Igor Cássio marca primeiro como profissional, decide para o Botafogo, e realiza ‘sonho de criança’

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O primeiro gol de Igor Cássio com a camisa do Botafogo foi também o gol da vitória alvinegra sobre o CSA, por 2 a 1, nesta segunda-feira. O míssil de pé esquerdo do atacante, aos 23 minutos do segundo tempo, após grande lançamento do zagueiro Gabriel, deixou a equipe de General Severiano com 33 pontos, a cinco da zona de rebaixamento.

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Após o jogo, válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 18, que saiu do banco para decidir a partida no Nilton Santos, falou sobre a sensação de marcar pela primeira vez.

– Agradeço a Deus e à minha família, que veio em peso hoje. Pude presenteá-los com esse gol. É um sonho de criança, poder fazer meu primeiro gol com a camisa do Botafogo. Passei por muitas dificuldades, mas consegui superar e hoje saímos com a vitória. Muito Feliz. Agora é trabalhar mais forte e, quem sabe, teremos outros gols pela frente – disse o Igor Cássio.

O Botafogo volta a campo no próximo domingo, para enfrentar o Grêmio, às 16h, em Porto Alegre, e continuar se afastando da zona da degola.

Carioca de 2020 poderá ter vencedor dos turnos como campeão sem final

O Campeonato Carioca terá uma nova e mais simples fórmula de disputa em 2020. Nesta segunda-feira, em reunião na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, ficou definido que o campeão estadual sairá de um confronto entre os vencedores da Taça Guanabara e da Taça Rio. E se for o mesmo time, ele poderá ficar com a taça sem a necessidade de uma finalíssima.

Isso, aliás, só não ocorrerá em uma situação: se um time tiver somado mais pontos nos dois turnos do Campeonato Carioca do que o vencedor deles. Nesse caso, eles se enfrentarão em finais com jogos de ida e volta. E o campeão dos turnos terá a vantagem de jogar pelo empate no somatório do placar agregado. Já uma decisão entre campeões dos turnos não terá ninguém com qualquer vantagem.

O Campeonato Carioca, assim, também deixa de ter semifinais. Mas a fórmula dos turnos é a mesma das temporadas mais recentes, com os 12 times dividindo em dois grupos. Na Taça Guanabara, os confrontos da fase classificatória serão entre os times dos grupos diferentes. Já na Taça Rio, os duelos são dentro das chaves. Os dois melhores de cada grupo estarão nas semifinais, que ocorrerão em jogos únicos, assim como a decisão.

O Grupo A contará com Flamengo, Botafogo, Bangu, Cabofriense, Boavista e o campeão da seletiva. Já o B terá Vasco, Fluminense, Volta Redonda, Resende, Madureira e o vice da seletiva. Uma novidade será a utilização do VAR nos clássicos, semifinais e finais dos turnos, além das finais do campeonato. E Pelé, assim como ocorreu em 2018, será o embaixador do torneio.

Confira a tabela da primeira rodada da Taça Guanabara:

Vasco x Bangu

Cabofriense x Fluminense

Volta Redonda x Botafogo

2º colocado da seletiva x Flamengo

Madureira x 1º colocado da seletiva

Resende x Boavista

Jorge Jesus, técnico do Fla, faz um bem danado ao futebol brasileiro

Jesus: cobrança dura, elenco sob controle e 'poupança inteligente' de jogadores

Jesus: cobrança dura, elenco sob controle e ‘poupança inteligente’ de jogadores
Flamengo

Quinze vitórias, dois empates e apenas uma derrota no Campeonato Brasileiro de 2019. Quarenta e nove pontos ganhos em 54 disputados. Dez pontos e cinco vitórias à frente do Palmeiras, segundo colocado, e treze pontos e também três triunfos além do Santos, o terceiro. Aproveitamento de 90,74% em 18 rodadas do Brasileirão (no total, incluindo a nove partidas sob o comando de Abel Braga, cai para 79%). E a disputa por um lugar na final da Libertadores, contra o Grêmio, nesta quarta-feira (23), no Maracanã, com a vantagem do empate em 0 a 0.

