as implicações de custos de transferir entre 15% e 30% de sua capacidade de produção da China para o Sudeste Asiático, conforme se prepara para uma reestruturação de sua cadeia de fornecimento, publicou o jornal Nikkei Asian Review nesta quarta-feira (19).

O pedido da Apple foi resultado da disputa comercial sino-americana, mas uma resolução comercial não levará a uma mudança na decisão da empresa, disse o Nikkei, citando várias fontes.

A fabricante do iPhone decidiu que os riscos de depender fortemente de fabricação na China são grandes demais e até mesmo crescentes.

As principais fábricas do iPhone, Foxconn, Pegatron, Wistron, a maior fabricante dos computadores MacBook, Quanta Computer, a montadora de iPads, Compal Electronics, e as produtoras dos Airpods, Inventec, Luxshare-ICT e Goertek foram convidadas a avaliar opções fora da China, informou o Nikkei.

Os países considerados incluem México, Índia, Vietnã, Indonésia e Malásia. Índia e Vietnã estão entre os favoritos para smartphones, disse o Nikkei, citando fontes.

Analistas da Wedbush Securities disseram que, no melhor dos casos, a Apple poderia movimentar de 5% a 7% de sua produção de iPhone para a Índia nos próximos 12 a 18 meses.

Dada a complexidade e a logística envolvidas, o jornal publicou que levaria pelo menos 2 a 3 anos para transferir 15% da produção de iPhones da China para outras regiões.

“Acreditamos que tudo isso é um jogo de pôquer e a Apple não diversificará a produção da China da noite para o dia e certamente um acordo de longo prazo entre EUA e China é fundamental para Tim Cook, presidente-executivo da Apple, dormir bem à noite”, disseram analistas da Wedbush.

Um prazo não foi definido para os fornecedores finalizarem suas propostas comerciais, disse o Nikkei, acrescentando que levaria pelo menos 18 meses para começar a produção depois de escolher um local.

(Por Sathvik N)

Sudeste Asiático ignora “Guerra Fria” do 5G entre EUA e Huawei

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A maioria dos países do Sudeste Asiático está ignorando a “Guerra Fria” do 5G, na qual os Estados Unidos iniciaram uma campanha contra o grupo chinês Huawei por considerá-lo uma ameaça para a segurança.

Países como Tailândia, Singapura e Indonésia se declararam neutros e a gigante chinesa desponta como um dos arquitetos da rede de telefonia 5G nesta região de mais de 600 milhões de habitantes, com exceção do Vietnã.

Outras empresas que trabalham no desenvolvimento do 5G no sudeste da Ásia são a chinesa ZTE, a finlandesa Nokia e a sueca Ericsson.

“Certamente, a pressão aumentou entre os países do Sudeste Asiático para que escolham um lado na crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China em várias frentes”, explicou à Agência Efe Gwen Robinson, pesquisadora do Instituto de Segurança e Estudos Internacionais da Universidade de Chulalongkorn, em Bangcoc.

Para Gwen, a exigência dos Estados Unidos para que outros países rejeitem a tecnologia da Huawei está criando a impressão de uma espécie de “Guerra Fria 2.0”, inclusive com uma nova versão do veto tecnológico americano à antiga União Soviética.

As vantagens econômicas e tecnológicas do 5G da Huawei prevalecem sobre as “preocupações de cibersegurança” no Sudeste Asiático, o que pode minar os objetivos americanos, acrescentou a pesquisadora, que também é jornalista do “Nikkei Asian Review”.

O 5G, que é pelo menos 20 vezes mais rápido do que o 4G, promete transformar a economia e a sociedade ao acelerar a robotização, a internet das coisas, a inteligência artificial e os veículos do futuro. Já no ano passado, Austrália e Nova Zelândia excluíram a Huawei do desenvolvimento das suas redes 5G por razões de segurança devido à sua proximidade com o governo chinês.

Segundo os Estados Unidos, a Huawei trabalha com o exército e o governo da China e criou camadas ocultas em seus aparelhos para espionar os rivais de Pequim, o que foi negado categoricamente pela multinacional chinesa.

Por este motivo, o governo americano colocou a empresa em uma “lista negra”, o que a proíbe de ter relações comerciais com companhias dos Estados Unidos, e iniciou uma campanha para convencer seus aliados a também vetarem a empresa. O Japão foi o último país a aderir o veto à Huawei. Por outro lado, a Malásia continuará comprando equipamentos da Huawei e alertou que as disputas entre Estados Unidos e China podem gerar um conflito militar.

