Bolsonaro vai propor reforma da Previdência no início do mandato

Bolsonaro negou possibilidade da reforma passar em 2018

Bolsonaro negou possibilidade da reforma passar em 2018
Adriano Machado/Reuters – 07.11.2018

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (29) que irá apresentar sua reforma da Previdência no início do mandato e que ela será diferente da proposta do presidente Michel Temer, que considera “agressiva com o trabalhador”.

Bolsonaro disse ainda que não há condições de pensar numa reforma agora uma vez que metade do Parlamento não se reelegeu.

‘Minha morte interessa a muita gente’, diz Bolsonaro

“Meu filho Eduardo disse que no corrente ano é difícil qualquer reforma porque é um Parlamento que está dividido porque metade não se reelegeu”, avaliou. 

“Pretendemos apresentar uma proposta de reforma no início do mandato, não parece com essa que está aí no momento porque achamos um pouquinho agressiva com o trabalhador.“

Bolsonaro também comentou a reunião que teve de manhã com o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, que classificou como um grande encontro em que foram discutidos temas importantes como questões comerciais, armamentísticas e de geopolítica. Segundo o presidente eleito, há um interesse cada vez maior do Brasil em se aproximar dos Estados Unidos.

“Falamos também de Venezuela, Cuba; foi mais um grande passo para uma grande aproximação”, disse ele a jornalistas após de participar de uma cerimônia de formatura militar, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O presidente eleito reiterou a possibilidade de mudar a sede da embaixada do Brasil em Israel, para Jerusalém, na mesma direção já realizada pelos EUA.

“Conversamos sobre isso sim. Conversei ontem com embaixador de Israel e essa possibilidade existe. Jerusalém tem duas partes, uma delas não está em litígio”, frisou ele, sem dar um prazo para uma decisão sobre a possível troca do endereço de Tel Aviv para Jerusalém.

Tema de campanha, Bolsonaro voltou a falar na transferência da embaixada brasileira em Israel já eleito, o que acabou levando à suspensão, pelo governo egípcio, da visita do ministro de Relações Exteriores do Brasil àquele país. [nL2N1XH1NJ]

Segundo Bolsonaro, existe até a possibilidade de o presidente norte-americano, Donald Trump, vir a sua cerimônia de posse, em 1º de janeiro de 2019, embora reconheça que a “data é ingrata”.

“Ficaria muito honrado se o Trump comparecesse a nossa posse”, disse ele, que pretende visitar os Estados Unidos, provavelmente após a cirurgia para a reversão da colostomia que pode ocorrer em 20 de janeiro.

Bolsonaro acredita que após a reunião desta quinta-feira haverá “frutos econômicos e comerciais” que ambos os lados precisam.

“Terrorismo não entrou na conversa, mas as barreiras e taxas alfandegárias, a dificuldade de fazer negócio aqui”, disse o presidente eleito. “Transmiti a ele [Bolton] que isso está bem conduzido com a equipe econômica no sentido de facilitarmos o comércio, sem prejudicar a nossa economia obviamente.”

O assessor norte-americano chegou cedo na manhã desta quinta-feira à casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, acompanhado de outros representantes do governo dos EUA.

Ao ser questionado sobre o comentário de um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, sobre a ameaça à segurança do presidente eleito, ele afirmou que a sua morte interessa “a muita gente como o crime organizado” e lembrou do atentado sofrido em Juiz de Fora, durante a campanha. “O crime organizado e a turma do colarinho branco não têm interesse que eu chegasse ao poder”, disse Bolsonaro.

Privatizações

Depois que os futuros presidentes de estatais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrorbas defenderem a venda de negócios das empresas, o presidente eleito garantiu que as vendas serão feitas de forma criteriosa e não haverá desestatização de empresas estratégicas. As privatizações em seu governo serão feitas de forma “responsável”.

“Vai ter que ser responsável, não vai ser jogar para cima e ficar livre delas”, destacou. “Algumas privatizações vão ocorrer e outras estratégicas, não. CEF e BB não estão no radar de venda não e [seus negócios] vamos ver isso aí”, acrescentou.

O presidente eleito pretende anunciar até sexta-feira o nome do novo ministro de Minas e Energia e elogiou a escolha do ex-ministro Osmar Terra para voltar ao seu time de governo, à frente do Ministério da Cidadania.