Eis o saldo impressionante de apenas 120 dias de trabalho do técnico português Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, o Mister Jorge Jesus, à frente do Flamengo. Mister não é nenhum Pep Guardiola, José Mourinho ou Jürgen Klopp. Ainda que seu ótimo desempenho à frente do time mais popular do Brasil possa valorizá-lo por um período, quando retornar a Portugal, será muito pouco provável que o coloque no primeiro time dos grandes treinadores europeus.

Estabelecidas as devidas ressalvas e dimensões, é preciso admitir que JJ é sério, competente e trabalhador. Vem demonstrando uma capacidade invejável de colocar estrelas com salários amazônicos para trabalhar com seriedade profissional, algo cada vez mais raro nas relações entre técnicos brasileiros e seus elencos em clubes onde boleiros costumam bombar ou boicotar treinadores ao sabor do vento.

Conheça alguns pontos que fazem JJ cair nas graças da imprensa e de parte dos torcedores. E, ao mesmo tempo, despertar indisfarçável sentimento de ciúme em parte dos treinadores brasileiros:

Aqui mando eu, ora pois
JJ aparenta ter pleno domínio sobre seu elenco salpicado de estrelas. Interrompe coletivos aos berros para corrigir posicionamento. Dá duras públicas nos atletas quando acha que deve, algumas delas até com aparente exagero. Mas os jogadores parecem entendê-lo. Alvos dos das duas chamadas mais firmes, o volante Willian Arão e o jovem meia-atacante Reinier cobriram o professor de elogios recentemente, e foram igualmente paparicados com palavras pelo comandante. Em um clube como o Flamengo, com seu laissez faire, seu ‘deixe fazer’ histórico, que sempre teve como método passar a mão na cabeça e dar tapinhas nas costas de boleiro, sobretudo quando eles menos merecem, não poderia ter ocorrido coisa melhor.     

O Mister não poupa ninguém
Ninguém é exagero. Mas JJ se recusa a substituir quase todo – ou todo – o time de uma partida para outra, como faz Renato Gaúcho, Felipão e outros técnicos brasileiros. Ótimo: esse exagero de poupa-poupa torra a paciência no Brasil. O português prefere a poupança inteligente: troca dois ou três por jogo quando imagina ser o limite. E, mesmo assim, costuma colocar o atleta “de folga” no banco, como ocorreu com Willian Arão, que entrou no segundo tempo contra o Fluminense.

Jesus, o insaciável
Jesus empurra seu time para espremer o outro nas cordas sempre que possível. Para ele, parece não haver vantagem no placar que justifique pé no freio. Mesmo nos jogos em que o Flamengo abre dois ou três gols de frente, é comum vê-lo à beira do campo empurrando a equipe com gestos firmes. Intensidade do primeiro ao último minuto, algo que na maioria dos casos deixa o adversário tonto, como ocorreu outra vez, no domingo (20), na vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense.

Na minha equipe craque tem que jogar
No Flamengo, ele arrumou lugar para quase todo mundo. Hoje escala Gerson, Everton Ribeiro, Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta juntos. Abel, por exemplo, não pensava assim. Deixava o uruguaio Arrascaeta no banco. É bom ter técnicos com essa preocupação. JJ terá outra ‘dor de cabeça da boa’ até o final da temporada: o meia Diego está recuperado.

O time titular é esse, ó pá
Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian e Gerson; Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta. Se nenhum desses estiver contundido ou punido por suspensão, pode anotar: o time de JJ é esse, ó pá. A coragem e a pouca disposição de poupar jogador sem ter certeza da necessidade devolveram ao torcedor do Flamengo um prazer perdido pela maioria dos rivais: saber escalar seu time do goleiro ao extrema-esquerda na ponta da língua. Não há fanático que não se sinta orgulhoso da atitude.

Por tudo isso, Jorge Jesus merece reconhecimento. Promove uma sacudida positiva no cenário do futebol brasileiro, acomodado, entre outras coisas, pelo comodismo corporativo de seus técnicos. Podem anotar: em 2020 vai ter muita gente poupando menos, adiantando marcação, colocando boleiro para marcar saída… E jogando bola, enfim, e não apenas mergulhada nessa grande retrancona enfadonha que garante aos técnicos e cartolas o sapato folgado para não apertar o calo. Essa moleza com ares de covardia vai acabar.

