Balança comercial tem superávit de US$ 4,713 bi em março

Com queda nas exportações e nas importações, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 4,713 bilhões em março. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º, pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia.

O dado veio praticamente igual ao teto das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast, de US$ 4,700 bilhões. O piso era de US$ 3,30 bilhões, com mediana de US$ 4,70 bilhões.

O saldo de março ficou acima do registrado no mesmo mês do ano passado, quando o resultado foi positivo em US$ 4,296 bilhões. No mês passado, as exportações somaram US$ 19,239 bilhões, uma queda de 4,7% ante março de 2019. Já as importações chegaram a US$ 14,525 bilhões, uma queda de 4,5% na mesma comparação.

Na quarta semana de março (23 a 29), o saldo comercial foi de superávit de US$ 1,308 bilhão. Na quinta (30 e 31), foi positivo em US$ 801 milhões

Brasil tem superávit comercial de US$4,713 bi em março, acima do esperado

BRASÍLIA (Reuters) – O Brasil teve superávit comercial de 4,713 bilhões de dólares em março, divulgou o Ministério da Economia nesta quarta-feira, em dado que veio acima da projeção de um superávit de 4 bilhões de dólares apontado por pesquisa Reuters com analistas.

As exportações somaram 19,239 bilhões de dólares no mês, enquanto as importações alcançaram 14,525 bilhões de dólares.

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(Por Marcela Ayres)

Exportações superam importações em R$ 24,4 bilhões em março

Importações e exportações caíram ante março de 2019

Importações e exportações caíram ante março de 2019
Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil teve saldo positivo comercial de R$ 24,460 bilhões (US$ 4,713 bilhões) em março, divulgou o Ministério da Economia nesta quarta-feira (1º), O resultado foi de R$ 99,85 bilhões (US$ 19,239 bilhões) em exportações e R$ 75,38 bilhões (US$ 14,525 bilhões) em importações.

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O resultado da balança comercial de março ficou acima do registrado no mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo somou R$ 22,296 bilhões (US$ 4,296 bilhões).

Apesar dos dados superiores, na comparação com o mesmo mês do ano passado, as exportações caíram 4,7% ante março de 2019. Já as importações recuaram 4,5% na mesma comparação.

Como é feito o calculo do IRPF com carteira assinada ou pró-labore?

A primeira coisa a saber é que existe a tabela padrão da receita federal que é usada na hora do cálculo, abaixo deixo a tabela de 2019. Com essa tabela temos acesso a base de cálculo, alíquotas e também o valor a deduzir do pagamento do IR, outra informação que conseguimos identificar logo de cara […]

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Desemprego na zona do euro cai a 7,3% em fevereiro, menor nível desde 2008

A taxa de desemprego da zona do euro caiu de 7,4% em janeiro para 7,3% em fevereiro, atingindo o menor nível desde março de 2008, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

O resultado de fevereiro ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam manutenção da taxa em 7,4%, e é também anterior às medidas restritivas adotadas por vários países do bloco em reação à pandemia de coronavírus.

A Eurostat estima que havia 12,047 milhões de desempregados na zona do euro em fevereiro. Em relação a janeiro, o número de pessoas sem emprego na região sofreu queda de 88 mil.

PMI industrial da zona do euro cai a 44,5 em março, mostra leitura final

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro caiu de 49,2 em fevereiro para 44,5 em março, em meio aos efeitos da pandemia de coronavírus, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit.

O resultado ficou abaixo da estimativa preliminar de março e da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 44,8 em ambos os casos.

O PMI industrial do bloco vem se mantendo abaixo da marca de 50, que indica contração do setor manufatureiro, por 14 meses seguidos.

Com juros baixos, vale a pena comprar imóvel em época de crise?

Taxas de linhas para financiamento de imóvel vão de 2,95% a 7,99% ao ano

Taxas de linhas para financiamento de imóvel vão de 2,95% a 7,99% ao ano
Raquel Cunha/Folhapress

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, de 4,25% para 3,75% ao ano, alguns bancos reduziram as taxas de suas linhas de crédito pessoal e imobiliário, tornando o financiamento da casa própria bastante atrativo.

