Bolsonaro diz que ‘é brincadeira’ relacioná-lo à cocaína em avião da FAB

De Osaka, no Japão, onde participa da reunião do G20, o presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook nesta quinta-feira, 27, na qual comentou a prisão do sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos. O militar foi detido após desembarcar na Espanha com 39 quilos de cocaína em sua bagagem, levada em um avião da equipe de apoio à comitiva presidencial. Bolsonaro disse que “é brincadeira” associá-lo ao episódio e que “é muita coincidência” o caso ter ocorrido no dia anterior à sua viagem.

“Me associar ao episódio de ontem é brincadeira, não vou nem responder esse negócio aí, tá ok? Vai pagar um preço alto. Investigação está aberta, IPM [Inquérito Policial Militar], toda colaboração com a polícia espanhola”, disse Bolsonaro, já no final da transmissão. Ele agradeceu ao governo espanhol por ter prendido apenas Silva Rodrigues, e não a tripulação toda do avião.

Bolsonaro afirmou no vídeo que o fato de a droga não ter sido identificada em meio à bagagem do militar antes do embarque foi uma “falha” e que, no avião presidencial, até a sua bagagem é revistada. Conforme noticiou o Radar nesta quarta-feira, 26, o sargento não passou pelo aparelho de raio-x, de uso obrigatório, na Base Aérea da FAB em Brasília.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira, 27, em Brasília, o porta-voz da Força Aérea, major Daniel Rodrigues Oliveira, disse que em todos os voos oficiais, como norma interna, bagagens de passageiros e tripulantes devem passar por inspeção em aparelhos de raio-x. Oliveira, contudo, não confirmou se houve o procedimento no avião de suporte à comitiva de Jair Bolsonaro.

“De qualquer maneira, mesmo que tivesse no meu avião, seria uma falha nossa, daí. Se bem que no nosso avião todos são revistados, inclusive a minha bagagem é revistada, eles nunca falaram pra mim ‘presidente, posso revistar sua bagagem?’, já sabe que é pra revistar e ponto final, não tem problema tem que revistar”, declarou o presidente, que na transmissão ao vivo estava ao lado do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e do secretário-geral do Itamaraty, embaixador Otávio Brandelli.

O presidente disse também que o militar, “pelo que tudo parece, está há algum tempo envolvido” com o tráfico de drogas. “Ninguém numa primeira viagem vai botar 39 quilos de entorpecente, vamos investigar”, concluiu Jair Bolsonaro, citando que o sargento da Aeronáutica “integrou escalões semelhantes nos dois últimos governos que passaram”. O Palácio do Planalto garante que o militar preso com a mala de cocaína não fazia parte do círculo mais próximo de militares que viajavam com Bolsonaro. No vídeo, o presidente chegou a dizer que Silva Rodrigues teve “azar” e foi preso “na primeira viagem nossa”. “Créu, sefu, se deu mal, tá ok?”.

“Se Deus quiser, a Polícia Federal, a nossa inteligência da Aeronáutica e a polícia espanhola vão chegar naqueles que realmente interessa pra gente. Esse elemento aqui, se for pro Brasil, é 30 anos de cadeia e, como crime hediondo, vai cumprir uns 20 pra poder requerer progressão. Se fosse na Indonésia, pena de morte, como no passado teve um traficante brasileiro preso lá e não teve clemência não, foi executado”, declarou o presidente, lembrando o caso de Marco Archer, condenado à morte no país asiático e fuzilado em 2015.

Senador Styverson Valentim se alia a esquerda e vota contra o decreto do posse de armas

O senador Styverson votou para derrubar o decreto de Bolsonaro.

O plenário do Senado aprovou ontem (18) a revogação do decreto do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou o acesso da população a compra e posse de armas no Brasil. Por 47 votos a 28, os senadores aprovaram um Projeto de Decreto Legislativo (PDC), do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e de outros senadores, que susta os efeitos da flexibilização.

A bancada potiguar com os seus três senadores: Jean Paul Prates (PT), Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PROS), votou totalmente a favor da revogação do decreto. A matéria segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

Criticado

O senador Styvenson Valentim, que é capitão da Polícia Militar, foi o mais criticado pelo posicionamento na votação. Durante a campanha eleitoral de 2018, o senador defendeu o porte de arma para a população. Nas redes sociais ele se justificou, afirmando que não é contra o direito do cidadão de bem se defender, mas ponderou que “é preciso ter
critérios”.