Reconhecimento dos adversários que gostam de bola, porque, entre a torcida do Flamengo, o “olê, olê, olê, Mister, Mister” já supera até os gritos por muitos craques do time.

 

Botafogo vence o CSA por 2 a 1 e abre distância do Z4 do Brasileirão

Botafogo comemora reencontro com as vitórias

Botafogo comemora reencontro com as vitórias
Vítor Silva/Botafogo

Do uniforme ao estilo de jogo, o Botafogo mostrou um novo visual e venceu o CSA por 2 a 1 nesta segunda-feira (21), no Nilton Santos. No segundo jogo sob o comando de Alberto Valentim, o Glorioso abandonou de vez o ‘barroquismo’ e mostrou um futebol intenso e vertical para respirar na tabela de classificação. Com o resultado, o Alvinegro chega a 33 pontos, abrindo cinco da zona de rebaixamento.

Leia mais: Ceará vence Bahia de virada e sai da zona de rebaixamento

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo. O time de General Severiano vai a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio, às 16h, na Arena. O CSA — que permanece com 26 pontos e fica no Z4 — continua Rio de Janeiro, onde encara o líder Flamengo, às 18h, no Maracanã.

Mão de Valentim
Com uma escalação ofensiva, o Botafogo começou em cima e, aos 20 segundos de partida, já finalizava pela primeira vez, em cabeceio de Rangel que passou perto da trave. Sob nítida influência de seu novo comandante, o Glorioso atuava com boa intensidade, apesar dos erros na resolução das jogadas.

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Ajuda bem-vinda!
Se o volume de jogo não respingava no número de chances claras, o adversário deu uma mão – ou melhor, um pé. Aos 15, Luiz Fernando cruzou da direita, e Castán desviou contra o próprio gol. Era o 1 a 0 de Botafogo elétrico. O mesmo camisa 9, após contra-ataque em três toques do Alvinegro, bateu cruzado, raspando a trave esquerda. A única defesa de Gatito no primeiro tempo veio somente nos acréscimos, após bom chute de longe de Apodi (sempre ele).

Toma lá…
O Glorioso voltou do intervalo marcando território. Aos cinco, Rangel teve chance na pequena área, mas João Carlos pegou à queima roupa. O duelo parecia sob o controle alvinegro até que, aos 19, em disputa de cabeça na área, Yuri, desequilibrado, tocou a mão na bola. Ricardo Bueno bateu firme e Gatito até tocou na bola, que morreu mansa no fundo do gol.

Dá cá!
A resposta dos donos da casa foi imediata. Dois minutos após o empate alagoano, Gabriel fez um lançamento cinematográfico do campo de defesa e achou Igor Cássio na grande área ofensiva. O jovem dominou, fuzilou de pé esquerdo, e marcou seu primeiro gol com a camisa do Botafogo. Aos 33, o CSA perdeu João Vitor, expulso, e ficou entregue ao time de General Severiano, que voltou a triunfar após duas derrotas em sequência no Brasileirão.

BOTAFOGO 2 X 1 CSA

Estádio: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 21/10/2019, às 20h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)
Árbitro de vídeo: Daniel Nobre Bins (RS)
Assistentes de VAR: Vinicius Gomes do Amaral (RS) e Michael Stanislau (RS)
Público e renda: 18.199 presentes / 16.342 pagantes / R$ 334.422,00
Cartões amarelos: Cícero e Rickson (BOT); Carlinhos e João Vitor (CSA)
Cartões vermelhos: João Vitor 33’2ºT

Gols: Luciano Castán, contra 15’1ºT; Ricardo Bueno 21’2ºT; Igor Cássio 23’2ºT

Botafogo: Gatito Fernández; Marcinho, Marcelo Benevenuto (Kanu, intervalo), Gabriel e Yuri; Cícero (Rickson, 29’/2ºT) e João Paulo; Leo Valencia, Diego Souza e Luiz Fernando (Igor Cássio, 19’/2ºT); Victor Rangel. Técnico: Eduardo Barroca

CSA: João Carlos; Dawhan, Alan Costa, Luciano Castán e Carlinhos; Naldo (Celsinho 34’/1ºT), João Vitor e Jonatan Gómez (Ricardo Bueno, 17’/2ºT); Warley, Apodi e Alecsandro (Jarro Pedroso, 31/2ºT). Técnico: Argel Fucks