Mas, vale a pena aproveitar os juros baixos e assumir uma dívida tão alta e duradoura, no momento em que a economia entra em recessão por causa da pandemia do coronavírus?

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A resposta dos especialistas ouvidos pelo R7 é não.

“O risco é muito grande. Não é o momento de fazer absolutamente nada. É hora de ficar parado em casa e se preocupar, apenas, com a sua saúde”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Oliveira destaca que, em períodos de recessão, muita gente fica sem emprego e uma decisão mal tomada pode refletir numa perda de recursos poupados por anos.

Leia mais: Imóveis em leilão custam até 40% mais barato.

“Você não sabe se vai conseguir manter o emprego para pagar o financiamento. Se ficar desempregado, não terá recursos para honrar as parcelas e, além de perder o imóvel, ficará sem todo o dinheiro que pagou até aquele momento”, destaca.

Opinião semelhente tem o economista Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV.

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“Quando o Copom reduziu a Selic e os bancos começaram a baixar suas taxas, o cenário era propício para fazer o financiamento, já que o preço dos imóveis também estão bastante atrativos. Hoje, eu afirmo que é melhor não arriscar”, diz.

Teixeira ainda ressalta que esperar a situação econômica normalizar pode ser uma boa opção, inclusive, para conseguir melhores oportunidades de negócio.

“É provável que os imóveis tenham uma depreciação ainda maior e que aumente bastante as ofertas. Afinal, mais pessoas podem precisar vender seus imóveis por causa da crise”, afirma Teixeira.

Ambos os especialistas sugerem que os interessados em comprar um imóvel, que não estão com as negociações avançadas, parem de procurar.

“Por causa da quarentena, correr atrás da documentação e do banco também pode ser difícil. Fique em casa e aguarde as coisas se ajeitarem”, comenta Oliveira.

Confiras as taxas atuais dos bancos

Caixa – de 2,95% a 4,95% ao ano (com correção pelo IPCA); de 6,50% a 8,50% ao ano (com correção pela TR) e de 8% a 9,75% ao ano (com parcelas prefixadas);

Banco do Brasil – taxa a partir de 6,99% ao ano;

Itaú – taxa a partir de 7,45% ao ano + TR em todas as categorias, variando de acordo com o perfil do cliente e do imóvel;

Santander – taxa a partir de 7,99% ao ano; 

Bradesco – não divulgou

Vendas no varejo alemão sobem 1,2% em fevereiro ante janeiro

As vendas no varejo da Alemanha cresceram 1,2% em fevereiro ante janeiro, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Na comparação anual, as vendas no varejo alemão tiveram expansão de 6,4% em fevereiro.

O indicador de vendas no varejo alemão é volátil e sujeito a grandes revisões. Por esse motivo, economistas normalmente acompanham os números mensais com cautela e levam mais em consideração as médias em três meses.

Covid-19: movimento de aeronaves no Aeroporto de Brasília cai 90%

Voos internacionais regulares estão suspensos desde 25 de março

Voos internacionais regulares estão suspensos desde 25 de março
Valter Campanato/Agência Brasil

O movimento de aeronaves no Aeroporto Internacional de Brasília diminuiu em mais de 90%, devido às medidas de restrição de locomoção e viagens em função do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a Inframerica, operadora do aeroporto, a movimentação média, de 380 voos diários, caiu para 21 agora no início de abril.

Terceiro maior aeroporto do país em movimentação de passageiros, o terminal tem capacidade operacional de um voo a cada 56 segundos. Segundo a empresa, os voos remanescentes envolvem apenas trechos domésticos.

“Desde o dia 25 de março, os voos internacionais regulares no terminal brasiliense foram completamente suspensos. Não há previsão para a retomada dos demais voos”, informou a Inframerica.

Normalmente, saem do Aeroporto de Brasília voos para 43 destinos domésticos e nove internacionais. Ele agora opera apenas para 16 destinos nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte.

Com a queda na demanda, foi fechada uma das salas de embarque onde ficavam 14 portões. Na nota enviada à Agência Brasil, a empresa informa que está estudando o fechamento de outros portões e a suspensão das operações de uma das pistas de pouso de decolagens, com o objetivo de otimizar o uso da infraestrutura durante o período de pandemia, bem como de mitigar os efeitos econômicos decorrentes do covid-19.