“Sim, pode ser que haja espionagem. Mas o que há para espionar exatamente na Malásia? Somos um livro aberto”, disse com certa ironia o primeiro-ministro malaio, Mahathir Mohamad, em um fórum econômico em Tóquio realizado em maio.

Com uma postura parecida, Singapura preferiu ser “objetiva” e não vetar a Huawei, enquanto as autoridades tailandesas defenderam a “neutralidade” e o ministro de Comunicação da Indonésia, Rudiantara, disse em fevereiro que seu país não pode ser “paranoico” a respeito da fabricante chinesa.

“Os países asiáticos não deixarão a Huawei e a eletrônica chinesa”, disse à Agência Efe Thirachai Phuvanatnaranubala, que foi ministro da Economia da Tailândia entre 2011 e 2012.

Para ele, a Tailândia não deveria se juntar ao veto americano, já que limitaria as opções do país. Em sua opinião, a empresa está “claramente à frente” na corrida do 5G e oferece os preços mais competitivos.

Em abril, a Huawei assinou um acordo com o Camboja para desenvolver a rede de 5G em 2020 e está em negociações em outros países da região, entre eles Tailândia e Filipinas, tradicionais aliados dos Estados Unidos.

Na Tailândia, a empresa chinesa está trabalhando em um projeto-piloto junto com a Comissão Nacional de Telecomunicações e a Universidade de Chulalongkorn.

As duas únicas operadoras de telefonia celular das Filipinas, a Globe e a PLDT, se comprometeram a diversificar seus provedores de hardware para evitar se envolver na disputa entre a China e Estados Unidos e contam com a Huawei para lançar suas redes 5G.

As autoridades filipinas também assinaram um acordo com a China Telecom e a Huawei para a criação de um sistema de vídeo vigilância nas regiões metropolitanas de Manila e Davao, avaliado em 20 bilhões de pesos filipinos (cerca de R$ 1,5 bilhão), para reduzir os índices de criminalidade e melhorar a resposta em situações de emergência.

Tanto a fabricante chinesa quanto a americana Qualcomm estão promovendo sua tecnologia 5G na Indonésia, embora o país ainda não tenha anunciado acordos com nenhuma empresa.

O regime comunista do Vietnã parece querer seguir seu próprio caminho, com a liderança da Viettel, propriedade do exército, que está desenvolvendo sua própria tecnologia 5G e nas últimas semanas realizou testes visando o grande lançamento no ano que vem.

A rejeição do Vietnã à Huawei pode estar ligada, segundo vários analistas, ao tradicional receio vietnamita em relação à China (apesar da proximidade ideológica), e à sua intenção de desenvolver suas próprias tecnologias e se transformar em uma potência regional no setor, independentemente da China.

Descoberta nova espécie de verme que tem olhos na cabeça e no traseiro

O verme foi encontrado durante uma pesquisa realizada em uma área protegida das Ilhas Shetland

O verme foi encontrado durante uma pesquisa realizada em uma área protegida das Ilhas Shetland

NATIONAL MUSEUMS SCOTLAND/ BBC Brasil

Uma nova espécie de verme que tem olhos na cabeça e também no traseiro foi descoberta no mar da Escócia.

Os cientistas encontraram o animal durante uma pesquisa na Área Marinha Protegida de West Shetland Shelf.

Com apenas 4 milímetros de comprimento, ele foi descoberto em uma parte inexplorada do fundo do mar da vasta área protegida.

O verme marinho recebeu o nome científico de Ampharete oculicirrata.

A pesquisa foi conduzida pelo Joint Nature Conservation Committee (JNCC), a Marine Scotland Science, divisão científica da marinha escocesa, e a consultoria ambiental Thomson Environmental Consultants.

O verme coletado durante a exploração do fundo do mar faz parte agora do acervo do Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo.

“O fato de ter sido encontrado em uma profundidade relativamente rasa, relativamente perto da costa escocesa, mostra que ainda há muito para se aprender sobre as criaturas que vivem em nossas águas”, afirmou Jessica Taylor, do JNCC.

“Estou animada com as futuras pesquisas da JNCC e da Marinha da Escócia e o que elas podem revelar. É ótimo que espécimes da nova espécie tenham sido adquiridas pelo Museu Nacional da Escócia e estejam disponíveis para futuros estudos.”