 

Gabigol e Bruno Henrique: a dupla de artilheiros implacável do Fla

 

Já pensando em 2020, Avaí tem dois nomes como prioridade para o elenco

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Independente se a equipe conseguirá ou não se manter na Série A do Campeonato Brasileiro, o planejamento do Avaí para a temporada 2020 já está sendo delineado pela diretoria do Avaí. E, nesse momento, a ideia é a assegurar a presença de dois nomes na formatação do elenco: o goleiro Vladimir e o atacante Rômulo.

No caso do arqueiro que tem seus direitos ligados ao Santos, na última semana o próprio jogador confessou estar criando uma identificação com a Azzurra e, mesmo que o rebaixamento iminente se concretize, ele tem o desejo de fazer o caminho de volta à elite.

Contudo, prefere não garantir qualquer cenário pelo fato de seu desejo não ser o único a contar dentro das tratativas.

– Houve conversa, no início, mas ainda pertenço ao Santos. Está um pouco delicado. Já externei minha vontade. Independente de continuar na Série A ou não, quero permanecer. Estou criando identificação com o clube. Se acontecer de cair, quero retornar (à Série A) e deixar o time onde encontrei. Não depende só de mim. Do lado de lá houve início de conversa com meu representante. Vou aguardar, esperar o que vão definir – disse na última semana ao portal NSC Total.

No caso do atacante de 24 anos de idade, nesse momento ele está defendendo as cores do Al-Dhafra (Emirados Árabes) e vem apresentando bons números até então: 11 gols marcados em 26 partidas disputadas. Apesar disso, a ideia do clube avaiano é reintegrar o jogador para reforçar o poder ofensivo da equipe.

Outro ponto que já está delineado é a contratação de um novo treinador para entrar na vaga onde, por ora, está Evando Camillato. A informação foi adiantada pelo coordenador de futebol do Leão, Diogo Fernandes, no programa Debate de Domingo:

– Vamos trazer um treinador para o início da competição. Por conhecer e trabalhar com o Alberto Valentim (ex-treinador) era melhor que ele desse seguimento ao trabalho naquele momento. Mas já existe um perfil traçado para o novo técnico. Queremos que faça o time jogar, com futebol atraente e proposição de jogo.

O próximo jogo do Avaí no Brasileirão será no próximo domingo (27) às 18h (horário de Brasília) na Ressacada. Com a derrota do último domingo para o São Paulo por 1 a 0, o time voltou a lanterna da competição com 17 pontos, 11 a menos do que o Cruzeiro, atualmente o primeiro time fora do Z4.

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Maratona do Vasco chega ao fim com saldo positivo de pontos, mas alerta de desgaste físico

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Já estava previsto, mas depois de cinco meses jogando apenas nos finais de semana, foram sete jogos no intervalo de 21 dias. A maior maratona do Vasco no Campeonato Brasileiro. Mas ela acabou no último domingo, na vitória sobre o Internacional, fora de casa. E o saldo que o período mais intenso deixou para o time foi positivo em pontos e moral, mas com ressalvas físicas.

TABELA
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Foram quatro vitórias, um empate e duas derrotas no período. Foram acrescidos 13 pontos de 21 possíveis na época mais desgastante da temporada. Dos três jogos em casa, duas vitórias (sobre Botafogo e Fortaleza) e uma derrota (para o Santos). Longe da Colina, revés para o Corinthians, empate com o Avaí e vitórias sobre Atlético-MG e Internacional.

O período foi crucial para estabelecer o Vasco como uma força ascendente na competição. A equipe já olha com mais carinho para a possibilidade de chegar no G6 do que teme entrar na zona de rebaixamento. O alerta segue ligado, mas a consolidação do trabalho permite sonhar.

Por outro lado, foi um período infeliz no que diz respeito à parte física. Se vinha praticamente sem problemas físicos, alguns jogadores sofreram. O principal deles foi Raul, desfalque nos três últimos jogos. Mas Werley e Clayton também foram desfalque no grupo dos jogadores relacionados nos dois últimos jogos. Henríquez, titular, voltou de Porto Alegre (RS) na cadeira de rodas por conta de dores no tornozelo esquerdo.