Bolsonaro afirmou ainda que há uma reivindicação da bancada feminina na Câmara dos Deputados para se ter uma mulher à frente de um ministério voltado às famílias brasileiras, direitos humanos e mulher e essa proposta ele está analisando. “Tem uma reclamação delas por assim dizer”, afirmou.

Carlos Alberto é confirmado como reforço do Boavista no Cariocão 2019

Lance

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A temporada ainda não terminou, mas já tem clube pensando no ano que vem: o Boavista, clube de Saquarema, município do Rio de Janeiro, confirmou, em contato com o LANCE!, a contratação do meia Carlos Alberto, de 33 anos, com passagens por Porto, Corinthians, Botafogo e Vasco.

O meio-campista já treina com o grupo, que fará a pré-temporada,com o intuito de se preparar para o Campeonato Carioca, fora do Brasil. Além disso, a equipe alviverde também disputará o Campeonato Brasileiro da Série D, a quarta divisão do futebol do país.

O último clube do atleta foi o Atlético-PR, que defendeu no ano passado, sendo, inclusive, um dos jogadores mais importantes na campanha do Furacão na Taça Libertadores. A última partida de Carlos Alberto foi em junho de 2017, em derrota do Furacão para o Sport por 1 a 0.

Carlos Alberto possui um currículo de respeito, com direito a uma Liga dos Campeões, que venceu quando defendeu o Porto, sendo treinado por José Mourinho. No Rio de Janeiro, o meio-campista possui passagens por Vasco e Botafogo.

Moro diz que prisão de governador do Rio é ‘perfeitamente normal’

Moro elogiou ordem de prisão dada pelo STJ

Moro elogiou ordem de prisão dada pelo STJ
JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 29.11.2018

O futuro ministro de Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que a prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), é “algo perfeitamente normal”.

Sem opinar sobre os supostos crimes apontados contra o emedebista, o ex-juiz federal elogiou o autor da ordem de prisão, o ministro Felix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), relator da Lava Jato no tribunal.

“Essa é uma questão que foi decidida pela Justiça, o ministro Felix Fischer. Um grande ministro, tem todos os meus elogios e o reconhecimento de outras pessoas. Mas o assunto atinente (relacionado) à Justiça, algo perfeitamente normal”, disse Moro nesta quinta-feira (29), em Brasília.

Pezão é o 2º governador preso por corrupção durante o mandato

Pezão foi preso na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, acusado de comandar uma organização criminosa em substituição ao ex-governador do Estado, Sérgio Cabral, e ser beneficiado de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro de até R$ 25 milhões em valores históricos.

Ministério

A cerca de um mês de assumir a pasta, Moro disse também que deseja ter mais recursos para reformular a estrutura do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Ele reconheceu que há limitações orçamentárias para a criação de cargos e novas secretarias.

“Existe uma série de limitações de cargos e de orçamento. O foco na parte de corrupção deve ser mais o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), que já existe. Ele tem a parte de cooperação jurídica e internacional mas tem também o laboratório de lavagem de dinheiro. O que não impede também que a Operações Integradas passe também a operações relativas a corrupção, integradas. Mas, assim, o desejo seria que houvesse uma grande margem de manobra para criar uma estrutura”, disse Moro.

Prisão de Pezão ocorre 3 semanas após PF mirar deputados estaduais

O comentário do futuro ministro foi feito após questionamento sobre se há um plano de criar uma nova secretaria específica para combate à corrupção, assim como será feito em relação à Secretaria de Operações Policiais Integradas – que será comandada pelo ex-superintendente da PF no Paraná, terra da Lava Jato.

Equipe

Sobre a definição de postos estratégicos no futuro ministério, Moro despistou quanto à possibilidade de trabalhar com o delegado original da Lava Jato, Marcio Adriano Anselmo. Eles almoçaram nesta quinta-feira no bistrô do Centro Cultural Banco do Brasil, aberto ao público. “Sobre isso, sem comentários”, disse Moro.

Atual chefe da Coordenação-Geral Combate à Corrupção da Polícia Federal em Brasília, Marcio Anselmo é cotado para fazer parte do time de Moro no Ministério da Justiça ou permanecer no cargo na polícia. Ele foi o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Com relação à possibilidade de o atual diretor da PF, o delegado Rogério Galloro, se juntar ao Ministério da Justiça, Morro disse que é algo “em aberto”, uma “hipótese em abstrato”. O tema está em discussão.