Ilha pretende abandonar os relógios e acabar com o conceito de tempo

População da Sommarøy pretende abandonar os relógios

População da Sommarøy pretende abandonar os relógios
Reproução/Facebook – Free Time Zone

A população de pouco mais de 350 pessoas que vive na ilha de Sommarøy, na Noruega, iniciou uma campanha para ser único lugar do planeta a abolir a noção de tempo.

Por estar localizada além do Círculo Polar Ártico, o local tem logos períodos do ano que são vem diferentes do habitual em outras partes do globo. 

De maio até julho, o Sol não se põe nunca e segue brilhando no céu por 69 dias seguidos. No período de inverno, de novembro a janeiro, a situação se inverte e as noites são intermináveis.

Por essa peculiaridade, existe o movimento dos moradores que considera o relógio algo incompatível com o estilo de vida na ilha.

noruega

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Gøran Mikkelsen

“Por que precisamos de tempo e relógios quando não há noite?”, questiona a página do movimento no Facebook. “Por que não terminamos de sair do tempo, jogamos fora todos os relógios e esquecemos deles? A vida seria muito mais fácil”.

Em 13 de junho, a população entregou uma petição a um membro do parlamento norueguês para discutir os desafios de colocar a ideia na prática.

Sommarøy poderá atrair turistas que buscam um experiência inédita

Sommarøy poderá atrair turistas que buscam um experiência inédita
Reprodução~/Facebook Free Time Zone

Além de flexibilizar as atividades cotidianas em Sommarøy, a novidade deve também chamar a atenção dos turistas para viver uma experiência única.

A ideia é que os visitantes deixem seus relógios presos na ponte que liga a ilha ao continente. Assim como acontece em pontes pelo mundo onde os visitantes colocam cadeados na estrutra. 

Cobra gigante é flagrada engolindo um crocodilo inteiro de uma só vez

Uma cobra píton foi flagrada no exato momento em que se alimentava de um crocodilo

As cobras dessa espécie atingem até quatro metros de comprimento e podem se alimentar de animais bem maiores que seu corpo

Antes de começar a engolir, a cobra ataca e mata por asfixia enrolado seu logo corpo ao redor da presa

Uma característica dessas cobras é conseguir deslocar o maxilar para engolir animais grande

Apesar do crocodilo também ser um predador voraz, o ataque de cobras contra esses animais é natural da cadeia alimentar na natureza

O fotógrafo conseguiu flagrar até mesmo os momentos finais da presa antes de descer pela boca da cobra

O corpo do crocodilo de água doce foi todo engolido de uma só vez

Após a refeição, a cobra fica com uma espessura muito maior do que o seu normal

As fotos foram tiradas pelo ambientalista Martin Muller foram publicada pelo perfil do GG Wildlife Rescue no Facebook

O encontro inusitado de Muller com os animais aconteceu em um pântano em Mount Isa, no estado de Queensland, na Austrália

Youtuber corta um carro elétrico de R$ 200 mil para criar caminhonete

A youtuber Simone Giertz decidiu não esperar o bilionário Elon Musk lançar a caminhonete elétrica da Tesla e criou o seu próprio modelo

Simone juntou um grupo de amigos para cortar a carroceria e fazer algumas adaptações para transportar carga em uma caçamba

O Model3 foi o carro escolhido para passar pela transformação. A versão mais cara desse veículo custa mais de R$ 200 mil nos EUA, segundo o site da montadora

Antes de começar o projeto, foi preciso desmontar toda a parte interna do veículo e deixar apenas a carroceria 

O teto panorâmico do Model 3 também precisou ser retirado para que fosse construída a caçamba 

A transformação exigiu mais do que as serras adequadas e um pouco de força. Foi preciso também reforçar a estrutura

O grupo construiu uma estrutura com barras de ferro que foi instalada na parte interna do veículo para garantir um pouco mais estabilidade e segurança

O Acabamento da caçamba foi feito como uma chapa de madeira que criou uma espécie de piso

Ao final do projeto, a youtuber ainda instalou uma estrutura de ferro e colocou luzes no teto da nova cabine para dar um ar mais aventureiro ao novo carro

Para comemora resultado, toda a equipe gravou um comercial falso no estilo cowboy norte-americano