O período foi importante também para a afirmação de Talles Magno como o destaque ofensivo da equipe de Vanderlei Luxemburgo. O atacante passou a concentrar a marcação de dois ou três rivais todo jogo, e se despediu rumo à Copa do Mundo Sub-17 com uma lambreta que resultou no segundo cartão amarelo – a expulsão – de Gabriel Dias, do Fortaleza.

Por outro lado, a partida contra o Internacional, que encerrou a maratona, confirmou que o Cruz-Maltino tem repertório maior do que se via. Foi o segundo jogo seguido – e a segunda vitória consecutiva – sem Talles, e o time atuou com dois volantes, e não mais três. Felipe Ferreira, de empréstimo repassado pelo CRB, se mostra importante taticamente, mesmo sem brilhar na parte técnica.

Guia LANCE! da NBA 2019/20: ‘Era das duplas’ e nova dinastia em jogo

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Após muita espera, a bola vai subir novamente na maior liga de basquete do mundo. A temporada 2019/20 da NBA começa nesta terça-feira, dia 22, com dois grandes jogos: o atual campeão Toronto Raptors abre o campeonato contra o New Orleans Pelicans, do calouro Zion Williamson, às 21h. Depois, o clássico de Los Angeles entre Lakers e Clippers encerra a primeira noite prometendo fortes emoções, às 23h. Os jogos terão transmissão do SporTV2.

Fim da era dos ‘supertimes’
Na temporada 2018/19, o Toronto Raptors encerrou a dinastia do Golden State Warriors. Foi a primeira vez na história da liga que uma equipe canadense foi campeã da NBA. A conquista também fez com que as franquias repensassem o planejamento para 2019/20 e causou uma grande mudança: sai os ‘super-times’ e entra a ‘era das duplas’.

Se nos últimos anos as franquias estavam fazendo esforço para montar uma equipe com pelo menos três estrelas para tentar bater os Warriors, agora a o planejamento é outro. A ideia das equipes é ter no máximo duas estrelas e mais jogadores versáteis ao redor deles, como os Raptors fizeram com Kawhi Leonard na temporada passada.

Toronto Raptors

Toronto Raptors
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Toronto Raptors conquistou o título da NBA pela primeira vez na história e encerrou a dinastia do Golden State Warriors (Foto: Ezra Shaw/AFP)

Conferência Oeste cada vez mais forte
A Conferência Oeste promete muita disputa até o fim na briga por uma vaga nos playoffs. Apesar da saída de Durant, os Warriors ainda possuem um time forte e com capacidade de figurar entre os primeiros colocados. Já os Lakers, que decepcionaram na temporada passada, não devem repetir a dose com LeBron James e Anthony Davis no elenco.

Depois de vários tentativas sem sucesso com Chris Paul, Blake Griffin e cia, os Clippers abriram mão dos seus principais nomes nos últimos anos e agora apostam suas fichas em Kawhi Leonard e Paul George. Já os Rockets abriram mão de Chris Paul e acertaram uma troca com o Thunder por Westbrook, e acreditam na química entre eles. Há ainda o Portland Trail Blazers que conta com a dupla Lillard e McCollum.

Além deles, que são considerados os grandes favoritos, ainda tem outras boas equipes que apostam mais no coletivo. São os casos do Denver Nuggets, que foi o segundo colocado da conferência na temporada passada, do San Antonio Spurs do técnico Gregg Popovich, e do Utah Jazz. Em comum, ambas equipes tem como diferencial o treinador.

Equilíbrio marca a Conferência Leste
​Diferentemente da Conferência Oeste que é onde tem concentrada a maior parte das principais estrelas da NBA, o lado Leste tem como grande charme uma disputa bastante equilibrada. Assim como nas últimas duas temporadas, Boston Celtics e Philadelphia 76ers surgem como os grandes favoritos, mas ainda tem outros na cola.

Após muitos anos de reconstrução e drama, o Brooklyn Nets voltou aos trilhos e recuperou o prestígio. Para a temporada 2019/20, a franquia manteve a base da equipe que alcançou os playoffs em 2018/19 e contratou Irving e Durant – mas não contará com o ala pelo menos neste primeiro ano de contrato, já que ele se recupera de uma lesão no tendão de Aquiles.