Supremo julga na terça-feira mais um pedido de habeas corpus de Lula

Lula terá pedido de liberdade julgado na terça-feira (4)

Lula terá pedido de liberdade julgado na terça-feira (4)
Reprodução/JFPR

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para a próxima terça-feira (4) o julgamento de mais um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo estava liberado para julgamento pelo relator, ministro Edson Fachin.

Lula está cada vez mais esquecido, e pelos próprios petistas

Fazem parte do colegiado os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Fachin e o presidente, Ricardo Lewandowski.

No habeas corpus, os advogados de Lula argumentam que a indicação do juiz federal Sergio Moro para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro demonstra parcialidade do magistrado e também que ele agiu “politicamente”. Moro irá assumir o Ministério da Justiça em janeiro.

A defesa de Lula quer que seja reconhecida a suspeição de Moro para julgar processos contra o ex-presidente e que sejam considerados nulos todos os atos processuais que resultaram na condenação deste no caso do triplex do Guarujá (SP).

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação no caso confirmada pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal 4ª Região), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Responsável pelos processos da Lava Jato na 13ª Vara Criminal de Curitiba, Sergio Moro nega qualquer irregularidade em sua conduta e diz que a decisão de participar do futuro governo ocorreu depois de medidas tomadas por ele, como o julgamento do ex-presidente Lula.

Promotor: acordo com CCR é começo de investigação contra políticos

Grupo CCR revela acordo com vários ex-governadores

Grupo CCR revela acordo com vários ex-governadores
Maxim Shemetov/Reuters

O promotor de Justiça do patrimônio público José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, afirmou nesta quinta-feira, 29, que o Termo de Autocomposição firmado com o Grupo CCR “é o começo de uma grande investigação contra políticos”. A Promotoria fechou com a companhia um acordo em que é revelado caixa 2 de ao menos R$ 30 milhões para campanhas eleitorais de ex-governadores e deputados de São Paulo. Pelo menos 15 políticos são citados no termo, denominado Auto Composição para Ato de Improbidade, entre eles, os ex-governadores Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, e o deputado estadual Campos Machado (PTB).

Seis concessionárias de rodovias são alvos de Lava Jato

“Este não é o fim, é o começo de uma grande investigação contra vários ex-agentes políticos e políticos atuais”, afirmou o promotor.

Blat declarou que laudos entregues pela CCR apontam que não houve “prejuízo efetivo ao erário público”.

“Os valores que foram desviados, submetidos a esse esquema de caixa 2 saíram efetivamente do denominado lucro da empresa. A reparação aqui ao erário é de dano moral coletivo e multas”, disse.

A concessionária se dispôs a pagar multa de R$ 81 milhões – R$ 44 milhões de multa por improbidade, valor destinado ao Estado, e R$ 17 milhões, na forma de doação, destinados à Biblioteca da Faculdade de Direito da USP, nas Arcadas do Largo São Francisco, mais R$ 15,427 milhões para os cofres do Estado por dano moral coletivo e R$ 4,6 milhões para o fundo de direitos difusos.

A CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura da América Latina, admitiu que repassou valores “por fora” aos políticos do PSDB, PT, MDB, PTB e outras agremiações políticas.

A promotora do Patrimônio Karyna Mori afirmou que o Ministério Público não está “perdoando irregularidade ou amenizando e arquivando em relação a empresas que venham assinar acordo”.

“Não é esse o objetivo do acordo”, disse.

“Como disse o Blat, a empresa não sai daqui com habeas corpus. Esse termo é condicionado a apresentação de provas e de outros elementos que permitam ao Ministério Público acusar os demais participantes.”

Defesas

Em nota, o Grupo CCR informa que “irá celebrar, às 15h, Termo de Autocomposição com o Ministério Público do Estado de São Paulo, a partir do qual se compromete a pagar a quantia de R$ 81,530 milhões. Com a assinatura do Termo ficará encerrado o inquérito civil instaurado em março deste ano pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Os recursos serão divididos da seguinte forma: R$ 64,530 milhões serão repassados ao Estado de São Paulo; e R$ 17 milhões serão doados para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Os pagamentos dos valores ocorrerão em duas datas, sendo a primeira, de R$ 49,265 milhões, em 1º de março de 2019, e o remanescente, em 1º de março de 2020. Em obediência à legislação o Termo de Autocomposição determina que o conteúdo e as condições nele previstas são sigilosos.

