Seis pessoas são assassinadas a tiros em chacina na cidade de Touros/RN

Assassinos invadiram duas residências vizinhas e realizaram disparos contra as vítimas, dentre elas, uma adolescente de apenas 13 anos

Seis pessoas foram mortas em uma chacina na cidade de Touros, litoral Norte do Estado, na noite da última quarta-feira, 21. Os assassinos invadiram duas residências vizinhas e realizaram disparos contra as vítimas, dentre elas, uma adolescente de apenas 13 anos. Conforme informado pela Polícia Militar do município de Touros, pelo menos duas crianças que estavam no local presenciaram o crime.

De acordo com a PM da cidade, os assassinatos ocorreram por volta das 22h30. Os criminosos arrombaram os portões das duas casas e efetuaram uma série de disparos. Segundo a polícia, o conselho tutelar já tomou as previdências com relação aos jovens que testemunharam os assassinatos.

As vítimas foram identificadas cinco mulheres e um homem, quase todos da mesma família e que eram vizinhos. A polícia suspeita que as duas casas eram usadas como pontos para tráfico de drogas na região.

A PM ainda realiza buscas pelos assassinos, mas não foram identificados suspeitos de terem cometido o delito. Existem suspeitas de que os assassinatos tiveram como motivação uma disputa de facções criminosas.

Duas chacinas em menos de um mês

Esta foi a segunda chacina registrada este mês, na cidade de Touros. A primeira ocorreu também numa quarta-feira, no dia 7 deste mês de agosto, quando quatro jovens foram mortos a tiros na zona rural do município.

Irmãs escavam com colher de pedreiro ao redor de casa em que moravam em Maceió durante anos

Duas senhoras, que são irmãs, escavaram ao redor da casa em que moravam usando uma colher de pedreiro. Vizinhos disseram que, durante aproximadamente oito anos, elas retiravam a terra em volta da residência, colocavam em baldes e jogavam o barro na rua. O caso ocorreu no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. As irmãs foram retiradas da casa nesta terça-feira (9).

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que as duas senhoras foram transferidas para a casa de parentes. As equipes de saúde que estão acompanhando o caso querem saber se houve negligência por parte da família, já que os relatos são de que as irmãs faziam a escavação há pelo menos oito anos.

“Vamos dizer negligência, mas a gente não sabe também. Às vezes se trata de pessoas que presenciam, mas têm medo de se aproximar, têm medo de alguma reação. A gente não sabe se essas senhoras já fizeram tratamento antes”, disse a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial Noraci Pedrosa (Caps), Rita de Cássia Pedrosa.

A situação das irmãs viralizou depois que o vereador por Maceió Siderlane Mendonça postou o caso em uma rede social.

“O que soubemos é que as duas irmãs têm transtornos e uma sobrinha faz uso de drogas. Se a gente detectar que isso acontece, também vamos encaminhar a sobrinha para tratamento”, contou a coordenadora do Caps.

A profissional da área de saúde mental do município fez um alerta para quem conhece casos semelhantes.

“Qualquer pessoa que detectar um problema como esse pode procurar o CAPS, pode procurar até a Secretaria Municipal de Saúde, que lá eles vão encaminhar para a gente do CAPS, pode procurar a Defensoria Pública e qualquer órgão que possa ajudar. Até a família pode fazer isso. E se a família não fizer, que um vizinho faça, mas que tome alguma providência e não deixe que aconteça algo pior”, disse Rita Pedrosa.

Vizinhos disseram que a escavação feita pelas irmãs estaria provocando rachaduras nas casas vizinhas.

“A minha casa rachou um pouco e a do vizinho ali está bem rachada. Reforçamos a parede bem reforçada com ferro e cimento”, disse um morador que não quis se identificar.

A Defesa Civil de Maceió foi acionada. A equipe de engenharia disse que há risco do muro da casa cair.

A Coordenadoria Municipal Especial de Proteção e Defesa Civil (Compdec) disse que após uma equipe fazer a vistoria no local, foi recomendado o reaterro da área para evitar danos aos imóveis vizinhos.

Bolsonaro diz que ‘é brincadeira’ relacioná-lo à cocaína em avião da FAB

De Osaka, no Japão, onde participa da reunião do G20, o presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook nesta quinta-feira, 27, na qual comentou a prisão do sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos. O militar foi detido após desembarcar na Espanha com 39 quilos de cocaína em sua bagagem, levada em um avião da equipe de apoio à comitiva presidencial. Bolsonaro disse que “é brincadeira” associá-lo ao episódio e que “é muita coincidência” o caso ter ocorrido no dia anterior à sua viagem.

“Me associar ao episódio de ontem é brincadeira, não vou nem responder esse negócio aí, tá ok? Vai pagar um preço alto. Investigação está aberta, IPM [Inquérito Policial Militar], toda colaboração com a polícia espanhola”, disse Bolsonaro, já no final da transmissão. Ele agradeceu ao governo espanhol por ter prendido apenas Silva Rodrigues, e não a tripulação toda do avião.

Bolsonaro afirmou no vídeo que o fato de a droga não ter sido identificada em meio à bagagem do militar antes do embarque foi uma “falha” e que, no avião presidencial, até a sua bagagem é revistada. Conforme noticiou o Radar nesta quarta-feira, 26, o sargento não passou pelo aparelho de raio-x, de uso obrigatório, na Base Aérea da FAB em Brasília.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira, 27, em Brasília, o porta-voz da Força Aérea, major Daniel Rodrigues Oliveira, disse que em todos os voos oficiais, como norma interna, bagagens de passageiros e tripulantes devem passar por inspeção em aparelhos de raio-x. Oliveira, contudo, não confirmou se houve o procedimento no avião de suporte à comitiva de Jair Bolsonaro.

“De qualquer maneira, mesmo que tivesse no meu avião, seria uma falha nossa, daí. Se bem que no nosso avião todos são revistados, inclusive a minha bagagem é revistada, eles nunca falaram pra mim ‘presidente, posso revistar sua bagagem?’, já sabe que é pra revistar e ponto final, não tem problema tem que revistar”, declarou o presidente, que na transmissão ao vivo estava ao lado do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e do secretário-geral do Itamaraty, embaixador Otávio Brandelli.

O presidente disse também que o militar, “pelo que tudo parece, está há algum tempo envolvido” com o tráfico de drogas. “Ninguém numa primeira viagem vai botar 39 quilos de entorpecente, vamos investigar”, concluiu Jair Bolsonaro, citando que o sargento da Aeronáutica “integrou escalões semelhantes nos dois últimos governos que passaram”. O Palácio do Planalto garante que o militar preso com a mala de cocaína não fazia parte do círculo mais próximo de militares que viajavam com Bolsonaro. No vídeo, o presidente chegou a dizer que Silva Rodrigues teve “azar” e foi preso “na primeira viagem nossa”. “Créu, sefu, se deu mal, tá ok?”.

“Se Deus quiser, a Polícia Federal, a nossa inteligência da Aeronáutica e a polícia espanhola vão chegar naqueles que realmente interessa pra gente. Esse elemento aqui, se for pro Brasil, é 30 anos de cadeia e, como crime hediondo, vai cumprir uns 20 pra poder requerer progressão. Se fosse na Indonésia, pena de morte, como no passado teve um traficante brasileiro preso lá e não teve clemência não, foi executado”, declarou o presidente, lembrando o caso de Marco Archer, condenado à morte no país asiático e fuzilado em 2015.