Já o atual campeão Raptors não fica muito atrás, mesmo após a saída de Kawhi Leonard para os Clippers. Na temporada passada, o ala ficou de fora de cerca de 22 jogos na fase classificatória e, por isso, não deverá ter dificuldades para se adaptar. A franquia canadense desta vez aposta na experiente base do ano passado e em Kyle Lowry e Pascal Siakam – este último foi um dos jogadores que mais evoluíram em 2018/19.

Por fim, não podemos esquecer de citar o Milwaukee Bucks. Um dos melhores times da temporada passada, os Bucks chegam ainda mais fortes para este ano e com potencial chance de chegar às finais da NBA. Além de Mike Budenholzer, melhor técnico de 2018/19, a franquia ainda tem Giannis Antetokounmpo, que foi eleito o MVP da última temporada, e praticamente manteve o time.

Quem pode surpreender?
Uma das grandes surpresas da temporada passada, o Sacramento Kings sonha em retornar aos playoffs, algo que não acontece desde 2006. Um dos times mais promissores da liga, os Kings ficaram em 9º lugar com 39 vitórias e 43 derrotas em 2018/19, e agora acreditam na possibilidade de ficar entre os oito classificados para a fase decisiva do campeonato.

A principal aposta dos Kings é na juventude. O armador De’Aaron Fox e os alas Buddy Hield e Bodgan Bogdanovic são os responsáveis por ditarem o ritmo da equipe, que foi bastante elogiada pela intensidade. Outra aposta da franquia é no desenvolvimento de jogadores como o pivô Marvin Bagley. A grande mudança será no comando: sai Dave Joerger após três anos no comando, e chega Luke Walton.

Outro candidato à surpresa da temporada é o Atlanta Hawks. Assim como os Kings, os Hawks também apostam na juventude e possuem um dos times mais promissores da liga. Apesar de conquistar apenas 29 vitórias em 2018/19, a equipe deu bastante trabalho e desenvolveu atletas como Trae Young, John Collins e Kevin Huerter. Para esta temporada, a franquia ainda adquiriu os jovens De’Andre Hunter e Cam Reddish através do Draft.

Por fim, o Miami Heat é outro candidato a surpreender. Na temporada 2018/19, a equipe da Flórida acabou decepcionando e ficando de fora dos playoffs, mas desta vez eles fizeram mudanças e apostam em Jimmy Butler, ex-Chicago Bulls e Philadelphia 76ers, para retornarem à pós-temporada. Diferentemente de Kings e Hawks, o Heat tem um time mais ‘cascudo’, um técnico duas vezes campeão da NBA e um dos maiores dirigentes da história, Pat Riley.

MVP

Montagem - Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks), James Harden (Houston Rockets), LeBron James (Lakers) e Stephen Curry (Golden State Warriors)

Montagem – Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks), James Harden (Houston Rockets), LeBron James (Lakers) e Stephen Curry (Golden State Warriors)
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Giannis Antetokounmpo, James Harden, LeBron James e Stephen Curry são os favoritos na disputa pelo MVP (Foto: AFP)

A briga pelo prêmio de melhor jogador da temporada promete ser ainda mais forte que nos últimos anos. Giannis Antetokounmpo e James Harden vivem o auge de suas carreiras e são os dois últimos MVP’s da liga. Por isso, são os favoritos novamente.

Porém, outros jogadores que já conquistaram o troféu podem entrar na briga. Com a saída de Kevin Durant e a lesão de Klay Thompson, Stephen Curry terá a missão de liderar os Warriors e, por isso, a expectativa é que tenha médias altas e dispute o prêmio.

Já do outro lado da Califórnia, os Lakers têm dois candidatos: LeBron James e Anthony Davis. O ala, que já conquistou o prêmio quatro vezes na carreira, parece estar mais focado em voltar às finais. Já Davis, por sua vez, está pela primeira vez numa equipe favorita ao título e com fome para conquistar tudo o que vier pela frente.