O Grupo comunica ainda que segue contribuindo com todas as autoridades públicas a fim de esclarecer fatos que envolvam a Companhia e suas controladas, além de promover ajustes na gestão da política de Governança e de Compliance, a partir da criação de novas vice-presidências. A CCR reafirma o compromisso em seguir modernizando a infraestrutura brasileira, oferecendo serviços de qualidade para os usuários no Brasil e no exterior”.

José Serra, afirma em nota, que “todas as campanhas de José Serra sempre foram realizadas com rigor técnico para demonstrar aos eleitores as melhores propostas ao Brasil. E as contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido”.

O deputado Campos Machado afirmou que “as doações que recebi em todas as minhas campanhas foram exclusivamente dentro das exigências da lei, tanto é que foram aprovadas pela Justiça eleitoral.”

A reportagem tentou contato com Geraldo Alckmin por meio do PSDB em São Paulo, mas ainda não obteve retorno.

Petrobras avalia desinvestir até US$15 bi nos primeiros anos do novo plano, diz fonte

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras avalia vendas de ativos de 14 bilhões a 15 bilhões de dólares nos primeiros anos do plano de negócios para o período de 2019 a 2023, montantes que deverão ser determinantes para o total de investimentos projetados, disse nesta quinta-feira uma fonte com conhecimento da situação à Reuters.

A fonte, que falou na condição de anonimato, disse que os valores ainda não foram aprovados, o que deve acontecer na próxima reunião do Conselho de Administração da empresa, no começo da segunda quinzena de dezembro.

“Esse valor está sendo fechado, mas na mesa tem 14 ou 15 bilhões de dólares, e deve ser para os próximos cinco anos, e a ideia é antecipar isso para ajudar nas metas de dívida”, disse a fonte, ressaltando que o período do desinvestimento não está estabelecido ainda.

A Petrobras tinha uma meta de desinvestir 21 bilhões de dólares no biênio 2017 e 2018, volume que a estatal já admitiu que não será possível de ser atingido.

Na terça-feira, uma outra fonte havia dito à Reuters que os investimentos previstos no plano de negócios da Petrobras entre 2019 a 2023 poderão superar os aportes estimados no período anterior (2018-2022), mas isso dependeria do total dos desinvestimentos.

Se aumentarem as vendas de ativos, o plano de investimentos poderia até ser menor que o anterior, quando a estatal projetou investir 74,5 bilhões de dólares.

Mais cedo nesta quinta-feira, a Petrobras disse em comunicado que o plano ainda está em discussão, tendo sido apreciado pelo conselho na quarta-feira, “considerando uma proposta de investimento no montante aproximado de 85 bilhões de dólares no período”.

A estatal ressaltou que não houve qualquer deliberação pelo conselho.

Do total dos investimentos, mais de 60 bilhões de dólares seriam destinados para exploração e produção, área que vem sendo o foco da Petrobras em função do pré-sal, disse a fonte, acrescentando que a estatal também deverá prever investimentos em energia eólica.

Adicionalmente, em relação ao programa de parcerias e desinvestimentos, a petroleira também disse em nota nesta quinta-feira que já alcançou 8,3 bilhões de dólares em assinaturas de contratos no biênio 2017-2018 e diversos projetos continuam em curso.

Na véspera, a estatal anunciou desinvestimento de 820 milhões de dólares pela venda de 37 campos nas bacias de Campos e Potiguar.

No início do mês, o presidente-executivo da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que a empresa não conseguirá atingir sua meta de desinvestimentos de 21 bilhões de dólares para o biênio 2017 e 2018, devido a impasses judiciais.

Uma fonte disse à Reuters nesta quinta-feira que uma decisão do Supremo Tribunal Federal para privatizações sem o aval do Congresso ficará para 2019. A decisão é importante para destravar vendas de ativos da estatal.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

Dívida líquida do país sobe até 2024 mesmo com reformas, projeta Tesouro

Por Iuri Dantas

SÃO PAULO (Reuters) – A dívida líquida vai continuar crescendo nos próximos seis anos antes de começar a cair a partir de 2025, no cenário em que são aprovadas reformas estruturais para auxiliar na estabilização do passivo, avaliou nesta quinta-feira o Tesouro Nacional em um novo relatório.

Sem reformas e esforço fiscal, como a retomada dos superávits primários, a dívida bruta do governo central pode superar 90 por cento do PIB, segundo o relatório, que lista um total de nove riscos –domésticos e globais– para a trajetória da dívida.

“O cenário de médio prazo ainda é desafiador”, assinala o Tesouro.