Líder do governo Joice Hasselmann articula e Congresso aprova crédito extra de R$ 248,9 bi para governo pagar benefícios

O Congresso Nacional aprovou o PLN 4/19, autorizando o governo federal a realizar operações de crédito com verba extra de R$ 248,9 bilhões para pagar despesas como aposentadorias, BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e deficientes de baixa renda e Bolsa Família e para o Plano Safra. A proposta foi aprovada por unanimidade dos 450 deputados e 61 senadores presentes. Os parlamentares tiveram que correr contra o tempo, pois o prazo para aprovar o projeto venceria no sábado (15). A votação ocorreu após a análise de vetos presidenciais que trancavam a pauta do Congresso.
Na prática, os parlamentares deram permissão para que o Executivo descumpra a chamada “regra de ouro”, norma constitucional que proíbe o governo de se endividar para pagar despesas correntes (como salários, benefícios sociais e manutenção de órgãos públicos). Se o governo buscasse levantar os recursos sem a autorização prévia do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro correria risco de ser enquadrado no crime de responsabilidade fiscal, o que abriria margem para um eventual pedido de impeachment.
Acordo com a oposição
Antes de chegar ao plenário da Câmara em uma sessão conjunta com o Senado, o projeto passou pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) após um acordo entre deputados de oposição e o Planalto. Os parlamentares reivindicaram a liberação de recursos para o programa Minha Casa, Minha Vida, a liberação de verbas para as universidades e recursos para o programa Farmácia Popular. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), e o relator do texto na CMO, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), levaram a demanda ao Planalto e voltaram com o aval do Executivo. Segundo Hasselmann, será liberado R$ 1 bilhão para obras do Minha Casa, Minha Vida e R$ 550 milhões para a conclusão das obras de transposição do rio São Francisco. Em relação à área da educação, a princípio serão desbloqueados R$ 1 bilhão para universidades e R$ 330 milhões para bolsas de pesquisa ligadas ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Em relação aos recursos para o programa Farmácia Popular, a líder do governo informou que será realizada uma reunião entre representantes da base e da oposição com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para discutir a questão. “Chegamos a um acordo para que de fato possamos retomar obras do Minha Casa, Minha Vida, e para que possamos cuidar do custeio da educação, garantindo que não faltará o básico às universidades”, disse Hasselmann.

Deputados debatem Ordem do Dia alusiva ao 31 de março de 1964

Crédito da Foto: Eduardo Maia

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSL) fez a leitura do texto do Ministério da Defesa como Ordem do Dia a ser lida nos quartéis em referência a 31 de março de 1964, na sessão plenária desta quinta-feira (28). A Ordem do Dia foi uma determinação do presidente Jair Bolsonaro, que mandou que o Ministério fizesse as comemorações devidas, segundo afirmou o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

O texto diz: “As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação”. O texto foi antecipado pelo portal G1 e foi lido pelo deputado Coronel Azevedo.

Em contraponto, o deputado Sandro Pimentel (PSOL) disse estar indignado com o discurso lido em plenário. “Exaltar o 31 de março é renegar a história. É esquecer das pessoas que foram executadas pelo regime militar. O Congresso Nacional reconhece que muitas pessoas desapareceram no período. E é indignante ver alguém que diz representar o povo, exaltar esse período”, declarou.

Roberto Carlos: ‘Vivemos uma guerra. Não dá para uma pessoa andar armada e outra andar desarmada’

Neste domingo, durante a coletiva da turnê ‘Emoções Em Alto Mar’ (que por sinal completa 15 anos), Roberto Carlos respondeu à pergunta do O DIA sobre o que achava do projeto do presidente Jair Bolsonaro de facilitar a posse de armas no Brasil. O Rei se mostrou favorável à ideia do presidente, e recordou a época em que via o pai manuseando um revólver em casa.

“Desculpem se vou decepcionar alguns de vocês, mas vivemos numa guerra. Não dá para uma pessoa andar armada e outra andar desarmada. Cresci vendo meu pai com uma arma em casa. Ele guardava numa gavetinha. Ele tinha uma chave, trancava a gavetinha com a chave. E à noite, ele tirava a arma e botava debaixo do travesseiro. É uma coisa que precisa ser analisada com muito cuidado, mas vivemos numa guerra”, contou Roberto, respondendo ao DIA, sob os aplausos da plateia.

Desta vez, Roberto surpreendeu os fãs, apresentando-se na coletiva vestindo uma camisa rosa. Foi perguntado durante a coletiva sobre a frase da Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que “agora, meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. “Eu apareci de rosa porque queria fugir um pouco do azul, já que eu já estava ficando marcado pelo azul… E visto rosa porque me garanto!”, respondeu Roberto.