Por fim, ainda em Los Angeles, outro candidato é o ala Kawhi Leonard, que foi o melhor jogador das finais de 2019. O astro nunca venceu o prêmio de MVP da temporada regular e não terá a companhia de Paul George nas primeiras semanas. Se não for poupado de muitos jogos, como aconteceu nos Raptors, é um grande candidato para levar o prêmio.

Calouros

Montagem - Zion Williamson, Ja Morant e RJ Barrett

Montagem – Zion Williamson, Ja Morant e RJ Barrett
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Zion Williamson, Ja Morant e RJ Barrett são os candidatos ao prêmio de calouro do ano (Foto: AFP)

Uma das novidades da NBA para 2019/20 são os calouros que entraram na liga através do Draft. O principal destaque da classe deste ano é o ala-pivô Zion Williamson, do New Orleans Pelicans. Ele perderá as primeiras semanas por conta de uma lesão no joelho, mas ainda é o principal candidato para levar o prêmio de calouro do ano (“Rookie of the Year” em inglês).

Mas apesar de favorito, Zion Williamson não terá vida fácil para conquistar o prêmio dos novatos. O ala-pivô dos Pelicans terá que superar a concorrência do armador Ja Morant, do Memphis Grizzlies, e do ala RJ Barrett, do New York Knicks. Ambos jogam em equipes sem perspectiva de brigar por playoffs e, por isso, devem ter mais tempo com a bola e liderar seus respectivos times.

Brasil na NBA
​No Draft deste ano, mais um brasileiro entrou na maior liga de basquete do mundo. Trata-se do armador Didi, uma das maiores revelações do NBB nos últimos anos. Embora tenha agradado na Summer League, o jogador que foi escolhido pelo New Orleans Pelicans na segunda rodada, passará por uma temporada de desenvolvimento na Austrália. A expectativa é que ganhe oportunidades na NBA a partir de 2020.

Já na NBA, o grande destaque brasileiro é o ala Bruno Caboclo. Na reta final da temporada passada, ele ganhou mais minutos pelo Memphis Grizzlies e agradou. Como os Grizzlies não tem expectativa de brigar por playoffs e devem tentar uma boa posição no Draft do ano que vem, a expectativa é que Caboclo continue ganhando mais tempo em quadra para mostrar o seu potencial.

Quem também deve ter mais minutos em quadra nesta temporada é o pivô Cristiano Felício. Atualmente no Chicago Bulls, que tem como objetivo desenvolver o núcleo jovem que conta com jogadores como Zach LaVine, Lauri Markkanen, Wendell Carter Jr e o novato Coby White, Felício deve continuar tendo minutos na rotação.

Por fim, ainda tem Raul Neto e Nenê. O armador, que recentemente mudou do Utah Jazz para o Philadelphia 76ers, deve ser peça importante na rotação nos momentos de descanso de Ben Simmons, mas não deve ter muitos minutos de quadra. Já o pivô de 37 anos, que acertou a renovação com o Houston Rockets, deve ter pouco tempo durante a temporada, muito em razão da alta idade.

Corinthians pode encerrar temporada 2019 como seu pior ano em Itaquera

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O Corinthians pode terminar esta temporada com o pior aproveitamento de pontos ganhos como mandante desde a inauguração de sua arena, em maio de 2014. Com a derrota para o Cruzeiro no último sábado, por 2 a 1, o Timão viu seu aproveitamento em casa cair dos 64,5% para 62,6% – o pior número já registrado no estádio de Itaquera.

Em 2019, contando os jogos oficiais e amistosos, o Alvinegro atuou em sua casa em 33 oportunidades. Ao todo, a equipe comandada pelo técnico Fábio Carille soma 17 vitórias, 11 empates e tem apenas cinco derrotas. Este último número, apesar de ser baixo em relação aos demais, representa a segunda pior temporada do Timão em seus domínios, perdendo apenas para o ano passado quando foi derrotado em sete oportunidades.

No geral, o aproveitamento do Corinthians como mandante é alto. Em 189 partidas em Itaquera, o Timão venceu 118 confrontos, tendo 50 empates e 21 derrotas, o que lhe garante aproveitamento de mais de 71% dos pontos disputados em sua arena no extremo leste da capital paulista.

