Senador Styverson Valentim “diz que nunca pediu voto e que tá de saco cheio.”

O senador Styvenson Valentim (Podemos) que passou a ser cobrado enfaticamente pela população potiguar desde que votou contra o decreto de armas enviado para o senado pelo Governo Bolsonaro e vem dando uma declaração polêmica atrás da outra desde então, criticou em uma transmissão de vídeo, eleitores e seguidores de seus perfis nas redes sociais.

“Quem não respeita a lei, quem é arbitrário, quem abusa da autoridade, por favor, não me siga mais não. É um favor que você faz a mim. Eu nunca pedi voto de gente assim. Eu nunca nem pedi voto, ainda mais de gente que desrespeita a Constituição”. Após essas preciosidades dita pelo parlamentar, ele continua “Encerrou este assunto. Agora quem insistir em falar que eu decepcionei, bom que eu já sei quem quem é quem.”

“Quem realmente sentaria nesta cadeira e cumpriria a lei. Com certeza, não represento você, não. Está bom? Posso até ter traído você que está reclamando com esse mimimi, mas não traio o que prometi de cumprir a Constituição. Eu não trai ninguém. O decreto [que flexibiliza a posse de armas] é que foi mal feito, inconstitucional.”, afirmou o senador. Estou aqui falando de combate à corrupção e você vem com besteira. Estou de saco cheio já. Faça o seguinte, fique aí nas armas. Só pensa em armas”.

Assistam o vídeo e tirem suas conclusões:

Líder do governo Joice Hasselmann articula e Congresso aprova crédito extra de R$ 248,9 bi para governo pagar benefícios

O Congresso Nacional aprovou o PLN 4/19, autorizando o governo federal a realizar operações de crédito com verba extra de R$ 248,9 bilhões para pagar despesas como aposentadorias, BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e deficientes de baixa renda e Bolsa Família e para o Plano Safra. A proposta foi aprovada por unanimidade dos 450 deputados e 61 senadores presentes. Os parlamentares tiveram que correr contra o tempo, pois o prazo para aprovar o projeto venceria no sábado (15). A votação ocorreu após a análise de vetos presidenciais que trancavam a pauta do Congresso.
Na prática, os parlamentares deram permissão para que o Executivo descumpra a chamada “regra de ouro”, norma constitucional que proíbe o governo de se endividar para pagar despesas correntes (como salários, benefícios sociais e manutenção de órgãos públicos). Se o governo buscasse levantar os recursos sem a autorização prévia do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro correria risco de ser enquadrado no crime de responsabilidade fiscal, o que abriria margem para um eventual pedido de impeachment.
Acordo com a oposição
Antes de chegar ao plenário da Câmara em uma sessão conjunta com o Senado, o projeto passou pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) após um acordo entre deputados de oposição e o Planalto. Os parlamentares reivindicaram a liberação de recursos para o programa Minha Casa, Minha Vida, a liberação de verbas para as universidades e recursos para o programa Farmácia Popular. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), e o relator do texto na CMO, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), levaram a demanda ao Planalto e voltaram com o aval do Executivo. Segundo Hasselmann, será liberado R$ 1 bilhão para obras do Minha Casa, Minha Vida e R$ 550 milhões para a conclusão das obras de transposição do rio São Francisco. Em relação à área da educação, a princípio serão desbloqueados R$ 1 bilhão para universidades e R$ 330 milhões para bolsas de pesquisa ligadas ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Em relação aos recursos para o programa Farmácia Popular, a líder do governo informou que será realizada uma reunião entre representantes da base e da oposição com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para discutir a questão. “Chegamos a um acordo para que de fato possamos retomar obras do Minha Casa, Minha Vida, e para que possamos cuidar do custeio da educação, garantindo que não faltará o básico às universidades”, disse Hasselmann.