“A expectativa é de que importantes medidas sejam tomadas de forma a garantir um ajuste fiscal gradativo, para que se consiga reverter a trajetória de deterioração do endividamento público.”

A dívida líquida, que desconta o valor dos ativos do país do total do endividamento, deve atingir 61,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, depois de subir 3,3 por cento e encerrar 2018 em 54,9 por cento do PIB, informou o Tesouro.

Já a relação da dívida bruta do governo geral, que não leva em conta o que a União tem a receber, chegará a 73,2 por cento do PIB em 2027, ante 77,3 por cento no fim deste ano. A dívida bruta deve crescer em relação ao PIB até 2022, nos cálculos do Tesouro, antes de cair.

Em 2013, a dívida bruta equivalia a 51,5 por cento do PIB e vem crescendo por “condições financeiras e econômicas” adversas, sem falar da forte recessão de 2015-2016. Um dos fatores que impactou positivamente na trajetória da dívida bruta desde 2014 foi a devolução de recursos equivalentes a 5 por cento do PIB pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

“Considerando-se o espectro de risco, as simulações mostram a dívida bruta/PIB estabilizando-se um pouco acima de 80 por cento”, se houver implementação total de reformas.

“Por outro lado, a ausência de reformas resulta em cenários mais adversos, nos quais a DBGG/PIB atinge patamares superiores a 90 por cento”, complementa o relatório.

A estabilização da relação da dívida bruta com o PIB exige a produção de um superávit primário –receitas menos despesas antes do pagamento de juros da dívida– de 0,6 por cento do PIB a partir de 2021, percentual que precisaria ser de 1,3 por cento do PIB para que a relação da dívida líquida com o Produto Interno Bruto também pare de subir naquele ano.

“Tais parâmetros são sensíveis às hipóteses de juros e crescimento do PIB, mas ainda assim representam um esforço fiscal adicional considerável”, diz o relatório.

Entre os riscos elencados pelo Tesouro Nacional, estão dificuldades para aprovar reformas ou cumprir regras fiscais, mudanças na política econômica, elevação de juros ou queda de crescimento no exterior, restrições ao comércio global, queda dos preços das commodities, entre outros.

A dívida pública federal do Brasil caiu 0,44 por cento em outubro ante setembro, a 3,763 trilhões de reais, num mês marcado por forte queda do dólar após o resultado das eleições presidenciais, que levou à diminuição da dívida externa, informou o Tesouro Nacional nesta semana.

Com o movimento, a dívida total ficou ainda mais abaixo do piso estabelecido para 2018 pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), de 3,78 trilhões a 3,98 trilhões de reais, após ter encostado no limite inferior da banda no mês anterior.

Dívida líquida do país sobe até 2024 mesmo com reformas, projeta Tesouro

Por Iuri Dantas

SÃO PAULO (Reuters) – A dívida líquida vai continuar crescendo nos próximos seis anos antes de começar a cair a partir de 2025, no cenário em que são aprovadas reformas estruturais para auxiliar na estabilização do passivo, avaliou nesta quinta-feira o Tesouro Nacional em um novo relatório.

Sem reformas e esforço fiscal, como a retomada dos superávits primários, a dívida bruta do governo central pode superar 90 por cento do PIB, segundo o relatório, que lista um total de nove riscos –domésticos e globais– para a trajetória da dívida.

“O cenário de médio prazo ainda é desafiador”, assinala o Tesouro.

“A expectativa é de que importantes medidas sejam tomadas de forma a garantir um ajuste fiscal gradativo, para que se consiga reverter a trajetória de deterioração do endividamento público.”

A dívida líquida, que desconta o valor dos ativos do país do total do endividamento, deve atingir 61,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, depois de subir 3,3 por cento e encerrar 2018 em 54,9 por cento do PIB, informou o Tesouro.

Já a relação da dívida bruta do governo geral, que não leva em conta o que a União tem a receber, chegará a 73,2 por cento do PIB em 2027, ante 77,3 por cento no fim deste ano. A dívida bruta deve crescer em relação ao PIB até 2022, nos cálculos do Tesouro, antes de cair.

Em 2013, a dívida bruta equivalia a 51,5 por cento do PIB e vem crescendo por “condições financeiras e econômicas” adversas, sem falar da forte recessão de 2015-2016. Um dos fatores que impactou positivamente na trajetória da dívida bruta desde 2014 foi a devolução de recursos equivalentes a 5 por cento do PIB pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

“Considerando-se o espectro de risco, as simulações mostram a dívida bruta/PIB estabilizando-se um pouco acima de 80 por cento”, se houver implementação total de reformas.

