Itália ultrapassa barreira das 8 mil mortes por coronavírus

Caixões com vítimas de covid-19 são levados ao crematório em Ferrara, na Itália

Caixões com vítimas de covid-19 são levados ao crematório em Ferrara, na Itália
Sergio Pesci / EFE-EPA – 25.3.2020

O número de mortos por covid-19 na Itália chegou hoje a 8.165, com o registro de mais 662 vítimas fatais da doença provocada pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. O número é menor que nos dois dias anteriores.

No entanto, os casos positivos voltaram a crescer após quatro dias de queda e atualmente são 62.013, depois de contabilizar 4.492 em apenas um dia. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (26) pela Proteção Civil.

O novo aumento no número de infecções diárias deve-se principalmente à Lombardia, a região mais afetada, onde mais de 2.500 novos casos foram confirmados nas últimas 24 horas.

Dos mais de 62 mil pacientes positivos, 3.612 estão em unidades de terapia intensiva, enquanto mais de 33.500 estão em isolamento domiciliar e um total de 24.753 estão hospitalizados.

Fim da tendência de queda das infecções

O aumento no número de novas infecções interrompeu a tendência de queda dos últimos quatro dias, que, segundo o diretor adjunto de proteção civil da Itália, Agostino Miozzo, podem ser devidos a um “acúmulo de testes que foram feitos nos últimos dias e foram contabilizados hoje”.

“É uma hipótese que temos que verificar nos próximos dias, mas há uma coisa clara: esse tipo de pandemia não tem uma solução mágica e imediata”, enfatizou. “O importante é que a velocidade da curva de transmissão pareçe estar desacelerando.”

O vice-diretor adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ranieri Guerra, apontou que as medidas restritivas impostas pelo governo para manter as pessoas em casa “parecem estar funcionando”. “É importante não baixar a guarda, parar a curva. Nos próximos dias, esperamos ter uma queda sustentada na série”, disse ele.

A Proteção Civil italiana enfatizou que, até que o vírus seja controlado, não é aconselhável suspender as medidas de isolamento, porque o contágio é muito rápido.

Um dos grupos mais expostos são os profissionais de saúde, para os quais o representante da OMS pediu garantia de máscaras, equipamentos de proteção e testes suficientes para verificar em todos os momentos se estão infectados. Até agora, mais de 5 mil profissionais de saúde já testaram positivo na Itália.

Ajuda da China, Cuba e Rússia

Especialistas e médicos da China, Cuba e Rússia vieram à Itália para ajudar nessa emergência e uma equipe de profissionais de saúde da Alemanha se juntará a eles em breve, confirmou a Proteção Civil.

Nas últimas horas, vários médicos italianos foram temporariamente transferidos para hospitais em Bergamo e Brescia, na Lombardia, e em Piacenza, em Emilia Romagna, para apoiar profissionais que cuidam de pacientes nesses centros.

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