“Com isso, muitas lojas do terminal brasiliense encontram-se fechadas temporariamente, mas ainda é possível encontrar serviços essenciais como farmácia e lanchonetes, principalmente nas salas de embarque”, informou a empresa.

Segundo a Inframerica, alguns cuidados têm sido adotados para evitar a contaminação pelo vírus. Entre elas o uso de máscaras e luvas por funcionários do atendimento, e a adoção do regime home office para parte dos colaboradores. Além disso foi disponibilizado álcool gel nas áreas de circulação de trabalhadores, e foi intensificada a higienização de balcões de check-in, corrimãos, escadas e esteiras rolantes e totens de autoatendimento.

Autorizados sepultamentos e cremações sem atestado de óbito

Antecipação está liberada para casos em que há ausência de familiares ou conhecidos

Antecipação está liberada para casos em que há ausência de familiares ou conhecidos
Reprodução/Google Street View

Uma portaria conjunta do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou o sepultamento e a cremação de corpos antes mesmo da emissão das certidões de óbito por conta da pandemia do novo coronavírus. As novas determinações, publicadas na terça-feira (31) também determinam que os registros de óbito mencionem a possibilidade de acometimento pela doença em casos de morte por doença respiratória suspeita.

A antecipação dos sepultamentos está liberada para casos em que há “ausência de familiares ou pessoas conhecidas da vítima ou em razão de exigência de saúde pública”.

Riscos e cuidados

Corpos de pessoas que foram contaminadas pelo vírus podem representar riscos a profissionais que precisam manuseá-los para procedimentos fúnebres. Esse risco tem mudado rotinas e procedimentos de funerárias e de cemitérios.

Cuidados extras estão sendo exigidos de profissionais do ramo. Assim como para médicos e enfermeiros, equipamentos de segurança como máscaras e luvas, também são necessários para esses trabalhadores. Por isso, a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário formalizou pedido ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que seja constituída uma reserva técnica desses materiais para que as funerárias não fiquem desprotegidas.

“Nosso setor encontra dificuldades para encontrar suprimentos. Não posso colocar meu pessoal em risco”, afirmou Lourival Panhozzi, presidente da entidade.

O desabastecimento e a infecção de funcionários são as duas maiores preocupações do segmento. “Uma coisa precisa ficar clara: não nos beneficiamos dessa situação. Não queremos trabalhar mais. Estamos no grupo de risco, temos família. Pessoas erroneamente acham que vamos nos beneficiar disso. Estamos tão prejudicados e preocupados quanto qualquer segmento” destacou.

Enterros sem abraços

Trabalhando no ramo há 30 anos, Reis Divino de Oliveira, 50 anos decidiu tomar medidas drásticas para se proteger da contaminação. A função dele exige ir a necrotérios de hospitais do Distrito Federal recolher corpos que serão preparados para serem sepultados.

Por precaução, ele prefere se desfazer das roupas que usa nesses serviços. As vestimentas vão direto para o lixo e são substituídas por outras, limpas. “A roupa que a gente usa para ir ao hospital a gente descarta. Já joguei muita roupa fora. Se vejo que é uma roupa que não dá para jogar fora, levo para o tanque e coloco água, desinfetante, o máximo que eu posso colocar em cima”, contou.

Outra estratégia é evitar abrir os invólucros nos quais os corpos são transportados, com pedidos para que o reconhecimento e a burocracia para as liberações sejam feitas antecipadamente. “A gente tem que ter até mais cuidado do que os próprios médicos. A gente vai no hospital, tira os corpos, faz a preparação deles”, disse.

No Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, medidas de prevenção estão sendo adotadas. Para qualquer tipo de morte, velórios foram limitados a duas horas de duração, e com apenas dez pessoas dentro das capelas. Mortos por ação do novo coronavírus são sepultados sem velório.

Embora a carga simbólica de enterros demandem abraços de solidariedade, há no cemitério orientações para que as pessoas se mantenham afastadas.