“Por outro lado, a ausência de reformas resulta em cenários mais adversos, nos quais a DBGG/PIB atinge patamares superiores a 90 por cento”, complementa o relatório.

A estabilização da relação da dívida bruta com o PIB exige a produção de um superávit primário –receitas menos despesas antes do pagamento de juros da dívida– de 0,6 por cento do PIB a partir de 2021, percentual que precisaria ser de 1,3 por cento do PIB para que a relação da dívida líquida com o Produto Interno Bruto também pare de subir naquele ano.

“Tais parâmetros são sensíveis às hipóteses de juros e crescimento do PIB, mas ainda assim representam um esforço fiscal adicional considerável”, diz o relatório.

Entre os riscos elencados pelo Tesouro Nacional, estão dificuldades para aprovar reformas ou cumprir regras fiscais, mudanças na política econômica, elevação de juros ou queda de crescimento no exterior, restrições ao comércio global, queda dos preços das commodities, entre outros.

A dívida pública federal do Brasil caiu 0,44 por cento em outubro ante setembro, a 3,763 trilhões de reais, num mês marcado por forte queda do dólar após o resultado das eleições presidenciais, que levou à diminuição da dívida externa, informou o Tesouro Nacional nesta semana.

Com o movimento, a dívida total ficou ainda mais abaixo do piso estabelecido para 2018 pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), de 3,78 trilhões a 3,98 trilhões de reais, após ter encostado no limite inferior da banda no mês anterior.

Wall Street recua com peso de ações de tecnologia e bancos

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) РWall Street fechou em leve queda nesta quinta-feira com recuo de a̵̤es financeiras e de tecnologia, que ofuscaram ganhos provocados pela ata do Federal Reserve mostrando que o banco central discute sobre quando interromper as altas de juros.

O Dow Jones caiu 0,11 por cento, para 25.338 pontos, o S&P 500 perdeu 0,22 por cento, para 2.737 pontos e o Nasdaq recuou 0,25 por cento, para 7.273 pontos.

A ata mostrou que quase todas as autoridades do Federal Reserve no último encontro concordaram que outro aumento da taxa de juros estava “provavelmente justificado muito em breve”, mas também abordou vários assuntos que começam a pesar em sua visão sobre a economia. A divulgação trouxe breve alívio de alta nas ações, mas os ganhos se perderam antes do fechamento.

Na véspera, Wall Street teve um rali com os comentários do chairman do Fed, Jerome Powell, lido por muitos investidores como um sinal de que o ciclo de aperto monetário dos últimos três anos está chegando ao fim.

“A postura do Fed é muito mais dovish do que era no início do ano”, disse Matthew Keator, sócio no Keator Group. “(O Fed tem) sinalizado ainda que vai esperar dados em vez de apenas estar ideologicamente preso numa política particular de simplesmente elevar juros para médias históricas mais normais.”

O nervosismo sobre tarifas continuou a preocupar investidores conforme aguardam a cúpula do G20 em Buenos Aires, onde o presidente Donald Trump se encontrará com seu colega chinês, Xi Jinping, no sábado para discutir comércio.

Ações de tecnologia foram as que mais pesaram em todos os três principais índices de ações dos EUA, com o índice do setor de tecnologia do S&P 500 em baixa de 0,95 por cento.

Ações financeiras sensíveis a taxas de juros caíram 0,8 por cento, conforme os rendimentos dos Treasuries de 10 anos seguiram em queda, após a divulgação da ata do Fed.

Entre os maiores bancos dos EUA, ações de JPMorgan, Citigroup, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley fecharam em queda de 0,8 a 1,8 por cento.

Dos 11 principais setores do S&P 500, cinco fecharam em território negativo.

(Reportagem de Stephen Culp)

Fusão Suzano/Fibria será concluída em 14 de janeiro de 2019

SÃO PAULO (Reuters) – As produtoras de celulose Suzano e Fibria anunciaram nesta quinta-feira o cronograma para concluir a fusão anunciada mais cedo neste ano.

A programação envolve a substituição das ações da Fibria por ações da Eucalipto e depois a troca dessas por ações da Suzano, que começará em 4 de janeiro e terminará em 8 de janeiro.

A fusão será consumada em 14 de janeiro de 2019.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que a fusão foi aprovada pela União Europeia.

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(Por Aluisio Alves)