A melhor temporada aconteceu em 2015, ano em que o clube do Parque São Jorge faturou sua sexta edição do Campeonato Brasileiro, com um time formado por nomes como Guilherme Arana, Felipe, Elias, Renato Augusto, Jadson, Malcom e Vagner Love, sendo comandados pelo técnico Tite.

TABELA
>Confira a classificação atualizada do Campeonato Brasileiro

Nesta temporada, no entanto, o rendimento não tem sido tão bom como nos últimos anos. O Timão já perdeu em cinco oportunidades (Red Bull Brasil, Ceará, Flamengo, Independiente Del Valle e Cruzeiro) e saiu com o empate em outros 11 jogos. O time de Fábio Carille, embora consiga se impor em Itaquera, não é mais tão temido quanto em outras temporadas.

Até o fim deste ano, o Corinthians tem mais cinco jogos em sua arena para alavancar o aproveitamento dos pontos disputados e não terminar como sua pior temporada em casa desde a inauguração. Mais importante do que isso, a equipe precisa dos pontos em Itaquera para garantir uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem, grande objetivo do clube para 2020.

Atualmente, o Timão é o quinto colocado do Campeonato Brasileiro com 44 pontos ganhos. O problema, no entanto, é que Grêmio e Bahia – os dois primeiros clubes fora da zona de classificação para o torneio internacional – têm apenas três pontos a menos. Por isso, o elenco do técnico Fábio Carille acende o alerta vermelho no CT Joaquim Grava.

As temporadas do Corinthians em Itaquera:

2014 – 75,9% de aproveitamento
18 jogos
12 vitórias
5 empates
1 derrota

2015 – 80% de aproveitamento
35 jogos
26 vitórias
6 empates
3 derrotas

2016 – 78,4% de aproveitamento
34 jogos
24 vitórias
8 empates
2 derrotas

2017 – 69,6% de aproveitamento
34 jogos
20 vitórias
11 empates
3 derrotas

2018 – 62,8% de aproveitamento
35 jogos
19 vitórias
9 empates
7 derrotas

​2019 – 62,6% de aproveitamento
33 jogos
17 vitórias
11 empates
5 derrotas

Campeonato Carioca não terá mais Seletiva a partir de 2022. Entenda!

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O Arbitral do Campeonato Carioca, realizado na segunda-feira passada na sede da FFERJ, determinou uma mudança a longo prazo para as próximas edições da competição. A partir do ano de 2022, a Seletiva não será mais realizada.

Os dois primeiros colocados da Seletiva de 2020 (que ocorrerá entre 21 de dezembro deste ano e 12 de janeiro de 2020) serão credenciados a disputar as Taças Guanabara e Rio. Já as outras equipes que não obtiverem classificação à fase principal formarão o Grupo X, no qual um time é rebaixado à Série B1.

As outras três equipes remanescentes disputarão, então, o Grupo Z, no qual a última colocada também amargará seu descenso para a Segundona do Estadual. Além disto, apenas a pior colocada da fase principal do Carioca terá de disputar a Seletiva na próxima edição.

No Carioca de 2020, a Seletiva abrigará America, Americano, Nova Iguaçu, Macaé, Friburguense e Portuguesa.

Veja a primeira rodada:

Nova Iguaçu x Friburguense
America x Macaé
Portuguesa x Americano

Rubens Lopes

Rubens Lopes
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Em 2022, Série A2 abrigará cinco times eliminados na Seletiva e sete equipes que subirem da Série B1 (Vinícius Faustini/Lancepress!)

CRIAÇÃO DA SÉRIE A2 A PARTIR DE 2022

A edição de 2021 apresenta uma novidade quanto à Seletiva. Três vagas serão abertas para a elite do futebol carioca. Além do trio, os dois remanescentes do Grupo Z e a equipe que for eliminada na fase principal do Estadual disputarão esta fase.

A disputa na Seletiva de 2021 também será mais acirrada: apenas a primeira das seis equipes estará classificada para as disputas da Taça Guanabara e Taça Rio. As outras cinco equipes desclassificadas formarão uma nova divisão: a Série A2 do Campeonato Estadual.

Além destes cinco times, a Federação projeta o acesso de sete equipes da Série B1 para formar a nova divisão com 12 clubes. A partir de 2022, com a Série A2, a Seletiva do Campeonato Carioca (que existe desde 2017) será abolida.